A iris representa a parte do corpo humano responsável por regular a entrada de luz no olho, tornando possível a percepção de imagens, cores e detalhes. Assim como o diafragma de uma câmera, a íris controla o que entra e o que sai do olho. Esse simbolismo se conecta diretamente com o nosso propósito.
Somos uma produtora multimídia desenvolvida por duas alunas do curso técnico de Multimídia do Colégio FECAP no contexto do Projeto Startup, iniciativa do colégio que exige a criação de uma empresa como trabalho de conclusão de curso. A Iris nasce com o objetivo de atuar na criação de conteúdos audiovisuais que valorizem a cultura brasileira, focando em compartilhar as vozes muitas vezes anuladas pela mídia.
Mais do que uma produtora tradicional, a Iris se posiciona como um espaço de criação, escuta e tradução de narrativas reais, buscando aproximar a arte da realidade social e cultural do país.

Como primeiro projeto, desenvolvemos "(R)Existência: O hip-hop além da música", uma exposição multimídia que investiga o hip hop como linguagem, memória e forma de expressão. Nascido nas periferias como resposta às desigualdades sociais, o movimento transformou vivências em arte e consolidou uma cultura que atravessa gerações, territórios e fronteiras.
Por meio de uma experiência imersiva, a exposição percorre as diferentes manifestações que compõem o universo do hip-hop — do rap ao grafite, das batalhas de rima às transformações que o movimento provocou na moda, na linguagem e na identidade de milhares de pessoas. Cada espaço convida o visitante a compreender como essas expressões dialogam entre si e como, juntas, constroem uma cultura viva, coletiva e em constante transformação.
Mais do que revisitar sua história, a exposição propõe um novo olhar sobre o hip-hop: não apenas como manifestação artística, mas como um instrumento de pertencimento, educação, memória e resistência. Ao reconhecer a potência criativa das periferias, a exposição valoriza narrativas que moldaram a cultura brasileira e continuam inspirando novas formas de existir e transformar o mundo.
Ao longo da exposição, haverá duas produções audiovisuais, cada uma de seis minutos, apresentadas em locais diferentes. As duas peças consistem na produção de um documentário expositivo sobre o hip-hop como forma de expressão cultural, indo além da música e abordando manifestações como o rap, o grafite e as vivências de artistas e pessoas inseridas nesse movimento. A narrativa apresentará o hip-hop como voz da periferia, instrumento de resistência, identidade e crítica social, utilizando uma linguagem documental e imersiva para aproximar o público dessa realidade.
Os documentários serão construídos por meio de depoimentos espontâneos, registros do cotidiano e imagens da cidade de São Paulo, valorizando a estética urbana e a conexão entre o movimento e o território onde ele se desenvolve.
Apoiar é contribuir para a valorização de uma cultura que transformou a arte em ferramenta de expressão, pertencimento e mudança social. É reconhecer o hip hop como parte fundamental da identidade cultural brasileira e garantir que suas histórias continuem sendo preservadas, compartilhadas e ressignificadas por novas gerações.
Sua contribuição torna possível a realização de uma exposição que une pesquisa, audiovisual, design e tecnologia para criar uma experiência acessível, educativa e imersiva. Cada apoio fortalece um projeto comprometido com a democratização da cultura e com a valorização de manifestações artísticas que nasceram nas periferias, mas hoje dialogam com o mundo inteiro.
Mais do que financiar uma exposição, você investe na preservação de memórias, na circulação de conhecimento e no fortalecimento de vozes que encontraram na arte uma forma de existir e resistir. Porque toda expressão carrega uma história — e toda história merece ser ouvida.










