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Em 2024 chega ao Brasil, de forma inédita, o trabalho do escritor norte-americano Ray Nelson! Você pode não conhecer seu nome, mas provavelmente conhece sua obra: o conto “Oito horas da manhã” é a história na qual John Carpenter se baseou para produzir o filme Eles Vivem, de 1988! Depois de anos de tentativas e negociações a respeito dos direitos autorais, a Diário Macabro traz esta obra de forma exclusiva ao país.
Após termos publicado O enigma de outro mundo, de John W. Campbell e A cidade dos amaldiçoados, de John Whyndam, livros que inspiraram filmes clássicos do diretor, chega, agora, mais um livro para esta coleção.

Eles vivem: contos de ficção científica reúne cinco histórias do autor cujos temas variam entre a invasão alienígena, o desbravamento de outros planetas e até mesmo questionamentos políticos em uma distopia que foi indicada ao Prêmio Hugo de fantasia e ficção científica.

Confira a lista de histórias que compõem o livro, assim como suas sinopses:
Desligue o céu (1963)
“Gostaria de compartilhar do meu fardo?” – É assim que Abelard Rosenburg, um anarquista pacifista, tenta divulgar sua propaganda de esquerda para um mundo que foi consumido pela tecnologia e por uma política pós-capitalista que o deixou à beira do colapso institucional. Ele conhecerá Reva, uma paixão arrebatadora que o fará colocar seus próprios princípios em questão. Quando Reva some e reaparece ao lado do controverso Irmãozinho Ivanovich, o fim do governo já falido parece se atrelar ainda mais às suas vidas.
📃 Oito horas da manhã (1963) – conto que foi a base para o filme Eles Vivem
Na história que inspirou o brilhante Eles Vivem, de John Carpenter, a maioria das pessoas está, sem saber, sob o controle de seres alienígenas em uma versão distópica da Terra. George Nada descobre isso após ter o controle de sua mente suspenso por uma demonstração de hipnose. Agora, distante dessa lavagem cerebral, Nada tentará reverter o cenário libertando a humanidade da escravidão imposta através das propagandas, programas de TV, rádio e olhares de seus algozes.
📃 Comida (1965)
Ben Singer se encontra preso em um planeta alienígena completamente hostil. Após matar o copiloto de sua nave, ele se vê perdido e sozinho entre micro-organismos tóxicos, flores carnívoras, balões feitos de pele, e muitas outras criaturas incompreensíveis que parecem focadas em matá-lo, o que ele não sabe é que seu destino será muito pior e infinitamente mais surpreendente.
Bônus: Confira a narração NA ÍNTEGRA desse conto aqui
📃 Viagem no tempo para pessoas ordinárias (1972)
Num exercício de meditação lisérgico e pouco ortodoxo, um homem se vê viajando no tempo e entrando em conflito com diversas facetas do cristianismo e de si mesmo. Em um conto totalmente livre de amarras e dogmas, Ray Nelson nos dá a versão mais obscena, lasciva e inovadora de um grande clichê da ficção científica.
📃 Quem é a Rainha Vermelha? (1976)
Um funcionário de um hospital psiquiátrico se vê em um impasse quando a “Rainha Vermelha”, uma misteriosa paciente de pele rubra, é indicada para uma lobotomia. Abrindo mão de seu trabalho e, possivelmente, de sua liberdade, Eddie auxilia a mulher em uma fuga e tenta, de todas as maneiras possíveis, descobrir sua origem. Desconhecendo sua linguagem, Eddie passa a ensinar-lhe seu idioma, com a esperança de que ela compartilhe seus segredos.
Além dos contos, haverá um prefácio que contextualiza vida e obra do autor, e também informações e curiosidades sobre cada narrativa.
A impressão será em capa dura, tamanho padrão 14x21, e o livro terá aproximadamente 200 páginas (a depender de metas estendidas), em papel amarelado e impressão de alta qualidade. A capa desta obra mais uma vez ficou nas mãos de Wildner Lima, artista de renome internacional responsável pelas outras artes da coleção Carpenter.
O livro também será impresso com guardas ilustradas e coloridas, cuja arte será revelada posteriormente.
Esta é a equipe responsável por dar vida a este trabalho:
Edição e curadoria: Nathalia Sorgon Scotuzzi
Tradução: Nathalia Sorgon Scotuzzi e L. F. Lunardello
Preparação: L. F. Lunardello e Mikka Capella
Revisão: Ricardo Marques
Diagramação e projeto gráfico: Pedro H. S. Andrade
Capa: Wildner Lima
Poderíamos pesquisar e escrever nossa própria versão de sua biografia, mas, para nosso deleite, na introdução para o conto “Desligue o céu”, de 1963, publicado na revista The Magazine of Fantasy and Science Fiction, Ray Nelson nos situa, de forma divertida e informativa, a respeito de quem ele é. A seguir, você pode ler esse pequeno texto na íntegra, e ter um gostinho do estilo do autor:
“Eu sei o tipo de coisa que colocam em sinopses. ‘Ray Nelson foi um...’ e logo depois uma lista de profissões tão longa quanto seu braço, demonstrando a amplitude de experiência do autor, assim como sua incapacidade de manter um emprego. Eu poderia escrever uma dessas, porque eu, também, nunca consegui ficar em um emprego estável por muito tempo. Fui estampador de silk screen, escritor de letreiros, cartunista, programador e operador de informática, vendedor de enciclopédias, operador de empilhadeira, poeta beatnik (publiquei um livro de poemas fininho, intitulado Perdita: songs of love, sex and self-pity), figurante de cinema, expressionista abstrato, decorador de interiores (com um misturador de tinta em uma mão e uma garrafa de Jack Daniels na outra), banjoísta de jazz tradicional, violonista e cantor de folk, vagabundo etc.
Em relação à educação, tenho bacharelado em ciências pela Universidade de Chicago e possuo um certificado de eletrotécnica para computadores da IBM pelo Instituto de Automação de Chicago; também frequentei o Instituto de Artes de Chicago e a Sorbonne por um curto período. Morei ou visitei todos os 48 estados originais, além do Canadá, México, Inglaterra e todas as nações livres da Europa. Sou casado com uma linda norueguesa chamada Kirsten, que conheci enquanto vivia em Paris e escrevia “Desligue o céu”. Temos um filho de quatro anos chamado Walter e vivo tranquilamente de seguro-desemprego em El Cerrito, Califórnia. Nasci em 31 de outubro de 1931, em Nova York, tenho cabelos e olhos castanhos, estou um pouco acima do peso, mas planejo jejuar por uma semana ou um pouco mais para voltar ao normal (tenho cedido demais às Boas Coisas da Vida, como a culinária norueguesa da minha esposa). Também não tenho me exercitado muito, ficando sentado em frente à máquina de escrever o dia todo, olhando para o papel em branco e tentando pensar em algo engenhoso.”
Além dessas curiosidades em primeira pessoa, Ray Nelson trabalhou com o ilustre escritor de fantasia Michael Moorcock, contrabandeando livros de Henry Miller para fora da França, foi professor de Anne Rice em seu curso de escrita nos anos 1970 e amigo, desde a infância, de Philip K. Dick, com o qual, inclusive, escreveu um livro (The Ganymede Takeover, inédito no Brasil). O escritor afirmava, no entanto, que sua maior reinvindicação à fama é ser o criador do icônico boné helicóptero (um boné com hélice no topo).
Nelson morreu em 2022, aos 91 anos, deixando um legado literário infelizmente pouco conhecido dos aficionados pela ficção científica mundo afora.
👽Marca-páginas com efeito metalizado
👽 Ecobag na cor preta, com alças coloridas, impressão em duas cores e acabamento com zíper. Tamanho 30x40cm.
👽 Pôster com a arte da capa, tamanho A3 (297 x 420 mm), enviado dobrado junto ao livro
ATENÇÃO: As imagens das recompensas acima apresentadas são apenas simulações prévias dos produtos finais. Detalhes em design e outras configurações podem ser alteradas no produto final.
👽 Óculos escuros exclusivos inspirados no filme, com gravação personalizada nas duas hastes e lente. Acompanham flanela e estojo, também personalizados. Recompensa limitada. Caso ela esgote, poderemos incluir um novo lote na campanha, com valor ajustado, a depender da disponibilidade do fornecedor.
Obs.: os óculos possuem lentes em policarbonato com proteção UV400. Fotos reais dos produtos.
👽 Outros livros da coleção John Carpenter: O enigma de outro mundo e A cidade dos amaldiçoados estão presentes na campanha de forma limitada. Disponibilizar exemplares de outros livros em um financiamento coletivo de forma ilimitada pode trazer prejuízos ao orçamento. Ademais, os livros estão em nossa loja virtual com disponibilidade imediata.

