
“Você é realmente uma Alta-Sacerdotisa de Typhon – e uma Alta-Sacerdotisa bastante metódica!”
Kenneth Grant, em trecho de correspondência pessoal com Linda Falorio

O Tarô das Sombras foi criado para servir como uma ferramenta de exploração através da qual é possível mergulhar nas áreas da psique que encontram seu reflexo no Inconsciente Coletivo e na Sombra Arquetípica. As imagens representam o lado noturno obscuro da consciência, em oposição à nossa realidade “diurna” de senso comum. Por meio de sua arte e de sua escrita, Linda Falorio busca criar uma experiência direta incomum no observador rumo a estados transformadores de autoconsciência; abrindo Portas que conduzem às regiões vastas e inexploradas da geografia psíquica interna, onde encontramos beleza e poder nos caminhos sinuosos do Labirinto Interior.
A edição que ora apresentamos aos Leitores brasileiros é baseada na versão mais recente publicada pela Autora no ano de 2014 e inclui as imagens coloridas de todas as setenta e oito lâminas que compõem e representam os Arcanos Maiores e Menores. As lâminas dos Arcanos Maiores são baseadas nos vinte e dois caminhos das Qliphoth descritos por Aleister Crowley em seu Liber 231, trabalho ampliado posteriormente por Kenneth Grant, em seu clássico Nightside Of Eden, livro publicado pela primeira vez em 1977. Os Arcanos Menores surgem a partir dos Espíritos descritos na Chave Menor de Salomão — Goetia.
Enquanto as cartas de tarô “convencionais” representam o mundo familiar da ‘consciência do ego’, cada sigilo deste Tarô obscuro evoca os poderes ancestrais interdimensionais das Sombras. Cada pintura fornece um meio positivo de integração/aceitação de material obscuro, potencialmente explosivo/corrosivo, na personalidade, sem quebrar ou estilhaçar seu frágil receptáculo.
O método utilizado na criação das imagens se resumia em pintar o antigo sigilo mágicko — provavelmente, sinais de origem sumeriana ou ainda mais antigos, como ressuscitados por Crowley em seu Liber CCXXXI — das Qliphoth de cada Caminho Diurno, e então, imergir em suas energias por semanas ou por meses via meditação & tantra.
O livro ‘O Tarô das Sombras’ foi publicado pela primeira vez no ano de 1988, nos Estados Unidos, e foi distribuído em países de todo o mundo e está em uso em todos os continentes do planeta. Foi publicado também na Colômbia, em edições limitadíssimas, através da Sirius Limited Esoterica, belo trabalho empreendido artística e minuciosamente por Edgar Kerval, que assina o prefácio de nossa edição brasileira.
Atenção, pois a edição do baralho é limitada!
A pedido da Autora, nossa edição do deck será estritamente limitada a 93 exemplares e não haverá mais edições posteriores em língua portuguesa.
O baralho conterá todos os 78 Arcanos, será produzido nas dimensões convencionais de 70mm de largura por 110mm de altura, impresso em papel cartão de boa gramatura, “cantos arredondados”, muitíssimo similar aos baralhos do Tarot de Thoth publicados pela AGMüller na Europa. A caixa seguirá a mesma referência da AGMüller, confeccionada em papel cartão de alta gramatura. Todos os itens são coloridos e a produção ficará a cargo de uma reconhecida empresa brasileira de jogos de tabuleiro e RPG.
Nossa edição, prefaciada por Edgar Kerval, foi traduzida e adaptada a partir da última versão publicada nos Estados Unidos.
A tradução principal foi realizada por Soror Lilith Ashtart, profunda conhecedora dos trabalhos da Linda Falorio.
As 78 lâminas são explicadas minuciosamente, junto com suas principais correlações e características.
Técnicas e exemplos de uso ritualístico, meditativo e finalidades divinatórias são apresentados, além de textos complementares que foram adicionados nas últimas edições.
Se o financiamento coletivo atingir 100% da meta, o livro será publicado com capa dura, com aproximadamente 170 páginas impressas em papel couchê brilhante de alta qualidade, imagens coloridas e será produzido por uma gráfica especializada em livros semelhantes. Caso não atinjamos a meta, o livro será publicado da mesma maneira, mas não será garantida a capa dura.
O livro será produzido numa edição inicial de 300 exemplares, podendo ser aumentada de acordo com a demanda observada em nosso financiamento coletivo.
Linda Falorio, junto de seu Parceiro Mágicko, Fred Fowler, reificou pinturas dos 22 Túneis de Set descritos por Aleister Crowley em seu Liber 231 e por Kenneth Grant, no livro Nightside of Eden...
