Os jogos de representação (JDR) ou RPG, do estrangeirismo role playing game, são jogos de contar histórias de forma coletiva.
Uma das participantes é a Narradora (também chamada Mestra do Jogo ou apenas Mestra), que conduz as aventuras e apresenta as cenas para as personagens das outras jogadoras (PJ). O número ideal de jogadores é de 4 a 7, contando com a narradora. Alguns jogos, como este, podem ser jogados sem narradora (modo cooperativo) e de forma só (modo só ou modo solo), também.
As jogadoras criam suas personagens com os limites das regras. Assim que o jogo começa, a Narradora descreve o que está acontecendo, diz onde as PJs estão e pergunta “o que estão fazendo?”. A Narradora segue descrevendo o local (uma sala, um castelo, uma feira, etc.) e interage com as PJs através das PDNs (personagens da narradora, também chamados NPC, PDM, PNJ).
Nessas primeiras interações as PJs sabem o que precisam fazer (resgatar, invadir, recuperar, destruir, atacar, escoltar, etc.), pois algum PDN interagiu com elas e explicou a situação.
A Narradora controla e interpreta todos os PDNs, sejam aliados, inimigos, animais ou monstros. Ela descreve os ambientes, oportunidades, os perigos, armadilhas, o clima, tudo, menos as PJs.
Mas a Narradora não joga contras as PJs, ou assim as histórias não teriam graça. A função dela é apresentar a história que será contada de forma coletiva a partir das ações das PJs. Se uma PJ decide causar um incêndio, a Narradora segue a história com este acontecimento. As PJs também não jogam uma contra a outra, elas são um grupo com o mesmo objetivo.
Sempre que estiver acontecendo uma cena a Narradora deve perguntar PARA CADA PJ o que está fazendo ou o que farão.
A Narradora explica às participantes que elas interagem entre si como suas personagens. As duas formas são direta ou indireta. Exemplo de ação de PJ: “Eu te desafio!” ou “minha personagem desafia o guarda”.
O que as participantes sabem não é o mesmo que as PJs sabem. Exemplo: uma PJ foi sequestrada e ninguém viu, as participantes sabem do sequestro, suas PJs não sabem.
Criar aventuras pode ser desafiante, mas recompensa muito a diversão e surpresas. Filmes, livros, animações, quadrinhos, o mundo real e seriados são ótimas fontes. E criar PDNs não precisa ser algo detalhado, apenas poucas informações de aparência e personalidade: bonito, alta, exótico, boas roupas, cicatriz, confiante, medalha diferente, perfumada, estressado, etc.
A Narradora pode alterar as regras para deixar as histórias mais emocionantes, seja para ajudar as PJs ou para dificultar, se elas estiverem tendo muita sorte nas rolagens.
A Narradora não deve permitir que uma jogadora tome a atenção da aventura. Faça interrupção e vá para a jogadora seguinte. Narrar requer negociação e firmeza.
Não existem ações certas ou erradas com as participantes do jogo, o que importa é a DIVERSÃO. Mesmo com tragédia é divertido, e caso a personagem seja perdida, divirtam-se com o momento e basta fazer outra para substituir.
Ser uma boa Narradora requer tempo, leitura, paciência, bom senso, e é muito importante também participar de aventuras como jogadora, assim poder aprender com a visão e experiência de outras pessoas que narram, de jogos diferentes. Uma sugestão interessante é criar um rodízio entre quem narrará. Algumas pessoas preferem só jogar.


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