COMO SURGIU O TRIVO
O Trivo nasceu depois que recursos de vídeo, transmissão ao vivo e compartilhamento de tela do Discord ficaram indisponíveis no Brasil por determinação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, a ANPD.
Não foi um bloqueio completo da plataforma, mas a situação mostrou como comunidades brasileiras dependem de serviços estrangeiros para conversar, estudar, trabalhar, jogar e compartilhar momentos. Também mostrou que uma plataforma de comunicação não pode se preocupar apenas em manter seus recursos disponíveis. Segurança, privacidade, moderação e, principalmente, a proteção de crianças e adolescentes também precisam ser tratadas com seriedade.
O Trivo surgiu como uma resposta independente a esse cenário. A proposta não é simplesmente copiar outra plataforma, mas construir uma alternativa brasileira, moderna e familiar, com identidade própria e proximidade com sua comunidade.

O SIGNIFICADO DO NOME
O nome Trivo nasceu da união de duas ideias: tribo e convívio.
“Tribo” representa pessoas reunidas por amizades, interesses e objetivos em comum. “Convívio” representa conversar, compartilhar momentos e construir relações. O Trivo pretende ser justamente isso: um espaço onde as pessoas possam encontrar sua comunidade e conviver com ela.
UM PROJETO BRASILEIRO E INDEPENDENTE
O Trivo começou como um projeto independente criado por Hugo Masuk. No início, o desenvolvimento era conduzido por uma única pessoa, com bastante auxílio de ferramentas de inteligência artificial para transformar ideias em protótipos, testar funcionalidades, programar e acelerar diferentes partes do projeto.
Com o crescimento da iniciativa, outras pessoas começaram a contribuir. Hoje, o Trivo já conta com desenvolvedores e colaboradores ajudando a revisar, refatorar e desenvolver diferentes partes da plataforma. A inteligência artificial continua sendo uma ferramenta importante durante o desenvolvimento, mas isso não substitui análise, testes e revisão, principalmente nas áreas mais críticas.
O Trivo não nasceu dentro de uma grande empresa e não possui um grande investidor financiando sua construção. O projeto começou pequeno e está crescendo com a ajuda de pessoas que acreditam na iniciativa. A proposta não é apenas fazer um aplicativo funcionar, mas construir uma plataforma capaz de crescer com responsabilidade.
COMO SERÁ A PRIMEIRA BETA
A primeira versão do Trivo será uma beta fechada e limitada para maiores de 18 anos. A ideia dessa primeira fase não é receber milhares de pessoas de uma vez, mas testar o Trivo com usuários reais, observar como a infraestrutura se comporta, encontrar problemas e entender o que precisa ser melhorado antes de ampliar o acesso.
Inicialmente, a comunidade ficará concentrada em ambientes oficiais administrados pelo Trivo. A criação de servidores pelos próprios usuários ficará desativada nessa primeira etapa. Isso permitirá acompanhar a comunidade mais de perto, aplicar as regras com maior consistência e desenvolver ferramentas melhores de segurança e moderação antes de permitir a existência de várias comunidades independentes.
A beta deverá incluir recursos como criação de conta e perfil, mensagens em tempo real, mensagens diretas protegidas, canais de texto, salas de voz, gerenciamento de sessões e dispositivos e ferramentas de moderação. As salas estão sendo preparadas para voz, câmera e compartilhamento de tela, com os recursos sendo disponibilizados conforme avançarem os testes.
A abertura do acesso será gradual. A intenção é entender primeiro como servidores, chamadas, banco de dados e os demais serviços se comportam com usuários reais antes de receber uma quantidade muito maior de pessoas.

COMO FUNCIONAM AS CHAMADAS
As chamadas do Trivo utilizam LiveKit sobre WebRTC para comunicação por voz, câmera e compartilhamento de tela. O WebRTC é uma tecnologia amplamente utilizada para comunicação de áudio e vídeo em tempo real, enquanto o LiveKit fornece a infraestrutura e as ferramentas utilizadas pelo Trivo para organizar essa comunicação.
Em chamadas com várias pessoas, a infraestrutura de mídia recebe os dados e os distribui para os participantes autorizados daquela sala. Assim, cada dispositivo não precisa enviar individualmente sua voz, câmera ou compartilhamento de tela para todos os outros participantes.
A proposta do Trivo é hospedar e administrar sua própria infraestrutura LiveKit, permitindo maior controle sobre a configuração, operação e expansão dessa parte da plataforma conforme o número de usuários crescer.
