



Estudo pioneiro de M. Elizabeth Ginway analisa como a Ficção Científica brasileira, mesmo marginalizada, tornou-se espelho das tensões culturais e sociais do país.

M. Elizabeth (Libby) Ginway é professora titular de Estudos Hispânicos e Portugueses na Universidade da Flórida, onde leciona cursos sobre literatura e cultura brasileiras, língua portuguesa, bem como ficção científica brasileira e hispano-americana.
Seu livro Ficção Científica Brasileira: Mitos Culturais e Nacionalidade no País do Futuro é considerado um dos primeiros e mais importantes estudos sistemáticos sobre ficção científica nacional. Lançado originalmente em 2005, conta com nova edição revista e ampliada, agora pela Bandeirola.
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A ficção científica no Brasil foi por muito tempo considerada secundária, porém Ginway demonstra sua relevância como ferramenta crítica, analisando como autores brasileiros adaptaram paradigmas da ficção científica anglo-estadunidense para refletir mitos locais, como o “povo alegre e dócil” ou a “terra fértil e abundante”.
Além disso, o inovador livro de Elizabeth Ginway aborda e contextualiza a repressão política, a desigualdade, a ecologia e as questões de gênero, sendo um dos primeiros estudos a analisar a produção literária das mulheres na Ficção Científica nacional no recorte estudado. Além disso, apresentou a renovação do gênero pós-ditadura militar, apontando o surgimento de novas vozes que exploram pós-modernidade e globalização, ampliando o alcance da ficção científica nacional.

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Todos sabem que a Ficção Científica cresceu em importância literária no século XXI, com um marco no período de isolamento consequência da pandemia pela Covid-19, talvez pela constatação de que o mundo real se tornou um palco sem-fim de estranhamentos. Nesse palco, a imaginação é uma ferramenta feroz contra quem quer manter tudo sempre igual ou, pior, quer retroceder negando princípios científicos básicos.
Para você que não pretende produzir mais do mesmo, o Ficção Científica Brasileira: Mitos Culturais e Nacionalidade no País do Futuro será seu parceiro de reflexão mais constante.
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Clique aqui para ter acesso ao SUMÁRIO do livro.
A edição de 2027 contou com um caminho ousado e seguro em sua nova edição revista e ampliada, garantindo a importância desse título para os que acompanham com suas leituras, os que pensam e os que criam a Ficção Científica Brasileira.
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Professora titular de Estudos Hispânicos e Portugueses na Universidade da Flórida, onde leciona cursos sobre literatura e cultura brasileiras, língua portuguesa, bem como ficção científica brasileira e hispano-americana.
A produção de M. Elizabeth Ginway é intensa, com publicações sobre vários temas da Ficção Científica Brasileira e Latino-americana ao longo de sua carreira acadêmica. As indicações estão detalhadas na nova edição do Ficção Científica Brasileira, acréscimo à riqueza bibliográfica da obra.
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André Cáceres, crítico literário, escritor e editor, proporciona conversas emocionantes em Territórios do Amanhã, uma seleção de entrevistas e artigos publicados de 2017 a 2022, enquanto atuou como jornalista nO Estado de São Paulo, período marcante, em que a crítica literária de André Cáceres aprofundou temas primordiais da Ficção Científica:
Com espaço generoso nas páginas do grande jornal, geralmente nas edições de domingo, seus artigos sobre a Ficção Científica, abarcavam as principais obras do gênero e formaram um abrangente painel da ficção especulativa e seus principais autores.

Essa edição da Bandeirola de Territórios do Amanhã: Literatura Especulativa - Artigos e Entrevistas, é composta por 26 artigos, alguns inéditos, e ainda 14 entrevistas com os mais destacados escritores e escritoras do gênero, trazendo as ideias e intenções das obras sob a visão dos próprios criadores, compondo um rico material tanto para estudiosos quanto para o leitor apaixonado de Ficção Especulativa, com ênfase na Ficção Científica. Os artigos e entrevistas, selecionados pelo próprio Cáceres, traz à luz as obras dos autores:

Assim, André Cáceres conseguiu capturar o caminho que o gênero literário trilhou para cair nas graças das editoras internacionais e brasileiras e de seus leitores.
“A Ficção Científica tem alcançado um interesse crescente pelas editoras mainstream”, na análise da editora da Bandeirola, Sandra Abrano, “abrindo espaço para publicação de escritores brasileiros, fato inédito para uma Aleph, por exemplo.” A esse respeito, Roberto de Sousa Causo:
E conclui:
O pesquisador de Ficção Científica, escritor e editor Roberto de Sousa Causo é o responsável pela apresentação deTerritórios do Amanhã, em que destaca:

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A Bandeirola é uma editora que nasceu com a ficção de gênero [Ficção Científica, Mistério, Insólito] como prioridade e se dedica, além das narrativas clássicas e contemporâneas, a publicar a série Ensaio e Crítica, com livros de escritores e pesquisadores que aprofundam e dão sustentação ao pensar os gêneros.
Catálogo completo www.bandeirola.com


