Desde 2016 eu participo de eventos de cultura pop/nerd e sempre foi muito comum ver pessoas achando meus desenhos “fofos”. E tudo bem, a intenção no começo do meu trabalho era atingir certas emoções como essas. Sempre fui muito fã de ilustração infantil. Desde livros, séries animadas e filmes.
Mas pouca gente sabe como eu gosto de histórias de terror e como descobri essa paixão já tarde.
Na época da adolescência, muitas franquias estavam em alta nesse universo de terror. Acho que a mais recente era Jogos mortais. Além disso as várias sequências de Slashers vinham chegando aos cinemas. Apesar de entender o apelo, nunca fui fã desses filmes e por isso sempre fui afastado de outras obras de terror.
Não tenho certeza se foi Corra (2018), mas provavelmente foi nessa época que comecei a entender que as histórias de terror eram portas para falar de diversos assuntos que me interessavam. Posso ter despertado esse interesse com as primeiras obras de Jordan Peele, mas sem dúvidas, quem me cativou foi a diretora Misha Green quando tomou as rédeas de Lovecraft Country (2020).
A série que trazia episódios com identidades únicas e quase que independentes de um para o outro, apresentava diversas facetas de histórias de terror e aventura. Como o episódio dos fantasmas que assombram a casa, ou da perseguição agoniante da prima do Tic. Mesmo com essas diferenças entre episódios, a série se manteve em uma linha de horror cósmico, subgênero que sempre adorei, até o fim.
E foi ai que me despertou a vontade de entender melhor esses subgêneros e estilos narrativos. Comecei a assistir mais filmes e a me apaixonar por filmes com horror psicológico e com teor social. A lenda de Candyman (2021), apesar de parecer ser um filme bem genérico, tem uma mensagem muito triste, mas importante para os dias atuais. O Ritual (2018) me apresentou o “terror folclórico” trazendo elementos de culturas locais além de ser um ótimo filme sobre traumas. E não posso esquecer do maravilhoso Pecadores (2025) que é muito mais que um filme de vampiro.
E foi a partir dessas novas paixões que comecei a imaginar como seria contar uma história de terror em quadrinhos.
No fim de 2024, Yago já tinha uma história para ser contada. Falou comigo e apresentou a ideia. Fizemos algumas artes conceituais e conseguimos finalmente financiar a produção do quadrinho de Dante. Apesar de ser o primeiro roteiro para quadrinhos, Yago mandou muito bem. Poucos ajustes foram feitos para adequar a narrativa sequencial. A história estava bem redondinha e bem objetiva.
Depois de alguns atrasos (Graças a Deus foi por muito trabalho da época), comecei a produzir a HQ. De fevereiro a julho fiquei imerso nos layouts, desenhos, arte-final e cores. Além disso, comecei a ler Hellboy, graças ao meu amigo Markus que emprestou alguns gibis. Não tenho dúvidas de que conhecer essa obra foi fundamental para entender o que de melhor poderia adequar o gênero ao meu estilo de trabalho.
Dante está mais perto do que nunca de que chegar ao mundo. Com toda certeza irei revisitar esses personagens logo. Já estamos com ideias e queremos explorar mais ainda o que o sobrenatural de Alagoas tem a oferecer.
Espero contar com você na nova campanha. Ela começa na segunda-feira (03/08) de 11 horas da manhã. Teremos diversas recompensas digitais e algumas de papelaria. Aposto que vocês vão gostar! Bora seguir a campanha pra não perder o início da campanha? Vem no link com a gente: www.catarse.com.br/dante1





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