O Trivo também está trabalhando com criptografia de ponta a ponta, E2EE, para aumentar a proteção do conteúdo de voz, câmera e compartilhamento de tela. Isso não significa que nenhuma informação técnica sobre uma chamada exista: alguns dados continuam sendo necessários para autenticar participantes, controlar o acesso às salas e manter o serviço funcionando.
O conteúdo das chamadas não deverá ser gravado ou armazenado automaticamente pelo Trivo. Ainda poderão existir informações técnicas necessárias ao funcionamento, como participantes, horário e duração aproximada da chamada. Segurança é um processo contínuo, então essa infraestrutura continuará sendo testada e revisada durante o desenvolvimento.
MENSAGENS E PRIVACIDADE
As mensagens publicadas em servidores e comunidades precisam ser armazenadas para que possam ser entregues aos membros e, quando necessário, analisadas em situações de denúncia ou violação das regras. As mensagens diretas funcionam de maneira diferente: a proposta é proteger o conteúdo das conversas privadas para que ele seja acessível aos dispositivos que participam daquela conversa.
Mesmo nesse modelo, algumas informações técnicas podem continuar sendo necessárias para entregar uma mensagem. Proteger o conteúdo de uma conversa não significa eliminar qualquer informação sobre a existência dela.
Um aparelho novo também não precisa necessariamente receber automaticamente todo o histórico protegido existente em dispositivos anteriores. Caso um dispositivo seja revogado, o sistema deverá impedir que ele continue recebendo novos conteúdos protegidos depois da atualização das chaves e permissões, mas isso não apaga informações que aquele dispositivo já tenha recebido.
Também existe uma limitação importante que vale para qualquer aplicativo de comunicação: nenhuma criptografia consegue impedir que uma pessoa autorizada a visualizar uma mensagem tire uma captura de tela, fotografe, copie ou compartilhe aquilo que recebeu. Da mesma forma, nenhum aplicativo consegue garantir a proteção de informações em um dispositivo que já esteja comprometido.
SEGURANÇA
A segurança do Trivo está sendo desenvolvida junto com o restante da plataforma, e não como algo para ser pensado somente depois. O projeto trabalha com diferentes camadas de proteção, incluindo autenticação, gerenciamento de sessões e dispositivos conectados, controle de permissões, validação de dados, tratamento adequado de tokens, proteção de cookies, limites contra abuso e rate limiting.
Também existem cuidados relacionados a vulnerabilidades comuns em aplicações web, como XSS, exposição indevida de informações no cliente e armazenamento inadequado de informações sensíveis. Uma regra importante da arquitetura é que o servidor não deve simplesmente confiar nas informações enviadas pelo aplicativo do usuário. Permissões e operações sensíveis precisam ser verificadas novamente no backend.
Também estão sendo estudadas e implementadas medidas contra criação automatizada de contas, spam e tentativas automatizadas de acesso. Boa parte do Trivo foi desenvolvida com auxílio de inteligência artificial, mas utilizar IA não elimina a necessidade de pensar em segurança. As partes críticas precisam de testes, revisão e acompanhamento, e desenvolvedores também estão ajudando a revisar e refatorar diferentes partes do projeto.
Mesmo com todos esses cuidados, nenhum sistema conectado à internet é completamente invulnerável. O Trivo ainda está em desenvolvimento e suas primeiras versões poderão conter falhas. Por isso, o projeto também pretende manter um canal adequado para o relato responsável de vulnerabilidades, dando prioridade a problemas que possam colocar usuários ou a infraestrutura em risco.
LGPD E PROTEÇÃO DE DADOS
A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, a LGPD, estabelece regras relacionadas à coleta, utilização, armazenamento e proteção de dados pessoais. O Trivo pretende solicitar somente as informações necessárias para oferecer seus recursos, explicar de maneira compreensível por que determinadas informações são utilizadas e limitar o acesso interno aos dados conforme a necessidade de cada função.
Os Termos de Uso, a Política de Privacidade e os procedimentos relacionados aos direitos dos usuários estão sendo preparados e deverão evoluir junto com a plataforma. O Trivo não pretende comercializar cadastros, mensagens ou conteúdos pessoais dos usuários.
A sustentabilidade do projeto poderá envolver financiamento coletivo, uma assinatura opcional e, futuramente, outras formas de receita. Caso publicidade seja utilizada no futuro, isso deverá ser informado com clareza. O conteúdo protegido de mensagens diretas e chamadas não deverá ser utilizado para selecionar publicidade.
Ser um projeto brasileiro e independente não elimina suas responsabilidades. Conforme o Trivo crescer, orientação técnica e jurídica também será importante para avançar na conformidade com a LGPD e com as demais normas brasileiras aplicáveis.
PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
A proteção de crianças e adolescentes será uma das prioridades do Trivo. A primeira beta será destinada a pessoas que declarem possuir 18 anos ou mais, mas simplesmente perguntar a idade de alguém não comprova que aquela informação seja verdadeira. Por isso, essa declaração inicial não será tratada como uma verificação real de idade.
A idade exata também não precisa ser exibida publicamente no perfil. Identificar desnecessariamente alguém como criança ou adolescente dentro da plataforma poderia aumentar riscos de assédio, perseguição e aliciamento.
Antes de ampliar o acesso para diferentes faixas etárias, o Trivo pretende implementar maneiras mais confiáveis de determinar a idade ou faixa etária dos usuários, buscando coletar e armazenar a menor quantidade possível de informações pessoais.
ECA DIGITAL
O Trivo pretende considerar durante seu desenvolvimento as regras brasileiras relacionadas à proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais, incluindo temas como segurança, privacidade, prevenção de riscos, canais de denúncia, supervisão familiar e mecanismos adequados de confirmação de idade.
Restringir inicialmente a beta a maiores de 18 anos reduz o público pretendido, mas não elimina todos os riscos, já que uma pessoa ainda pode fornecer uma informação falsa durante o cadastro. Por isso, a abertura da plataforma para públicos mais novos dependerá da preparação das medidas técnicas, operacionais e jurídicas necessárias.
VERIFICAÇÃO DE IDADE
O Trivo está estudando diferentes maneiras de implementar uma verificação de idade mais confiável. Uma das soluções que estamos avaliando é o sistema de verificação de idade disponibilizado no ecossistema da Epic Games, que poderá ser utilizado para ajudar a confirmar a faixa etária dos usuários.
A ideia é que, sempre que possível, o processo seja realizado pelo serviço responsável pela verificação e que o Trivo receba apenas a informação necessária para determinar se aquele usuário atende à faixa etária exigida, evitando armazenar diretamente documentos, imagens faciais, CPF, data de nascimento completa ou outros dados sensíveis quando isso não for necessário.
Outras soluções também poderão ser avaliadas durante o desenvolvimento. A escolha final levará em consideração segurança, privacidade, proteção de dados, acessibilidade e experiência do usuário. O recurso só será apresentado como disponível quando estiver implementado e testado.
CONTROLE PARENTAL
A primeira beta será destinada a maiores de 18 anos e, por isso, não terá inicialmente um sistema de controle parental.
Caso o Trivo seja aberto futuramente para crianças e adolescentes, a ideia é desenvolver recursos adequados para esse público, incluindo ferramentas de supervisão familiar, configurações específicas de segurança, limitações de contato, bloqueio, denúncia e outras formas de proteção.
Esses recursos deverão buscar um equilíbrio entre segurança, privacidade e autonomia, sem transformar a supervisão familiar em uma forma de vigilância excessiva. Nenhum recurso de controle parental será anunciado como disponível antes de realmente estar desenvolvido e testado.
MODERAÇÃO
Durante as primeiras versões, a comunidade do Trivo ficará concentrada principalmente em ambientes oficiais e controlados pelo próprio projeto. Isso permitirá acompanhar mais de perto o comportamento da comunidade, encontrar problemas e testar as ferramentas de moderação antes de uma expansão muito maior.
Pessoas de confiança poderão ajudar na moderação, cada uma apenas com as permissões necessárias para sua função. O Trivo pretende possuir ferramentas de denúncia, bloqueio, expulsão e banimento, além de mecanismos para combater spam, assédio, perseguição, golpes e outras formas de abuso.
As regras da plataforma deverão tratar de temas como exploração sexual, violência, incentivo à automutilação, divulgação de informações pessoais e qualquer forma de abuso envolvendo crianças e adolescentes. Ações importantes realizadas pela moderação também poderão ser registradas para permitir revisão posterior.
Existe, entretanto, uma diferença importante entre moderação e vigilância. O conteúdo protegido de chamadas e mensagens diretas não deverá depender de monitoramento constante por parte do Trivo. Nessas situações, denúncias e evidências fornecidas pelas próprias pessoas envolvidas poderão ter um papel importante.
Solicitações de autoridades deverão ser analisadas quando forem legalmente válidas. Isso não significa gravar permanentemente chamadas, vigiar indiscriminadamente os usuários ou enfraquecer a proteção oferecida para todas as pessoas.
O ARA
Ara será o mascote do Trivo: uma arara-canindé, representada principalmente pelas cores azul e amarelo e acompanhando a identidade brasileira do projeto.
