Em 1995, quando iniciei minha iniciação científica na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Volta Redonda, comecei a trabalhar em um laboratório de metalografia. Meu professor orientador me passou um trabalho que envolvia a preparação de mais de 30 amostras de aço.
Foi então que percebi algo que me chamou muito a atenção: o laboratório possuía equipamentos para praticamente todas as etapas da preparação metalográfica, mas não havia uma solução específica para uma das etapas mais delicadas e perigosas do processo: o ataque químico.
Naquela época, eu precisava realizar manualmente o ataque das amostras, utilizando produtos inflamáveis, como álcool, e ácido nítrico. Foi nesse momento, ainda em 1995, que surgiu uma ideia que permaneceu comigo durante muitos anos: criar uma máquina capaz de realizar essa etapa de forma automática, segura e controlada.
Naquele período, porém, essa solução simplesmente não existia no mercado e a tecnologia disponível tornava o desenvolvimento de um equipamento desse tipo muito mais difícil.
Anos depois, com a popularização do Arduino, da automação e das tecnologias acessíveis para desenvolvimento de protótipos, encontrei a oportunidade de transformar aquela antiga ideia em realidade.
Decidi retomar esse sonho.
Depois de muitos testes, desenvolvimento e aperfeiçoamentos, consegui construir o protótipo da SmartEtch, uma máquina desenvolvida para automatizar o ataque químico na preparação metalográfica de amostras de aço. O projeto avançou até o depósito do pedido de patente do equipamento no INPI.
São aproximadamente 25 anos de experiência trabalhando diretamente com metalografia de aços, e durante todo esse período pude observar os desafios enfrentados diariamente pelos laboratórios: exposição dos profissionais a produtos químicos, geração e descarte de resíduos, variações no processo manual e a dificuldade de obter maior repetitividade nos resultados.
Acredito que a SmartEtch pode contribuir para transformar essa realidade, proporcionando mais segurança para os profissionais, maior controle do processo, redução da exposição a produtos químicos, melhor gestão dos resíduos e maior repetitividade na revelação das microestruturas.
Agora estamos diante de uma nova etapa.
Recebi uma proposta de uma empresa para desenvolver um gabinete seguro, moderno e visualmente atrativo para a SmartEtch. Esse será um passo fundamental para transformar o protótipo em um produto pronto para ser apresentado em feiras, eventos e, posteriormente, comercializado.
Mas, para isso, preciso da ajuda de vocês.
Estou iniciando esta campanha no Catarse para arrecadar os recursos necessários para contratar o projeto do gabinete e construir as primeiras unidades da SmartEtch em sua versão comercial.
Por isso, faço um convite especial aos meus amigos, familiares, colegas de profissão, empresas, laboratórios, profissionais da área de materiais e a todos que acreditam na inovação brasileira.
A SmartEtch nasceu de uma ideia que surgiu há mais de 30 anos dentro de um laboratório universitário brasileiro. Hoje, ela pode se transformar em uma tecnologia brasileira capaz de chegar aos laboratórios do Brasil e, quem sabe, do mundo.
Apoiar esta campanha não é apenas ajudar a construir uma máquina. É ajudar a transformar uma ideia em inovação, incentivar a criatividade e mostrar que o Brasil também pode criar soluções tecnológicas para problemas reais da indústria e da ciência.
Conto com a colaboração de vocês para tornar esse projeto realidade.
Vamos viabilizar uma tecnologia 100% brasileira e mostrar ao mundo do que somos capazes.
🇧🇷 A SmartEtch nasceu no Brasil. Agora, precisamos ajudá-la a ganhar o mundo.
Conheça o protótipo feito para o processo de patente clicando no vídeo abaixo.




