Graças aos apoiadores, conquistamos 5 metas estendidas: sobrecapa exclusiva, fitilho marcador, pintura trilateral, resenhas de jornais da época e um poema raro de Coelho Neto!
Sobre o projeto
A editora O Grifo orgulhosamente traz a público um grande tesouro para os fãs da literatura gótica e da obra de Coelho Neto: O Rei Fantasma, um dos romances mais místicos e enigmáticos do autor maranhense.
Considerado por pesquisadores como um "livro perdido", o texto integral ficou por muito tempo inacessível à maior parte dos leitores, já que a obra nunca foi reeditada desde seu lançamento, em 1895.
Após 130 anos fora de circulação, um dos maiores tesouros da literatura gótica brasileira vem a público em resgate inédito e edição de luxo!
Além de trazer o texto integral em um projeto gráfico cuidadoso, em capa dura, a edição da O Grifo conta com apresentação da pesquisadora Juliana Coelho Netto, bisneta do autor, prefácio e organização de Ismael Chaves e posfácio do pesquisador e escritor Thassio Rodriguez Capranera, além de resenhas de jornais da época e mais de 100 notas explicativas. A edição poderá ganhar melhorias com as metas estendidas, como papel bold, fitilho de cetim e pintura trilateral.
Apoie a nova campanha da coleção Clássicos Ocultos e ajude a trazer ao público brasileiro uma das obras mais raras do gótico nacional!
Assista à live sobre O Rei Fantasma no canal Formiga Elétrica:
Sobre o livro
Dentre os mais de 120 livros publicados por Coelho Neto (1864-1934), a maioria ainda permanece caída no esquecimento, sem reedições ou ensaios críticos. E, em muitos casos, totalmente inacessíveis. O caso mais famoso, sem dúvida, é o romance O Rei Fantasma (1895), uma obra raríssima e que já foi considerada por alguns pesquisadores como perdida.
Publicado inicialmente em 1887, sob a forma de folhetim, no jornal O Paiz, o romance foi editado em livro apenas 9 anos depois pela Livraria Moderna, com várias modificações em relação à primeira versão. Na capa, constava o nome de Anselmo Ribas, um dos vários pseudônimos utilizados pelo autor na época.
Anunciado em vários periódicos de diferentes estados brasileiros, como Jornal de Recife (PE), Diário do Maranhão (MA), O Comércio de São Paulo (SP) e A Semana (RJ), a publicação de O Rei Fantasma chamou a atenção tanto do público leitor quanto da crítica oitocentista, recebendo elogios de escritores consagrados, como Machado de Assis. Segundo o crítico Brito Broca, tamanho era o êxito comercial dos volumes folhetinescos do escritor que suas "primeiras edições logo se esgotaram”.
Chama a atenção, portanto, que mesmo sendo um sucesso de público, crítica e vendas, esse foi um dos únicos romances de Coelho Neto que jamais foi reeditado. Nem mesmo as iniciativas, já na segunda metade do século XX, voltadas para o resgate da vasta obra do autor, se importaram em incluir O Rei Fantasma em seus registros.
A história
Utilizando um recurso clássico da literatura gótica, Coelho Neto apresenta o romance como a tradução de um suposto manuscrito antigo, encontrado por um estudioso de artes ocultas e entregue a ele antes de morrer. A partir daí, a história apresenta o rei Amany, monarca da cidade de Ziar, no antigo Egito, cujo estado físico e mental se deteriora progressivamente conforme constata as injustiças existentes em seu reino e o enorme sofrimento da população. Cada vez mais paranóico e acreditando ser apenas um peão nas mãos dos sacerdotes, Amany presencia cenas brutais de assassinato e sacrifícios humanos para os deuses.
Quando um antigo mal surge no horizonte, ele decide que a única maneira de salvar seu povo é desafiando as tradições e os deuses, mesmo que para isso ele esteja... morto.
Elogiado em sua época por sua tendência ao exotismo e pelas cenas vívidas e macabras.
Em sua coluna A Semana, na Gazeta de Notícias, em 08 de setembro de 1895, Machado de Assis teceu elogios sobre o romance e afirmou que a obra possuía descrições capazes de afetar os leitores por sua crueza: “Há quadros terríveis; a cena de Amany e da concubina tem grande movimento, e o suplício desta dói ao ler, tão viva é a pintura da moça, agarrada aos ferros e fugindo aos leões”.
O autor
Henrique Maximiano Coelho Neto nasceu em Caxias, no Maranhão, em 20 de fevereiro de 1864, e faleceu no Rio de Janeiro em 1934. Foi um cronista, contista, folclorista, romancista, crítico, teatrólogo, político e professor. Foi considerado o Príncipe dos Prosadores Brasileiros, numa votação realizada em 1928 pela revista O Malho. Membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, escreveu mais de 120 livros, entre romances, contos, crônicas e teatro.
Autor mais lido e popular de sua época, teve sua obra traduzida para mais de 10 países e foi indicado três vezes ao Prêmio Nobel de Literatura.
Coelho Neto participou de movimentos abolicionistas e foi um dos primeiros autores a manifestar preocupações ecológicas, escrevendo contra o desmatamento e as queimadas na Amazônia. Filho de uma indígena, foi um dos primeiros escritores a publicar histórias protagonizadas por personagens negros, indígenas e LGBTQ’s.
