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PAVOR DENTRO DA NOITE de João do Rio, clique aqui!
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O Rio de Janeiro da belle époque trouxe modernidade e urbanização a uma cidade antes conhecida como Cidade da Morte e Porto Sujo, à custa da derrubada de cortiços, casebres, vielas e becos, em período de intensa explosão da população urbana, acompanhada por mudanças políticas, sociais e efervescência cultural, como nos adianta o escritor Hedjan C.S., no prefácio de Pavor dentro da noite.
Paulo Barreto, o João do Rio, e Francisca Gonzaga, conhecida como Chiquinha Gonzaga brilharam nesse período, audazes em suas atitudes e no trabalho que amavam: João do Rio como jornalista e escritor, Chiquinha Gonzaga como compositora e maestra. Ambos, descendentes de escravizados alforriados, quebraram regras mediando a cultura popular e a erudita.
Porta de entrada do livro de João do Rio, descortinando um Rio de Janeiro da época em que os contos foram escritos. Imagens por Marc Ferrez, coleção Gilberto Ferrez, acervo do Instituto Moreira Salles.
Contos de mistério, espanto e dor
Os contos de mistério escritos pelo -- de fato -- inigualável João do Rio são histórias ambientadas em salões finos, em becos sujos, fummeries, casas de jogos, em quartos escuros e por esses ambientes circulam flâneurs, apaixonados, coquetes, suicidas, obsessivos, sádicos. São contos de mistério, de espanto e, também, de dor.
O cenário é alegre, repleto de vozes e música, um Rio de Janeiro belle époque e carnavalesco.
Os contos de João do Rio em Pavor Dentro da Noite, carregam os traços do decadentismo, marcado pelo fascínio do extraordinário, com narrativas que apontam afetividade mórbida, neurastênicos que exprimem paixões incomuns em ambientes exóticos, sem deixar de lado a frivolidade social, a mordacidade, o estilo afetado, a moralidade hesitante.

João do Rio é o pseudônimo do jornalista, cronista, contista e dramaturgo João Paulo Emílio Cristovão dos Santos Coelho Barreto (Rio de Janeiro, 1881-1921). Iniciou sua atividade jornalística aos 16 anos e é considerado o "primeiro jornalista brasileiro a ter o senso da reportagem moderna", segundo a Academia Brasileira de Letras, da qual foi um dos ocupantes.
Nas palavras de Elysio de Carvalho [Five o'oclock] João do Rio "se tornou o historiógrafo estranho da alma encantadora das ruas, o melancólico analista da escola dos vícios, o psicólogo sutil, e às vezes cruel, das religiões […], o cronista elegante, e o mais singular, das luxúrias, das perversões, das vesanias, das sensualidades, das bizarrias inconfessáveis e das grotescas vaidades da nossa gente, […].”

para viagens reais e imaginárias

EU e CHIQUINHA GONZAGA é uma edição especial: em suas páginas você vai encontrar trechos de composições de Chiquinha Gonzaga (e seus parceiros), além de surpreendentes pontos de sua biografia, repleta de desafios que marcaram a vida da compositora.
A iconografia escolhida, caminha pelo ambiente arquitetônico de um Rio de Janeiro cotidiano, cultural, pelas partituras, páginas de revista e propagandas da época vivida por Chiquinha Gonzaga.
A você cabe deixar vir à tona desenhos, anotações, crônicas, composições, poemas e o que mais passar por seus pensamentos ocupando as páginas em branco. Esse será seu espaço para o embate com a palavra manuscrita em tempos digitais, inspirando-se e abrindo alas. Aproveite!
Chiquinha Gonzaga abriu alas!!
Chiquinha Gonzaga, nascida Francisca Edwiges Neves Gonzaga (Rio de Janeiro, 1847-1935), filha de José Basileu Neves Gonzaga, militar de linhagem reconhecida, com Rosa Maria Neves de Lima, negra forra, e neta de Tomásia, escravizada.
Sua primeira composição foi aos onze anos, casou-se aos dezesseis, separou-se aos 23 e foi obrigada a deixar com a família, que a renegou, dois dos seus três filhos.
Renegada pelo pai, Chiquinha encontra acolhida pelo ambiente musical boêmio.
Considerada a primeira pianista de choro, a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, atividades excepcionais para o período em que viveu e tendo contra si a tradição da sociedade patriarcal. Para além disso, Chiquinha Gonzaga quebrou muitas barreiras e uma das das mais marcantes é o seu trabalho de mediação entre a cultura popular e a erudita.

