Por décadas, autores e personagens em romances ou contos publicados no Brasil, independente de serem um herói, vilão ou simplesmente um vendedor de leite, muito provavelmente tinham algo em comum: eram homens, com traços de origem europeia e heterosexuais. Pessoas negras, indígenas, mulheres, LGBs e outras minorias estavam presentes, mas com representatividade e representação diversas vezes menor do que o segmento homem branco hétero. Os dados são da pesquisa “A personagem do romance brasileiro contemporâneo: 1990-2004”, da Universidade de Brasília. Considerando como a população de transgêneros é vista no Brasil, essa minoria sempre foi ainda menor representada.
E fazendo jus ao seu nome e sua missão de apresentar alternativas a história única, a CHA (Contamos Histórias Alternativas) apresenta sua primeira antologia: TRANSliterações.
TRANSliteração é inovador para os padrões brasileiros por alguns motivos. O primeiro é que essa antologia não exigiu nem investimento por parte de suas pessoas autoras e ofereceu o adiantamento pelos direitos autorais da primeira tiragem. O segundo é a equipe responsável pelas atividades principais (organização, edição, revisão e capa) tem sua maioria de pessoas transexuais, permitindo assim um olhar mais íntimo sobre o tema. Por fim, TRANSliterações é uma das primeirasantologia de conto -se não a primeira - voltada ao universo trans no país.
E erra quem acha que o livro está apenas para “lacrar” e resistir. Pelo contrário, muitas histórias os personagens apenas existem. “Entre nomes e cafés”, nosso conto-degustação que está aberto para ser lido, conta a jornada de uma pessoa trans que vai a cafeterias para testar nomes para sua nova identidade.
O livro ainda está sendo diagramado, mas terá aproximadamente 120 páginas em offset 90g, com capa em brochura couché fosco.
Abaixo temos a lista de contos por ordem alfabética de cada conto. Lembrando que os títulos podem ser alterados durante o processo de edição dos contos.
A ele é atribuído todo o pecado (Samuel Asthore)
A maldição da Ninfa (Coral Daia)
A natureza da maçã (Juca Xavier)
Adir (Kíssila Muzy)
Aurora da meia-noite (Suéllen Raquel)
Cumplicidade (Cristina M.)
Do ártico vem a chuva (Oliver Jones)
Entre nomes e cafés (Krol Mellkar)
Laura interdimendional (Claudia Dugim)
Nuvens (Marcos Passos)
O vermelho do vazio (Ariel F. Hitz)
Um conto sobre Esperença (Eiryeen Leite)
Viva, Real, Vísivel (Laura Moura)
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O prazo previsto de entrega pelos Correios é em julho de 2020. Lembrando que a previsão pode sofrer alterações caso necessário, podendo ser entregue antes ou depois da data prevista. Leia mais sobre a nossa política de devolução de valores por FC atrasado aqui.

O livro ainda está sendo diagramado, mas terá aproximadamente 120 páginas em offset 90g, com capa em brochura couché fosco e terá dois modelos. A capa acima é da versão que será disponibilizada para todas as compras realizadas após o financiamento coletivo, assim como a doação para bibliotecas públicas. E a capa abaixo é a capa exclusiva do financiamento que será impressa numa quantidade limitada. Você, apoiador, terá o poder de escolher qual capa você quer no seu livro. As duas capas tem a assinatura da artista trans Guilhermina Velicastelo.
Além da versão impressa, você pode receber, dependendo do seu nível de apoio, a versão virtual do livro. E assim como a versão física você poderá escolher entre as duas capas. E apoiadores das categorias que ganham tanto o físico como o digital podem escolher capas diferentes para seus livros
E gostamos tanto das capas criadas por Guilhermina que disponibilizamos as duas capas em tamanho A5 com papel reforçado para você prender os pôsteres onde quiser.
Teremos quatro opções de bottons para os apoiadores escolherem. Além da opção das duas capas teremos as opções com o símbolo trans (imagem abaixo) e a logo da CHA para todes demonstrarem que lutam contra a História Única com muito estilo.
E por fim, mais não menos importante, temos ecobags ecológicas de 30x40 cm feitas com algodão cru e com impressão nos dois lados para você andar por aí mostrando que defende a literatura trans e é contra a História Única com muito estilo.
A CHA (Contamos Histórias Alternativas) é uma editora feita por pessoas que acreditam no perigo da história única, como explicado pela escritora Chimamanda Ngozi Adichie em seu Ted Talk de 2009. A história única não só nos mantém em uma posição de conforto, mas também nos impede de conhecer uma série de outras narrativas possíveis, que não chegam até nós por não terem espaço no mercado.
Fundada em 2019, como resposta ao crescimento da onda conservadora no mundo, a CHA tem em seu catálogo livros voltados ao campo progressista. No ano de lançamento publicou "Rê Tinta: Preta, logo resisto", livro de tirinhas que denunciam o racismo estrutural e "Histórias Incríveis", um RPG voltado para adultos e crianças criarem histórias de modo conjunto.
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