O mortal pistoleiro Rasga-Mortalha recebe a missão de atrasar a Força Volante. A inocente Ana foge de casa para cumprir a promessa que fez a sua avó: entregar-lhe uma borboleta Maria-Boba antes de sua partida. Na encruzilhada de uma emboscada, o destino aproxima a dupla e uma jornada de amizade e redenção brota no árido sertão nordestino.
No entardecer dos anos de 1930, os cangaceiros e as forças militares estavam em constante guerra. A fim de garantir a segurança de seu bando e atrasar a volante que os perseguia, Lampião deixa seu melhor pistoleiro, Rasga-Mortalha, em tocaia, um homem marcado pela perda e batizado em sangue, que trilha seu trágico caminho sob o mítico piado da ave que lhe nomeia em guerra.
A inocente Ana vê as lembranças de sua avó desvanecendo enquanto a vida da mulher que a amou segue sua jornada final. Quando a visão inesperada e breve de uma borboleta “Maria-Boba” traz alento à velhinha, a menina foge em busca desse rastilho de memória, esperando entregar a avó a justa e carinhosa partida.
Numa agourenta encruzilhada do sertão, caçadora e caçado encontram-se em uma jornada de bravura, perda e redenção, na qual o piado da funesta ave será a primeira canção ouvida… e talvez a última.
A dupla de Jardim dos Famintos, Adams Pinto e Jon Bosco, unem-se para resgatar um conto do cangaço com toda a poesia do nordeste e o tragicismo das boas histórias. Rasga-Mortalha é um “filme de estrada” sobre inocência perdida e salva feito por dois dos melhores narradores de nosso tempo.
Com um texto poético e afiado, Adams retoma os mitos envolvendo a apavorante figura da rasga-mortalha, mas com a precisão de um narrador que consegue tirar a melhor história da cruel realidade.
Ao lado de Adams, Jon Bosco apresenta um de seus melhores trabalhos: ação e drama são sincronizados em páginas cheias de energia e vivacidade. Bosco entrega uma arte eletrizante e intensa, digna das melhores histórias do cangaço e pronta para marcar o quadrinho cearense.
Nas asas da Avoante Editora, Rasga-Mortalha é um quadrinho que mantém a tradição de narrativas sobre cangaço, mas a leva a caminhos amplos, numa história intimista e poderosa, capaz de marcar os corações mais duros.
Adams Pinto, designer cearense, tem uma carreira consolidada na área de ilustrações para estampas geeks e livros infantis. Apesar da perícia em artes, também nutria uma admiração pela literatura, o que acarretou na escrita e publicação dos seus dois primeiros romances que foram sucesso em campanha de financiamento coletivo: Jardim dos Famintos (2017) e Jardim dos Famintos: Kunkalla (2021). Hoje produz material gráfico e de comunicação para a Secretaria Municipal da Segurança Cidadã (SESEC).
Jon Bosco é ilustrador há 26 anos, com foco em quadrinhos, capas de livros, jogos, revistas, livros infantis e storyboard. Já trabalhou com empresas como Marvel Comics, DC Comics, Fantasy Flight Games, Bethesda, entre outras. Formado em Artes Plásticas pelo IFCE em 2006. Atualmente é professor do curso de desenho avançado no Estúdio Daniel Brandão.






