A Diário Macabro é uma editora dedicada inteiramente a gêneros literários que desde sempre nadaram contra a corrente: o fantástico, o terror em todas as suas vertentes, e a ficção científica.
Além da revista Diário Macabro, publicação que fundou a DM, publicamos traduções dentro desses gêneros e diversas antologias temáticas e HQs. Todo nosso material pode ser encontrado em nosso site: www.diariomacabro.com.br
Nossos sócios fundadores são Nathalia Sorgon Scotuzzi, que cuida da parte editorial e administrativa e Pedro H. S. Andrade, responsável por toda a parte gráfica da editora.
Não sabe como funciona um financiamento coletivo? O processo é muito simples! Confira a seguir!
1. Leia a descrição da campanha e confira as recompensas. Elas são opções de pacotes de produtos que você irá levar pra casa.
2. Selecione a que mais agradar você e clique nela; em seguida, confira o valor e clique em "continuar".
3. Siga os passos indicados pelo Catarse para realizar seu cadastro e concluir o apoio.
4. Caso o projeto não alcance a meta, não sendo assim financiado, você receberá seu dinheiro de volta integralmente. Caso a meta seja atingida, nós teremos um prazo para produzir as recompensas e enviar até você (:
5. Atente-se ao prazo: o livro apenas é produzido após o fim da campanha, levando alguns meses para chegar até você. Como o financiamento é a única forma de levantarmos fundos para o projeto, não podemos produzir o livro antes de seu término.
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ATENÇÃO: O frete é grátis para todo o território nacional. Envios para fora do Brasil deverão incluir um valor a mais para o frete. Entre em contato com a gente para conferir o valor, caso seja a sua situação: contato@diariomacabro.com.br






















