Na manhã desta quinta-feira (30 de julho), famílias acampadas foram surpreendidas pela a Polícia Civil que invadiu a casa de Celso Augusto, acampado no Quilombo Campo Grande há anos, levando-o preso. Conhecido como “Celsão”, o companheiro tem necessidades especiais em decorrência de um acidente e necessita de remédios controlados. Em seguida a polícia também invadiu a casa do Sr. Joãozinho. Ambas famílias moram fora dos limites da sede, que teve o despejo marcado para o próximo dia 12 de agosto.
A mesa de diálogo sobre conflitos de terra se reuniu na última semana e apontou que as famílias deveriam permanecer no local, pelo menos durante o isolamento social. Porém, desde a sexta-feira (17 de julho), que as famílias têm sofrido com a ameaça de despejo, pois mesmo com decreto de calamidade pública em Minas Gerais, o juiz determinou cumprimento imediato de despejo da escola e da vila de moradores do acampamento.

A ação de reintegração de posse prevê a retirada da vila de moradores e da estrutura da Escola Popular Eduardo Galeano, que oferece educação popular aos jovens, crianças e adultos. Durante a pandemia, a escola tem cumprido o papel de acompanhar as crianças que estão em regime de educação a distância.
No acampamento Quilombo Campo Grande residem 450 famílias, que produzem o café Guaií. São mais 20 anos de resistência e construção da reforma agrária popular na área.
O Quilombo Campo Grande necessita urgentemente de apoio financeiro para garantir a sua organização social, a sua defesa legal e a integridade física das famílias que há 20 anos vivem no local produzindo toneladas de alimentos saudáveis sem uso de agrotóxicos.
Fazemos este apelo: contribua com qualquer valor, espalhe esta campanha em suas redes, o tempo é curto. Esta campanha vai somente até o dia 12 de agosto, ou seja, apenas 8 dias!