A arara-canindé foi escolhida por sua forte ligação com o Brasil e por características relacionadas à comunicação e convivência em grupo. Essas características combinam com a proposta do Trivo: aproximar pessoas, fortalecer comunidades e permitir que elas compartilhem momentos.
O nome Ara também faz referência direta às araras e funciona como um nome curto, simples e fácil de reconhecer. O mascote poderá aparecer em diferentes partes da experiência do Trivo, incluindo orientações, mensagens educativas, avisos de segurança e privacidade e materiais relacionados à plataforma.
Aviso: algumas imagens utilizadas durante esta fase do projeto são conceituais e podem ter sido produzidas com auxílio de inteligência artificial para representar ideias iniciais. Elementos visuais poderão ser alterados até suas versões definitivas.

POR QUE O FINANCIAMENTO COLETIVO É IMPORTANTE
O Trivo não nasceu dentro de uma grande empresa e não possui um grande investidor financiando sua construção. O projeto começou com uma pessoa e hoje já existem desenvolvedores e outros colaboradores ajudando. Por isso, o financiamento coletivo tem um papel muito importante nessa primeira fase.
Desenvolver uma plataforma de comunicação não envolve apenas criar telas e funcionalidades. Existe uma infraestrutura inteira necessária para que tudo funcione. O dinheiro arrecadado ajudará diretamente no desenvolvimento do Trivo e nos custos de infraestrutura, incluindo servidores, infraestrutura das chamadas, banco de dados, armazenamento, hospedagem, domínio, envio de e-mails, monitoramento e outros serviços necessários para operar a plataforma.
Chamadas de voz, vídeo e compartilhamento de tela também consomem recursos de infraestrutura. Conforme o número de pessoas conectadas aumenta, é necessário ampliar essa capacidade. Uma das funções do financiamento coletivo é justamente ajudar a preparar essa estrutura para que, quando o Trivo começar a ampliar seu acesso, consiga receber bem os usuários que chegarem.
Os recursos também poderão ajudar a custear ferramentas utilizadas durante o desenvolvimento, melhorias de segurança, moderação, verificação de idade, orientação técnica e jurídica, acessibilidade e outras necessidades que surgirem conforme a plataforma crescer.
Apoiar o Trivo não significa comprar a promessa de um aplicativo perfeito ou de uma data de lançamento impossível de garantir. Significa ajudar diretamente no desenvolvimento de uma iniciativa brasileira e independente que ainda está no começo.
Cada contribuição aumenta o que conseguimos investir no desenvolvimento e na infraestrutura necessária para transformar o projeto atual em uma plataforma estável e preparada para receber uma comunidade muito maior.
O FUTURO DO TRIVO
O objetivo das primeiras versões não é disponibilizar todos os recursos imaginados de uma vez. Primeiro, o Trivo precisa construir uma base estável, colocar essa base nas mãos de pessoas reais, observar o que acontece e corrigir os problemas encontrados.
Depois da beta inicial, novas ferramentas poderão ser adicionadas gradualmente, incluindo melhorias na moderação e denúncias, novos recursos de segurança e privacidade, mais possibilidades de personalização e expansão dos aplicativos para diferentes plataformas. A ideia é disponibilizar o Trivo para Web, Windows, macOS, Linux, Android e iOS, respeitando as particularidades de desenvolvimento e distribuição de cada plataforma.
A criação de servidores pelos próprios usuários também poderá ser liberada futuramente, quando existirem ferramentas de segurança, moderação e infraestrutura suficientes para acompanhar o crescimento das comunidades. A verificação de idade continuará sendo desenvolvida antes de uma abertura para públicos mais novos.
Qualquer expansão destinada a crianças e adolescentes dependerá de mecanismos adequados de proteção, moderação, privacidade, verificação de idade e, quando necessário, supervisão responsável.
O Trivo também pretende criar um ecossistema que permita, no futuro, integrações, bots e aplicações desenvolvidas por terceiros, acompanhado de documentação e ferramentas próprias para desenvolvedores.
O objetivo é começar pequeno, testar com pessoas reais, entender os problemas e aumentar a capacidade gradualmente. O Trivo pretende ser uma plataforma brasileira, moderna e original para conversar, jogar, estudar, criar, trabalhar e manter comunidades, sem esconder o que ainda está em desenvolvimento e sem tratar segurança, privacidade e proteção dos usuários como detalhes.
O Trivo está apenas começando.
Cada pessoa que acompanha, divulga, contribui ou participa dos testes ajuda uma iniciativa independente a chegar mais perto de se tornar uma plataforma estável e preparada para crescer.