Estas cartas estão relacionadas às energias presentes em nossa Sombra: instintos e emoções de uma época remota, dos tempos em que o Feminino detinha poder, quando os seres humanos tratavam com o Reino Obscuro de Ereshkigal e toda a sorte de seres mágickos habitava a terra.
Cada uma das cartas abre um portal para um território inexplorado na psique. As imagens facilitam o acesso ao espaço psíquico, proporcionando entradas para o lado obscuro de nossa própria natureza, à escuridão de instintos de um passado remoto, arcaico, à nossa herança de poder que é drenada das entranhas da terra.
Aqui está o signo do abutre, pássaro de Maat, a Dupla-Baqueta, Filha da Escuridão, o poder superior da Lua, Lua Negra, Lua de Sangue. Aqui é a entrada para o reino de Plutão e Ereshkigal, para o Lado Posterior, para o Lado Noturno da Árvore.
Enquanto as cartas de tarô “convencionais” representam o mundo familiar da ‘consciência do ego’, cada sigilo deste Tarô obscuro evoca os poderes ancestrais interdimensionais das Sombras. Cada pintura fornece um meio positivo de integração/aceitação de material obscuro, potencialmente explosivo/corrosivo, na personalidade, sem quebrar ou estilhaçar seu frágil receptáculo.
O método utilizado na criação das imagens se resumia em pintar o antigo sigilo mágicko — provavelmente, sinais de origem sumeriana ou ainda mais antigos, como ressuscitados por Crowley em seu Liber CCXXXI — das Qliphoth de cada Caminho Diurno, e então, imergir em suas energias por semanas ou por meses via meditação & tantra.
Em vez de ascender por Malkuth, como nas explorações ‘diurnas’ comuns às técnicas da Golden Dawn, explora-se os túneis subjacentes projetando a consciência através de Daäth — “o portal da manifestação da não-manifestação” — a entrada para o Lado Noturno da Árvore da Vida.
Kenneth Grant desenvolveu esses conceitos em seu livro Nightside of Eden, baseando-se no Liber CCXXXI de Aleister Crowley, “Os Gênios das 22 Escalas da Serpente e das Qliphoth”, falando sobre “os Túneis de Set”, “uma rede de células oníricas na mente subconsciente”, a “parte posterior” da Árvore da Vida: o “Lado Noturno” da consciência em oposição à realidade “Diurna”.
Assim, começamos a integrar esses atavismos arcaicos, o mundo do Lado Noturno da Árvore, o mundo da Sombra, com esboços emergentes de quem ou o que nós, como humanos, podemos nos tornar através da alquimia interior consumada ao percorrer o Caminho do Xamã na terra — os Túneis de Set — para que nossos ossos sejam substituídos por ossos de ouro, ossos de prata, ossos de aço.
A evolução final da consciência humana individual para a consciência planetária iluminada, a própria sobrevivência de nossa “estrutura de vida entrelaçada”, depende de trazermos à consciência e integrar/readmitir positivamente essas energias potencialmente explosivas/corrosivas em nossa psique.
Não se trata de nada “negativo” ou “obscuro” em qualquer sentido pejorativo. Anos de trabalho com esses conceitos e as energias desses belos túneis labirínticos trouxeram a percepção de que este lado sombrio e profundo da vida instintiva permanece para nós como uma imensa fonte de poder vital, embora isso não seja amplamente reconhecido — há muito reprimido culturalmente.
Quando assumidas como as partes mais relevantes, vivas, verdadeiramente íntegras/sagradas de nós mesmos, essas energias vitais “obscuras” mais básicas podem ser maravilhosamente demoníacas, transformando-nos em seres humanos vibrantes, criativos e plenamente realizados. Essas energias se tornam ruins para nós somente quando as negamos, cortamos, repelimos, reprimimos; apenas assim é que elas se tornam danosas, se retorcendo e explodindo de maneira destrutiva dentro de nossa consciência, inundando a racionalidade do ego em psicoses de massa e nos pequenos horrores diários que nos assaltam.
No entanto, trabalhar neste reino das sombras não deve ser empreendido de forma leviana. Não é aconselhável mergulhar nessas incomensuráveis dimensões interiores até que a consciência diurna do magista tenha sido totalmente integrada, os limites do ego fortalecidos, pois este reino dos Mais Antigos está cheio de terror, preenchido com poder, e Ela, a Deusa sem Face, a Portadora do Sangue, é o repositório obscuro daqueles instintos primordiais que espreitam detrás das ilusões geradas pelo ego.