Um livro não se faz sozinho e em PAVOR DENTRO DA NOITE e EU e CHIQUINHA GONZAGA contamos com a equipe da Bandeirola: Sandra Abrano, na edição, projeto editorial e coordenação; na criação do projeto gráfico e capa, além de todas as fases visuais da edição, a editora de arte Thaís de Bruÿn Ferraz e Pedro Henrique Andrade Silva no postal, marcador e mocapes.
P A R A T E X T O S - PAVOR DENTRO DA NOITE de João do Rio
Prefácio por Hedjan C. S. Autor de Barretos – Homens de livros (Kitembo, 2023), Crianças nas Sombras (Kitembo, 2021), Gótico Suburbano (Luva Editora, 2019). Roteirista da Revista SiniXtro (2022), na coletânea VHS - Vídeo Horror Show (2020) e no projeto de webcomics Subúrbio Zero. Premiado no II Concurso Literário de São João Marcos (2017), Prêmio Strix (2018), II Prêmio Nacional de Literatura de Belford Roxo (2019), II Concurso Literário Contos Sombrios de Paquetá (2019), Prêmio Marcos Rey (ABERST, 2023).
Posfácio por Júlio França Professor associado de Teoria da Literatura do
Instituto de Letras e do Programa de Pós-graduação em Letras da UERJ. Doutorado em Literatura Comparada (UFF), com pós-doutorado na Brown University.
Pesquisador do CNPq, é coeditor do periódico
Abusões, coordenador
do GP
Estudos do Gótico e da biblioteca digital Tênebra.
Seus últimos livros publicados são
Poéticas do mal: a literatura de
medo no Brasil
(2022); e Tênebra; narrativas brasileiras de
horror
(2022).
C U R A D O R I A - EU e CHIQUINHA GONZAGA
Curadoria de Úrsula Antunes, carioca insulana, formada em Letras pela UFRJ, com especializações em História e Edição. Dedica-se de forma integral ao texto, atuando como assistente editorial na Bandeirola, preparadora, revisora, redatora, além de ser ficcionista e poeta. Autora de Desilusão de ótica (contos, ed. Urutau) e Para tudo que morre nasce, o interlúdio é o presente infinito (poesia, ed. Mondru). Recebeu o prêmio na categoria especial na IV edição do Grand ABERST (2021), premiação pelo conto de terror “Só o fogo purifica”.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS LIVROS
Título: Pavor dentro da noite
Autor: João do Rio
Encadernação: capa dura
Número de páginas: 144
Dimensão: 13,5 x 18,5 cm
ISBN: 978-65-85261-10-4
Título: Eu e Chiquinha Gonzaga
Curadoria: Úrsula Antunes
Encadernação: brochura com cantos arredondados
Número de páginas: 96
Dimensão: 13 x 18 cm
ISBN: 978-65-85261-11-1
CRONOGRAMA
Abril / Maio - financiamento coletivo / edição
Junho - diagramação / tratamento de imagens / revisões
Julho - revisões
Agosto - impressão gráfica
Setembro - envio aos apoiadores
D I V U L G A Ç Ã O 🍂 Só temos a agradecer!
Muitos estão conosco nesse período de intensa movimentação nas redes sociais e vamos deixar aqui nosso agradecimento especial a cada um!!
🍂 Úrsula Antunes (redatora e ficcionista) 🍂 Rosana Vinguenbah (escritora) 🍂 Clube de Mistérios 🍂 Ismael Chaves 🍂 Leon Nunes (Dicas Literárias) 🍂 Mariana Elis 🍂 Hedjan C. S.🍂 Ariadne, da Acervo Dari 🍂 Juliana, das Coisas que Leio, Pedro Curty, no Twitter, Escuro Medo 🍂 Lucas Marchetti🍂 a querida Ellen, Consulte a Maria🍂 o tradutor e escritor Bruce Torres 🍂 twitter.com/DghugoGhugo🍂 Ficções Humanas Facebook InstaGram🍂 Fantasticursos, com muitas indicações e cursos bacanas do prof Alexander Meireles [ Youtube ] [ Facebook ] [ Instagram ]
RECOMPENSAS
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ATENÇÃO: Frete grátis nas compras na loja da Bandeirola (www.bandeirola.com.br), oferta não cumulativa disponível em 2024, válida para apoiadores das seguintes opções:
Opção literária: Pavor dentro da noite + 10% de desconto + frete
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Opção insólita
CINE RIO BELLE ÉPOQUE, o que passa por aqui.
Maria Bethânia | "Lua Branca" | Carta de Amor - CHIQUINHA GONZAGA
LUA BRANCA Intérprete: Maria Bethânia Autoria: Chiquinha Gonzaga
"O Bebê de Tarlatana Rosa" | Contos de Pandora
Interpretação de Giovanna Rubbo
🎼 CORTA-JACA (Chiquinha Gonzaga e Machado Careca) por Lysia Condé
www.lysiaconde.com.br
contato@lysiaconde.com.br
🎬O flanar de João do Rio: a essência do Rolé Carioca
Créditos disponíveis no YouTube:
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O Rolé é um projeto do Estúdio M’Baraká.

















