Olá, forasteiros!
No último post eu falei bastante sobre o quanto Olho da Morte mudou durante o tempo em que fiquei afastado e sobre como o sistema está finalmente chegando muito mais perto daquilo que eu queria desde o começo.
Agora chegou a hora de começar uma nova etapa.
Olho da Morte vai entrar em uma campanha mais completa de testes.
Até aqui, boa parte do desenvolvimento envolveu analisar mecânicas individualmente, revisar classes, criaturas, equipamentos, combate e várias outras partes do sistema. Isso é importante, mas existe uma coisa que nenhum teste isolado consegue substituir completamente:
colocar tudo junto em uma campanha de verdade.
Então, em breve, vou começar a mestrar uma campanha usando a versão atual do sistema. A ideia não é simplesmente jogar algumas batalhas para descobrir se uma criatura causa dano demais ou se determinada habilidade está forte.
Quero observar como o sistema funciona ao longo de várias sessões.
Progressão, recursos, investigação, sobrevivência, economia, equipamentos, descanso, combate, NPCs, exploração e todas essas pequenas coisas que, separadamente, podem parecer funcionar muito bem, mas que começam a mostrar seus problemas de verdade quando precisam coexistir durante uma campanha.
E provavelmente algumas coisas vão mudar, na verdade, eu espero que mudem. Esse é justamente o objetivo desse teste.
Quero descobrir o que funciona bem na mesa, o que parece interessante apenas no papel, o que está complicado demais, o que precisa ser simplificado e principalmente onde o balanceamento ainda precisa de ajustes.
Essa campanha vai servir como uma espécie de campo de provas para a versão que quero levar até vocês.
Mas tem mais uma coisa que eu ainda não tinha mostrado.
Durante esse processo eu também comecei a desenvolver uma ferramenta para me ajudar a administrar minhas próprias mesas de Olho da Morte.
Ainda está em desenvolvimento e muita coisa provavelmente vai passar por mudanças bem grandes antes de eu considerar o projeto realmente pronto.
Por enquanto, a ideia é relativamente simples.
Em vez de deixar ficha, anotações, NPCs, criaturas, iniciativa, combate e várias informações importantes espalhadas entre papéis, arquivos e anotações diferentes, estou criando uma aplicação para centralizar essas coisas e integrar parte delas diretamente com as mecânicas de Olho da Morte.
A base necessária para começar uma campanha já está funcionando.
Principalmente a administração das fichas e a integração com várias informações e mecânicas presentes nos livros.
Agora começa justamente a parte mais importante:
usar isso durante uma mesa real.
Quero descobrir se a ferramenta realmente ajuda durante uma sessão ou se algumas coisas que parecem práticas enquanto estou programando acabam atrapalhando quando existem jogadores esperando uma decisão do outro lado da mesa.
Por isso, assim como o próprio sistema, essa aplicação também vai passar por uma fase de testes bem mais intensa durante essa campanha.
E antes que alguém pergunte:
Sim, existe a possibilidade de isso chegar até vocês no futuro.
Se os testes derem certo e eu sentir que a ferramenta realmente melhora a experiência de jogar e mestrar Olho da Morte, estou estudando a possibilidade de transformá-la em algum tipo de bônus relacionado ao Catarse.
Mas ainda não quero prometer isso.
Primeiro ela precisa sobreviver à mesa.
Quero ter certeza de que funciona de verdade antes de transformar uma experiência que estou fazendo para minha própria campanha em algo que eu entregaria para outras pessoas.
E acho que essa nova fase também pode ser uma forma interessante de fazer aquilo que prometi no último pronunciamento:
mostrar mais do desenvolvimento.
Pretendo compartilhar algumas coisas que acontecerem durante os testes.
Mecânicas que funcionaram melhor ou pior do que eu esperava, regras que precisaram mudar depois de aparecerem em jogo, situações que os jogadores conseguiram resolver de maneiras que eu jamais teria previsto e, aos poucos, um pouco mais dessa ferramenta que estou desenvolvendo.
Porque é muito fácil olhar para uma regra escrita em uma página e pensar:
"isso funciona."
Outra coisa completamente diferente é colocar cinco pessoas em volta de uma mesa e descobrir o que elas vão fazer com ela.
Então essa campanha não vai servir apenas para contar uma história dentro dos Pampas do Sul.
Ela também vai ajudar a moldar aquilo que Olho da Morte será quando chegar até vocês.
Agora chegou a hora de levar o sistema de volta para onde ele realmente precisa estar.
Na mesa.




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