Olá Nobres,
Este é o Prólogo do livro Sangue Azul "O Rei de Ferro" espero que gostem.
Prólogo
Olivares I, filho de um longa dinastia acabara de fazer seu decimo quinto aniversário, e por não ser o filho mais velho do Rei Olin I, não tinha direito a ser rei, estava na terceira posição de sucessão, primeiro tinha seu irmão mais velho Olin II, depois tinha seu irmão do meio Ashor III, príncipe herdeiro por parte de sua mãe, e em terceiro lugar vinha Olivares I, e devido a isto ele precisaria construir seu próprio reino, ou seria um príncipe para sempre, receberia um principado dentro do reino de seu pai, que passaria de geração em geração, até que um dia este território fosse perdido por um motivo político qualquer.
O sangue de Olin, pai de Olivares, vinha de uma Era muito antiga, desde a Primeira Grande Era Humana, de povos que migraram e conquistaram o mundo em seus continentes. Conhecidos como Oliníos. Um forte povo que dominou o norte do continente de Trinia Leste, entre a Segunda Grande Era e Terceira Grande Era do mundo. O império Olínio chegou a conquistar todo o continente Trinia Leste, e invadiu na Terceira Grande Era do Mundo o continente Trinia Norte, mas depois de uma sangrenta guerra contra o império Cordo, se retiraram e formaram o Império continental Olinio no território do continente Trinia Leste.
Reinaram por toda a Terceira Grande Era até o início da Quarta Grande Era, quando os Impérios continentais entraram em declínio, por guerras civis, doenças aterrorizantes, um grande inverno que abateu o mundo, trazendo fome e morte, e sem a manutenção dos povos por longos anos de frio fome e morte os grandes impérios se dividiram, e não foi diferente para o Império Olínio, que se dividiu em 6 reinos, o sul das montanhas Olinias ficaram cinco reinos, e ao norte ficou Olinia, que continuou a dinastia dos antigos povos.
No fim da Quarta Grande Era Olinia foi dividida em Demezia a Oeste, e Olinia a Leste, mantendo sua amizade. Neste mesmo período, Olinia conquistou e estendeu seu poder a sul das montanhas, tornando o sudeste do continente uma extensão de sangue da família, fundando Ashiria, onde antes era o Império de Afinia, e Alemar, onde outrora era o Império Dôr.
No início da Quinta Grande Era do Mundo, o Príncipe Olivares I está fazendo seu decimo quinto aniversário, e como tradição ele deve decidir, se quer somente ser um príncipe, recebendo um pedaço de terra chamado de principado, para dar seu nome a ele, e ser um eterno príncipe, ou se vai fundar seu reinado, conquistando novas terras e reinando sobre elas.
Neste momento, os políticos Lordes vão aproveitar para ampliar seu poder, se querem influenciar o Príncipe nesta sua escolha, afinal, se o príncipe escolher ficar com um principado, parte das terras reais será herdado, estas terras vão receber um gordo investimento do Rei, para que o principado se torne produtivo e rentável, e isso influencia todas as terras que estão em torno. Devido a isto, os Lordes que desejam o príncipe como um eterno príncipe, engordando as terras ao entorno, vão influenciar que além do príncipe escolher ser um eterno príncipe, também escolha ficar com terras ao redor das suas. Porém, aqueles que desejam que o príncipe conquiste novas terras e crie seu reinado, vão querer estar no meio desta conquista, para ganharem terras que serão herdadas por seus filhos, ampliando o poder de sua família. Neste momento, inúmeras reuniões de vários conselhos são organizadas em todo o território, cada qual se unindo para fazer pressão política e influenciar sua causa.
Os reinos vizinhos, ficam tensos, e começam a se preparar para a guerra, afinal, o príncipe junto com o Rei e seus conselheiros, caso o Príncipe decida ser Rei, decidirão quais terras conquistar, e normalmente o menos armado e preparado será escolhido para ser ocupado. Isto cria um movimento armamentista nos vizinhos, levantando a preocupação do Rei, que também amplia sua produção de armas e treinamento de tropas, não somente para defender suas terras, promovendo marqueses e protetorados, mas também para preparar o auxílio a seu filho na conquista de um reino para si.
Com esta movimentação, os nobres do reino aproveitam para apresentar suas filhas ao príncipe, que normalmente se casa com intuito de ter um herdeiro para o principado, ou para o reinado novo, o que faz a corte ter grandes festas e cortejos vindo de todos os cantos do reino, assim como o príncipe viaja para conhecer as terras do reino, e decidir, caso crie um principado, quais as terras que gostaria de herdar de seu pai.
Os nobres para influenciar o príncipe a ficar perto de suas terras, ampliam a produção, arando mais campos que o de costume, fazem obras nas estradas para melhorar o acesso, ampliam seus castelos promovendo grandes festas, importam alimento nobre de terras distantes, tecem nobres roupas para seus criados da corte, penduram bandeiras com tecidos nobres, aparam os gramados, colocam iluminações extras, e toda uma reforma em suas terras, com objetivo de que o príncipe se encante com a terra e resolva ficar.
Este movimento em todo o reino custa um imenso dinheiro, o que faz as pequenas famílias pedirem empréstimos as grandes famílias, e faz as grandes famílias pedirem empréstimos ao rei ou a outros reinos, e assim faz o rei pedir empréstimos a outros grandes nobres ou mesmo a outros reinos amigos, o que traz um crescimento econômico para o reino sem precedentes, podendo criar grandes alianças, trazer uma guerra civil ou mesmo guerra com reinos vizinhos. E toda esta tensão recai sobre o príncipe.

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