Na Inglaterra vitoriana que se dissolve na modernidade edwardiana, uma família constrói seu império com a mesma matéria de que são feitas as cercas: posse. Casas, quadros, ações, reputações e, sobretudo, pessoas. Os Forsyte dominam a arte de adquirir; o que jamais aprenderam é a arte de perder.
No centro desse mundo está Soames Forsyte, advogado meticuloso, homem de gosto refinado e convicções inflexíveis. Para ele, amar é assegurar; desejar é garantir; casar é incorporar. Quando se une à bela e inquieta Irene, aquilo que deveria ser um pacto torna-se um campo de tensão silenciosa. Irene não é uma propriedade, mas vive como se fosse. E dessa fratura íntima nasce uma guerra de aparências, ressentimentos e um triângulo amoroso.
À medida que as décadas avançam, a família assiste à erosão de suas certezas. O dinheiro continua a circular, as casas continuam a ser erguidas, mas algo se desloca no ar: o século XX impõe novas sensibilidades, novos amores e novas rebeldias. A geração seguinte, marcada pelo herdeiro Fleur e pelo idealista Jon, tenta amar sem as correntes invisíveis que aprisionaram seus pais. Contudo, o passado é uma herança mais persistente do que qualquer testamento.
Entre salões elegantes e jardins murados, julgamentos discretos e paixões clandestinas, a saga revela a anatomia moral de uma classe social que confunde segurança com virtude e estabilidade com justiça. Cada volume aprofunda o retrato dessa linhagem que prospera financeiramente enquanto, por dentro, aprende tardiamente o custo humano de transformar sentimentos em ativos.
A Saga dos Forsyte é mais do que a história de uma família: é a autópsia literária da humanidade.
A Saga Forsyte, escrita por John Galsworthy, é composta por três romances principais e dois interlúdios, totalizando cinco livros publicados entre 1906 e 1921. Mais tarde, em 1922, eles foram reunidos sob o título A Saga Forsyte, e é a edição completa, em um único volume em capa dura, que traremos.
Um dos maiores retratos literários da sociedade inglesa, agora reunido em edição integral.
A Saga Forsyte é a grande crônica da burguesia inglesa no final do século XIX e início do XX. Elegante, irônica e profundamente humana, a saga acompanha três gerações da família Forsyte, seus amores, disputas, ambições, falências morais e transformações sociais.
Escrita por John Galsworthy, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1932, a série tornou-se um clássico incontornável da literatura inglesa, comparável em densidade social e psicológica às grandes obras de Tolstói e Balzac.
Agora, o projeto no Catarse apresenta a trilogia completa em edição especial, reunindo os três livros:
• O HOMEM DE PROPRIEDADE
• O VERÃO INDIANO DE UM FORSYTE E NO TRIBUNAL
• O DESPERTAR E ALUGA-SE
Três romances que formam um vasto painel sobre propriedade, status, dinheiro, casamento e o preço da respeitabilidade.
O romance que inicia a saga apresenta o clã Forsyte em seu auge. Ricos, respeitáveis e orgulhosos de suas conquistas, eles acreditam que tudo pode ser possuído, isto é, comprado com dinheiro, inclusive o amor. Mas o amor verdadeiro não se vende, portanto, não se compra. Há um triângulo amoroso. Mas quando o casamento se transforma em conflito silencioso e desejo de liberdade, a estrutura aparentemente sólida da família começa a revelar fissuras.
Um retrato magistral do casamento, do orgulho e do sentido de “posse” que molda uma geração inteira.
Com o mundo mudando rapidamente, novas tensões surgem. Relações se complicam, antigos ressentimentos reaparecem e a sociedade inglesa entra numa era de transformações profundas. Divórcios, novos amores e novos casamentos, com o pano de fundo da guerra dos Bôeres. Este livro traz ainda, no que chamaremos de interlúdio, a linda metáfora de uma primavera tardia: um homem maduro, que reencontra a alegria de viver ao lado de uma bela jovem, um amor platônico, mas que o faz voltar a admirar a natureza e a paz no campo. Este segundo livro expande o universo da família, revelando o impacto das escolhas do passado sobre o presente, e mostrando como ninguém escapa inteiramente do que herdou e do que plantou.
Trata-se do desfecho da trilogia apresenta uma nova geração tentando encontrar seu lugar em um mundo, um mundo muito diferente daquele dos patriarcas Forsyte. Traz ainda um romance proibido entre primos, cujos pais são rivais ferrenhos. Sim, o velho e conhecido drama do ser humano, sempre em busca do proibido. Aqui valores são questionados, vínculos são postos à prova e a própria ideia de “propriedade”, material e afetiva, ganha novos significados.
É o encerramento comovente de uma das maiores narrativas familiares já escritas.

John Galsworthy (1867–1933) foi um dos mais importantes romancistas ingleses do século XX. Filho da alta classe média londrina, conhecia profundamente o mundo que retratava seus códigos silenciosos, suas convenções e suas contradições.
Sua escrita combina:
• Observação social refinada
• Ironia contida
• Profundidade psicológica
• Elegância clássica
A consagração definitiva veio com A Saga dos Forsyte, obra que lhe rendeu fama internacional e o Nobel de Literatura.

O sucesso da saga atravessou o século.
• 1967 – Série da BBC que se tornou fenômeno internacional, consolidando a popularidade da obra.
• 2002–2003 – Nova adaptação televisiva produzida pela ITV, exibida internacionalmente e responsável por apresentar a saga a uma nova geração de leitores.
Nova adaptação de A Saga Forsyte:
A produção é uma reimaginação em seis episódios que estreou no Reino Unido em 20 de outubro de 2025 pelo canal Channel 5, com grande repercussão entre a crítica e os espectadores. Essa versão acompanha a história dos prósperos Forsyte na Londres vitoriana do final do século XIX, explorando suas tensões familiares, relações de posse e dinâmicas sociais com um estilo visual luxuoso que tem agradado a quem gosta de grandes dramas de época. Nos Estados Unidos, a série está programada para estrear em 2026 na PBS Masterpiece, tradicional janela de dramas britânicos no mercado internacional.

• Trilogia completa em edição especial
• Tradução cuidadosa e linguagem fluida para o leitor contemporâneo por Maria Aparecida Mello Fontes.
• Clássico premiado com o Nobel
• Obra que inspirou adaptações televisivas históricas
• Leitura perfeita para quem ama romances familiares densos, elegantes e psicológicos
A Saga Forsyte não é apenas uma história de família, mas o retrato de uma sociedade inteira à beira da mudança.
Se você ama literatura inglesa clássica, sagas familiares e romances que exploram o íntimo com inteligência e sutileza, este projeto foi feito para você.
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• Tradução: Maria Aparecida Mello Fontes, mesma tradutora de Feira das Vaidades, de William Makepeace Thackeray; Cecilia e Camilla, de Frances Burney; Middlemarch, de George Eliot; O Monge, de Matthew Gregory Lewis; De Lark Rise a Candleford, de Flora Thompson; Barnaby Rudge, de Charles Dickens; Homenzinhos, de Louisa May Alcott; e Sem Nome, de Wilkie Collins, entre outras.
• Peso: 1,9 g
• Largura: 16 cm
• Altura: 23 cm
• Número de páginas: 912 páginas.
• Idioma: português
• Acabamento: Capa dura
• Pinturas das capas: Francesc Miralles Galaup