Apesar de sua grande popularidade (e talvez justamente por isso), foi atacado pelo Movimento Modernista no início do século XX, que o considerava “ultrapassado” e, portanto, uma ameaça para a renovação da Literatura Brasileira. Sendo pouco lido desde então, e caindo em verdadeiro ostracismo intelectual e literário, a maior parte de sua vastíssima obra se encontra esgotada há décadas. Por conta disso, seu nome, bem como sua história, estiveram ausentes da maioria dos livros didáticos e das referências escolares e acadêmicas durante décadas.
Equipe editorial
Ismael Chaves, organização, prefácio e notas
É editor, revisor, escritor e crítico literário, graduando em Letras pelo Centro Universitário Uninter. É editor do blog Escuro Medo e já publicou contos em algumas antologias, dentre elas O Novo Horror (2021, O Grifo), Carnificina 2 (2023, Carnage) e Predadores Noturnos (2023, Carnage). Foi finalista do V Prêmio ABERST de Melhor Narrativa Curta de Horror com o conto "Cordeiro de Deus". Co-escreveu o romance policial Decálogo (2023, Cinco Gatas) e é um dos organizadores da antologia O Novo Horror v.2 (2024, O Grifo). No Grifo, é o responsável pela pesquisa e curadoria dos selos Clássicos Ocultos e Salem, sendo organizador dos livros Missal para o Diabo: Contos e Poemas Assombrosos de Cruz e Sousa (2023), Sertão: Edição Crítica de Coelho Neto (2024), Medo Antigo: Uma antologia folk horror (2025) e Góticas brasileiras (2025).
Juliana Coelho Netto, apresentação
Jornalista, tradutora e administradora, iniciei a carreira na área de Administração em empresas de referência como Samsung Engineering América do Sul e Centro Global da Universidade de Columbia. Ganhei bolsa por mérito em um curso da Saint Mary 's College (CA, EUA) e atuei em um programa da University of Minnesota (EUA).
Na área de Comunicação, trabalhei no Centro de Informação das Nações Unidas (também como Voluntária da Paz da ONU), fui Editora de Multimídia da Agência Efe. Ativista literária, fui voluntária do projeto da Associação Viva e Deixe Viver, participo ativamente de eventos culturais, de projetos dos mais variados e de estudos de grupo, como palestrante (em inglês e português), pesquisadora, tradutora, mentora, poeta e contadora de histórias (autorais e não autorais).
Thássio Capranera, posfácio
Thassio Capranera é editor, tradutor, pesquisador, RPG designer e autor. À frente da Melusine Press, é responsável por editar e curar o catálogo da editora. Também é o idealizador da revista Nepentário, a primeira revista Neodecadente Brasileira. Autor do livro de contos "As Ruínas Futuras" e da novela "Palacete das Romãs" (Raphus Press), inaugurou o movimento Neodecadentista no Brasil. Como tradutor, verteu para o português autores de língua espanhola, francesa e inglesa. Atualmente, pesquisa o horror náutico de William Hope Hodgson e o decadentismo de Arthur Machen, dedica-se à produção de novelas e contos do ciclo Neodecadente e obras fora deste escopo, também escreve aventuras para seu sistema de rpg (DM RPG), bem como finaliza seus estudos em língua e literatura chinesa (USP) e conduz os navios da Melusine Press e sua página de registros de andanças, Sãopaulogia. Seu gato, Lênin, é fiel companheiro e maior crítico.
Eduardo Monteiro, ilustração da capa
Eduardo Monteiro (Novo Hamburgo, 1984) é artista e ilustrador sendo Bacharel (2015) e Mestre (2019) em Artes Visuais pela UFRGS. Além de sua pesquisa autoral em pintura e desenho, dedica-se a ilustração, especialmente a editorial e musical em pintura digital, tendo também experiência em quadrinhos, publicidade, fotografia e outras áreas da produção visual. É o responsável pelas capas de Os Filhos da Terra, Hemoglobina e Obscuro, além das ilustrações de Missal para o Diabo, A Noite do Cordeiro e Sertão:Edição Crítica.
Daniel Gruber, coordenação editorial e projeto gráfico
É editor, escritor, professor e designer editorial. Fundador e editor-geral da O Grifo, é responsável pela coordenação-geral da editora e pelo projeto gráfico dos livros. É graduado em Comunicação, mestre em estudos culturais e doutor em Letras/Escrita Criativa. É autor, dentre outros livros, de A Floresta (2021) e A Noite do Cordeiro (2023) - este último finalista no Prêmio Jabuti. É um dos organizadores das antologias O Novo Horror, Anatomia das Sombras e O Novo Horror v.2. Ministra cursos sobre escrita de terror e mercado editorial. Foi finalista também do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica 2022 por A Floresta e vencedor na categoria projeto gráfico por O Novo Horror e A Noite do Cordeiro.
Como apoiar
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PRAZOS ESTIMADOS E CRONOGRAMA
Confira abaixo o cronograma ESTIMADO*, que poderá ser ALTERADO conforme o andamento do projeto:
- Campanha: abril a maio de 2025
- Paratextos: abril a novembro de 2025
- Preparação dos originais: dezembro de 2025
- Diagramação: fevereiro de 2026
- Revisão final e impressão: abril de 2026
- Envios das recompensas: abril/maio de 2026






















