A história de Vitimilândia
Vitimilândia é uma cidade que não existe no mapa, mas que muita gente já habitou sem perceber.
Ela está presente quando acreditamos que nossa realidade nunca poderá mudar. Quando culpamos apenas as circunstâncias, esperamos o momento perfeito, dizemos que não temos tempo, talento, dinheiro ou oportunidade. Quando reclamamos do lugar em que estamos, mas não damos nenhum passo para sair dele.
Foi dessa reflexão que nasceu Vitimilândia — A cidade mental mais habitada do mundo.
O livro parte de uma ideia simples: existem dificuldades que são reais e circunstâncias que não escolhemos. Nem tudo depende de nós. Mas existe uma diferença enorme entre reconhecer uma dificuldade e transformar essa dificuldade em endereço permanente.
Vitimilândia representa justamente esse lugar mental.
Ao longo dos capítulos, construí uma jornada que começa pelo reconhecimento do vitimismo e das justificativas que usamos quase automaticamente. Depois, o livro avança pelo desconforto de perceber esses padrões, pela decisão de assumir responsabilidade pelo que ainda pode ser mudado e, finalmente, pela construção de uma nova maneira de pensar, agir e decidir.
Por isso, a imagem de um mapa se tornou tão importante para representar esta obra.
No centro está Vitimilândia. Dela partem caminhos. Alguns nos mantêm presos às desculpas, ao medo e à estagnação. Outros conduzem simbolicamente a novas cidades: Responsabilidade, Recomeço, Evolução, Sonhos Possíveis, Prosperidade, Relacionamentos Saudáveis, Tranquilidade, Consistência e Felicidade Possível.
O livro não promete que basta pensar positivo para transformar a vida. Também não ignora desigualdades, dificuldades financeiras, perdas, limitações ou problemas que estão fora do nosso controle.
A proposta é mais realista:
diante daquilo que não podemos mudar, precisamos aprender a lidar; diante daquilo que podemos mudar, precisamos decidir se continuaremos reclamando ou começaremos a agir.
É daí que nasce uma das frases que melhor resume o espírito de Vitimilândia:
“Reclamar sem agir é só vitimismo.”
Não escrevi este livro para apontar o dedo para quem está passando por dificuldades. Escrevi para provocar uma pergunta muito mais importante:
Quanto da vida que desejamos ainda não começou porque continuamos esperando que alguma coisa mude antes de nós?
Vitimilândia é uma travessia. O leitor entra nessa cidade, reconhece seus caminhos, suas desculpas e seus lugares conhecidos e, pouco a pouco, é convidado a procurar uma saída.
Não uma saída mágica.
Uma saída construída por consciência, responsabilidade, pequenas decisões, persistência e ação.
Por que estou no Catarse?
O livro está escrito. Agora quero dar o próximo passo: transformar essa obra em um livro publicado e fazê-la chegar às mãos dos leitores.
Esta campanha de financiamento coletivo foi criada para ajudar a viabilizar essa publicação e os custos envolvidos nesse processo.
Ao apoiar Vitimilândia, você não estará apenas contribuindo para a impressão de páginas. Estará ajudando uma ideia a sair do arquivo e encontrar pessoas que talvez estejam vivendo exatamente o momento sobre o qual este livro fala.
Talvez algumas delas estejam cansadas de onde estão.
Talvez saibam que precisam mudar, mas ainda não tenham encontrado o primeiro caminho.
Talvez estejam morando há tempo demais em Vitimilândia.
Este livro é um convite para encontrar a saída.
E, com o apoio de cada pessoa que acreditar neste projeto, quero transformar essa ideia em um livro físico e colocá-lo no mundo.
Willian Édson Zimmer




