Oi, pessoal!
Sei que muitos de vocês estão esperando notícias sobre a impressão dos livros há um tempo, e devo essa explicação: o que aconteceu, por que aconteceu e por que demorei para contar tudo isso com detalhes.
Como começou
Fechei o projeto com uma gráfica com quem já trabalho há muitos anos. É um parceiro de confiança: material sempre muito bem feito e preço competitivo. Fizemos o orçamento juntos logo no início, e foi em cima desse orçamento que estruturei todo o projeto do Catarse.
Como o processo do Catarse levou um tempo até sair do papel, precisamos refazer o orçamento mais adiante, e o valor mudou um pouco — algo normal, dado o tempo que tinha passado.
Quando chegou a hora de fazer a prova de impressão, a gráfica atrasou bastante para entregá-la. Ainda assim, quando a prova finalmente chegou, o material estava muito bem feito, como sempre. Pela qualidade e pelo histórico de anos trabalhando com eles, decidi seguir em frente, mesmo com o atraso.
O prazo apertado
Eu precisava do material pronto em julho. A gráfica me disse que só conseguiria entregar no final do mês, alegando dificuldades com maquinário — um tipo de problema que entendo que acontece. Ficou apertado, mas, pela qualidade do trabalho, topei seguir assim mesmo e avisei vocês sobre esse prazo mais justo.
O silêncio e o cancelamento
Passado julho, não veio nenhuma notícia. Fui atrás, perguntei diversas vezes, e a resposta era sempre a mesma: nenhuma previsão. Isso se repetiu por semanas.
Cerca de três semanas antes da Bienal, a gráfica simplesmente me mandou uma mensagem cancelando o serviço, explicando que o motivo era o mesmo problema de maquinário: eles não iriam conseguir rodar o material. Não tínhamos feito nenhum pagamento antecipado, então não houve prejuízo financeiro direto nessa parte.
Quero deixar claro que não trato isso como má-fé da parte deles. Mas é, sim, falta de profissionalismo. Pelo Código de Defesa do Consumidor (Art. 14), o fornecedor de serviço responde pela falha na prestação do serviço independentemente de culpa — ou seja, mesmo com a máquina quebrada, eles tinham um compromisso assumido comigo, e eu já estava esperando esse material havia um bom tempo. Um imprevisto técnico não muda essa obrigação; muda, no máximo, a forma como ele deveria ter sido comunicado e resolvido.
A corrida atrás de uma nova gráfica
Só que esse cancelamento me deixou numa situação bem complicada. O orçamento que eu tinha fechado com a primeira gráfica foi feito lá em junho (na verdade, final de maio), quando fizemos a prova. Só que o cancelamento veio em agosto, quase setembro — e nesse intervalo, o preço de gráfica em geral muda. Eu tinha um valor fixo, que foi o que arrecadamos na campanha, e precisava encontrar uma gráfica nova que conseguisse bater aquele mesmo valor, com os preços já reajustados do mercado.
Foi por isso que corri atrás de várias gráficas nessas semanas, tentando equilibrar qualidade e um preço que coubesse no que já tínhamos arrecadado. Nesse meio tempo, também avaliei formalmente as opções que eu tinha para tentar obrigar a gráfica a cumprir o que havia sido combinado juridicamente. Foi por conta dessa avaliação — e da busca por uma solução real — que preferi não trazer nada aqui até ter algo concreto para mostrar.
Onde estamos agora
Já encontrei uma nova gráfica. Estamos no processo de prova: vão enviá-la na quarta-feira, dia 16/09. No dia 17/09 viajo para o Londrix (feira e evento literário em Londrina de 18 à 20), então devo ter a prova fisicamente em mãos por volta do dia 21/09.
Como sempre faço, assim que a prova chegar às minhas mãos vou gravar um vídeo mostrando o material para vocês. Se estiver tudo certo, já mando imprimir imediatamente.
Fiquem de olho ali pela semana do dia 21 para essa novidade.
Obrigada pela paciência e pela confiança até aqui. Sei que a espera é frustrante, e quis ser o mais transparente possível sobre cada etapa desse processo.
abraços,
Lua






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