Emergindo da psique disfarçados de sonhos arquetípicos, pesadelos fantásticos, nossos deuses e demônios são memórias profundas daquela época remota em que os humanos apreendiam diretamente com os Antigos — aqueles grandes Seres cósmicos interdimensionais que são a essência do Universo.
Embora o colapso da mente bicameral e o isolamento das funções cerebrais em direito/esquerdo tenham permitido o desenvolvimento tecnológico e a civilização da vida instintiva, os deuses não falam mais diretamente conosco como faziam antes. Há muito tempo, fechamos as portas desse conhecimento de um vasto universo onde nossas preocupações cotidianas não têm valor.
A consciência voltou-se para dentro, retirou-se para adorar as estrelas seguramente distantes. Os locais sagrados eram alinhados de modo a concentrar a luz de uma única estrela em altares internos escurecidos. A grande estrela Sirius foi vista nascendo com o Sol na antiga festa de Lammas e se pondo com o sol na Candelária, enquanto as Plêiades se punham com o Sol em Samhain, nascendo com o sol na festa de Beltane. O Zodíaco então surgiu como o modelo universal da Alma.
Conforme a consciência evoluiu, o foco mudou, o calendário sagrado foi contado pela Lua, as principais divindades eram femininas, a Grande Deusa em seus inúmeros aspectos reverenciada acima de tudo. A mulher era a fonte da vida, a herança de sangue que remontava à linha matriarcal até o início da humanidade.
A consciência fálica solar patriarcal desenvolveu-se como um equilíbrio necessário e um passo evolutivo além do reino matriarcal e da relativa selvageria das formas femininas lunares. A consciência solar-fálica tornou-se exaltada acima das formas lunares femininas instintivas, a natureza existia para ser domesticada, para ser explorada, o Feminino em todas as suas formas subjugado e a vida instintiva baseada na terra sacrificada à ganância desalmada da tecnologia cega.
Na dialética do equilíbrio, o pêndulo mais uma vez oscilou e a consciência subiu na espiral evolutiva. Nossa sobrevivência como uma raça civilizada capaz de alcançar alturas de consciência psíquica/espiritual e transcendência depende de nos movermos além da consciência instintiva de massa enraizada na tribo, no clã, no sangue sagrado: Sangraal.
Voltamos em espiral para recuperar as forças potentes que formam nosso núcleo humano vital. Parecendo recapitular as formas femininas mais antigas do lado direito do cérebro, estamos na realidade em processo de criação de uma síntese de ordem superior.
Ao redefinir essas energias primitivas de consciência, acessamos e usamos o poder primordial “enrolado” em nosso DNA, trazendo a mutação voluntária da espécie para a participação individual e totalmente consciente e a identificação com a Gaia planetária.
Linda Falorio, a criadora do Tarô das Sombras, é uma artista e escritora reconhecida internacionalmente.
É bastante conhecida por suas criações artísticas mágickas, retratos mágickos e por suas interpretações acerca dos símbolos e da experiência onírica. Se apresentou em vários eventos e teve sua obra exposta ao lado de Soror Nema, Mishlen Linden, Frederick Seaton, Willliam W. Webb, Leilah Wendell e Maggie Mortier.
Como escritora, teve seu trabalho traduzido para mais de seis idiomas e é publicada em revistas, livros e importantes periódicos em todo mundo. Contribuiu para publicações como Faces of Babalon, e Women of Babalon: A Howling of Women’s Voices com Mishlen Linden, e para Thee Kali Circle Compendium com Topy Heart, para a Starfire Magazine e Skoob Occult Review, Modern Sex Magick, de Donald Michael Kraig, NOXAZ Sirius Anthology 2014, editada por Edgar Kerval, e muitas outras.
Linda é pós-graduada em psicologia e psicoterapia e possui graduação em belas artes, sociologia e matemática. Utilizou e ensinou astrologia, tarô, quiromancia, hipnoterapia, magia e meditação em sua prática clínica por muitos anos. Dedica-se a escrever e pintar sobre os temas mágickos que têm sido sua verdadeira paixão. É especializada em óleo sobre tela, retratos, paisagens e natureza-morta, com ênfase nas imagens que evocam uma beleza onírica surreal. Mora em Friendship Park, Pensilvânia com seu marido e parceiro mágicko, Fred Fowler, e seu fiel companheiro, o Gato ‘Master Sargent Sunshine Thunderpaws Moggy Cat’.
Mais informações sobre a Autora podem ser encontradas nos links:







