Em Volumes dissonantes, você encontrará relatos incomuns de pessoas transtornadas por estranhos acontecimentos. Mas o que elas têm em comum?
Todas dizem que eventos macabros começaram a acontecer a elas logo depois de assistirem à apresentação de um misterioso músico de jazz, que tocava sempre às sextas-feiras em um bar agora fechado. Sua música, inesquecivelmente bizarra, parece ter provocado mefíticas impressões na memória de seus desafortunados ouvintes. Além disso, o nome do obscuro músico não é lembrado e não há registros nem evidências de suas apresentações. Mesmo a localização e o nome do bar são informações inconclusivas e ora conflitantes entre aqueles que tiveram a insólita experiência. Entretanto, levados a se colocar em situações perigosas e casos com desfechos terríveis, os envolvidos afirmam ter certeza de que o motivo de sua ruína foi a música de tal artista. Nem a polícia pôde desvendar o caso, que até hoje permanece um mistério.
A antologia reúne 13 contos que vagam entre o bizarro, o mistério e o horror, acompanhados de uma trilha sonora composta exclusivamente para cada um dos contos. Confira mais a seguir!

Oscar Nestarez, “Quando ela se sussurra para mim”
Certa noite, enquanto bebe sozinho, um melancólico homem de meia-idade conhece uma estranha mulher. Logo ela se revela a personificação de uma música que ele adorava na infância e, juntos, os dois passam uma noite selvagem e assustadora.
– Oscar Nestarez é escritor, tradutor e pesquisador da literatura de horror. Publicou o romance Bile negra e a novela Claroscuro, entre outros títulos. Também é colunista da revista Galileu.
Thassio Rodriguez Capranera , “As frequências etéreas”
Estados alterados de consciência, pensamentos concêntricos, repetição sempiterna de um padrão sonoro, uma ideia, uma célula. As descrições que Yervant fez da forma como sua mente processou aquilo que ouviu durante um concerto de jazz sinfônico não pôde satisfazer a curiosidade de nenhuma pessoa ao seu redor. E quando som e carne vibram em uma mesma frequência, então temos a prova de que cantores de ópera podem mesmo quebrar taças de cristal com o poder de suas vozes.
– Thassio Rodriguez Capranera é o autor de As Ruínas Futuras (Raphus Press), além de muitos outros contos de horror decadente e herético, espalhados por antologias e revistas. É também poeta, dramaturgo e tradutor. Em sua cave, burila no mármore sua próxima publicação, sua primeira novela de horror decadente.

Larissa Prado, “Delirium Tremens” – Autora convidada!
Foi a primeira vez que o estranho foi ao bar em busca de boa música e distração, mas nunca mais conseguiu sair dali. Realidade e delírios se confundem no relato de um homem que pode não ser quem pensa que é. A música o leva ao estado epifânico de uma possível bad trip perpétua. Tudo é e não é, simultaneamente. O sonho dentro do sonho, quem é de fato o sonhador?
– Larissa Prado é escritora de horror influenciada por estéticas surrealistas, tende a explorar o que há de absurdo na experiência humana. Publicou em diversas coletâneas além de cinco livros entre contos e novelas. Seus últimos trabalhos foram: O balé das aves mortas e O rastro da serpente. Em 2019, ganhou o prêmio de autora revelação pela ABERST.
Úrsula Antunes, “Lullaby”
Com a gravidez, Melissa está cada vez mais vulnerável e ansiosa, e um vinil misterioso, comprado pelo seu marido em uma viagem, faz com que ela reviva as angústias de sua juventude na fria Berlim Ocidental.
– Úrsula Antunes é preparadora, revisora, redatora e contista, não sabendo viver longe das páginas dos livros.
Daniel Freitas,“Depoimento 1.412”
Um lobby de hotel, uma mulher ambiciosa e uma pianista sensual são os componentes do que parece ser uma harmonia perfeita, mas os últimos versos dessa canção guardam uma cacofonia de pesadelos.
– Daniel Freitas é escritor independente e apaixonado por horror e fantasia, tendo um livro e diversos contos publicados.
Marcelo Miranda , “O desprendimento”
Depois de uma misteriosa noite com muita música e alguma cerveja, um pai volta para casa e precisa lidar com a estranha situação de o filho ter perdido a cabeça.
– Marcelo Miranda é jornalista, crítico cultural e assistente editorial. Realiza o podcast "Saco de Ossos", dedicado ao terror brasileiro.
Ricardo de Goes Correia,“Repeat”
Ouvir algo repetidamente pode te enlouquecer. Ouvir algo repetidamente pode te enlouquecer. Ouvir algo repetidamente pode te enlouquecer...
– Ricardo de Goes Correia é policial e autor independente de horror e ficção científica.
Alcebiades Diniz Miguel, “Trenodia para a noite infinda”
Depois de atingir os limiares do êxtase ao ouvir uma estranha canção, um homem, perdido por uma noite qualquer, descobre como aquela canção transformou sua existência definitivamente.
– Alcebiades Diniz Miguel é escritor, tradutor, editor e pesquisador de literatura de terror, surrealista e fantástica.
Camile Queiroz, “Coda”
Em depoimento para um investigador de polícia, um homem faz alegações absurdas, mas pretende provar de maneira macabra que está falando a verdade.
– Camile Queiroz é escritora, atuando também como leitora crítica, preparadora de texto e ghostwriter.
Fábio Aresi, “A sombra sonora da raposa”
De uma maca de hospital, um homem depõe sobre os eventos que levaram à ruína de seu corpo e de sua mente. O que é necessário para se dançar uma música inumana?
– Fábio Aresi é professor, linguista e escritor independente. Já publicou diversos contos e organizou duas antologias pela Editora Diário Macabro. Apreciador de café requentado, apesar das severas críticas.
Márcio Pacheco, “Hymnus in Ioannem”
Depois da epifania obtida em uma misteriosa apresentação de jazz, um professor de música cria a sua própria composição a todos aqueles que dedicam seus ouvidos a aberrações musicais. Ciente do poder publicitário de uma bela tragédia, ele inventa uma forma peculiar de chamar atenção baseando-se na origem das notas musicais.
– Márcio Pacheco é escritor e roteirista. Autor da série As Crônicas do Apocalipse e de diversos contos na Amazon, estuda cinema e pretende produzir seu primeiro curta-metragem ainda esse ano. Gosta de cerveja artesanal, rock e novos projetos.
Greg Polo, “48 cravadas bem temperadas”
O que há por trás do sumiço de um sujeito que não faz falta no mundo? Usando meios pouco ortodoxos, uma investigadora vai se deparar com mistérios e horrores difíceis de explicar para os céticos arquivos de polícia.
– Greg Polo é escritor, ilustrador, artista plástico, roteirista e redator publicitário.
Luiz Fernando Plastino Andrade, “Paper Plane”
Uma dose de bourbon, o mesmo tanto de limão, duas doses de amargos e um bom tanto de estranheza. Bater com gelo e servir em uma taça coupé.
– Luiz Fernando Plastino Andrade é advogado de profissão, bartender amador e escritor iniciante.

A proposta da nossa antologia musicada surgiu da mente de Alex Campelo, autor da Diário Macabro e músico. Confira, a seguir, um pouco mais sobre esse artista e a ideia do projeto em suas próprias palavras!
A vontade de unir jazz e horror em um único trabalho é algo que vem crescendo dentro de mim há alguns anos. São duas paixões que carrego e que consumo em grande escala. Costumo ler e escutar música simultaneamente. Depois de algum tempo, pude perceber que a música que toca durante a leitura altera minha percepção da obra. Fiz um curso durante a pandemia sobre a música no cinema, oferecido pelo MIS (Museu da Imagem e do Som). Durante o curso, eu me dei conta de como a música nos filmes de horror são marcantes, talvez mais do que em outros gêneros. Psicose, Halloween, A Hora do Pesadelo, todos têm trilhas fundamentais para a cena em que tocam. A gente se recorda da cena, mas sempre com a música. A ideia dos diretores é aprofundar a experiência de quem assiste ao filme.
Na literatura, diferentemente do cinema, nós construímos a cena descrita em nossas mentes nos baseando nas percepções e conhecimento que temos do mundo até aquele momento. Desse modo, cada item externo que acontece durante a leitura vai influenciar na construção desse cenário mental.
Então, pensei em uma literatura de horror temática em jazz, que tivesse uma trilha de jazz focada no horror, na intenção de aprofundar cada trecho escrito pelos autores, em que a música e as palavras constroem mutuamente as sensações durante a leitura.
Em um domingo à tarde, assisti a uma live sobre Lovecraft e o lançamento do Contos Reunidos do Mestre do Horror Cósmico pela editora Ex Machina, com a Nathalia Scotuzzi como convidada. Já tive um conto publicado na DM, conversei por e-mail, mas nunca tinha escutado a editora falar. Senti afinidade com algumas falas durante a live e me encorajei a entrar em contato propondo a ideia de juntar jazz e horror em uma antologia. Bem, deu certo, e agora estou neste desdobramento de leitura, horror e composição!
Alex Campelo é um pianista da cena paulistana de jazz e blues. Estudou piano popular no conservatório Souza Lima por cinco anos e é formado em licenciatura em Música pela Faculdade Paulista de Artes. Como músico de apoio (sideman), acompanha artistas e bandas de blues e jazz nacionais como: Borsatti Blues Band, Fizz Jazz, Frank (Amy Winehouse Tribute), Leo Uoya Blues Band e Night Shakers. Em 2018, montou seu trio de música instrumental, lançando o primeiro EP em 2019, Shared Lives. O disco teve uma boa aceitação e rendeu a participação do trio no festival FLMA em Campos do Jordão, ao lado de Bidu Sous, Preta Gil e Zélia Duncan.Em 2020, o trio lança o segundo EP, desta vez, temático de Dia das Bruxas: Tale Of The Black Forest. O disco tem fortes referências a lendas nacionais de horror, como Matinta Perera, expondo de forma mais clara o gosto do pianista por temas obscuros e literatura de horror. Alex também escreve quando a vida musical lhe dá um respiro. Teve o conto “Família Martim” publicado na revista Diário Macabro n. 7. Durante a pandemia, o pianista matutou ideias de como unir suas duas paixões: jazz e literatura de horror.

A capa de nossa publicação foi feita pela incrível Aline Psidonik Finkler, que já produziu as capas e ilustrações internas de diversos livros da editora, como as revistas Diário Macabro n. 01, 02, 05 e 06, nosso RPG a ser lançado em um futuro próximo e Brasil Macabro, e por isso decidimos contar com seu incrível trabalho mais uma vez.
Aspectos físicos: O livro terá o tamanho padrão de 14 x 21cm e cerca de 180 páginas (o que pode variar de acordo com a diagramação). O miolo será impresso em papel amarelado, agradável à leitura, e a capa será brochura.

🎹 Marcador de páginas temático, impressão frente e verso.

🎹 Pôster tamanho A3 (297 x 420 mm) em papel couchê, enviado dobrado com o livro, em estilo de pôster de show para que os leitores também se sintam participando da bizarra experiência com o músico misterioso.
🎹 Chaveiro exclusivo vinil: chaveiro com 8x8cm, em resina, temático do livro e exclusivo para a campanha
🎹 Outros livros da editora: pensando mostrar a diversidade de publicações da Diário Macabro, selecionamos uma tradução, uma antologia de autores nacionais e uma HQ nacional como recompensas.
A casa no limiar e outras histórias macabras, William Hope Hodgson: nessa edição caprichada, você encontra o romance A casa no limiar, um clássico da literatura fantástica, além de mais dois contos do autor, contando também com prefácio e posfácio escritos por especialistas.
foto: @relatoriogeek
O caso Fylo-medusa, vários autores: nessa antologia, por meio de diferentes contos, você descobrirá o que aconteceu em uma festa clandestina depois da introdução de uma nova droga, a “Fylo-medusa”.
foto: @paragrafocult
Os gatos de Ulthar, Leander Moura/H. P. Lovecraft: adaptação para quadrinhos dessa história sombria de H. P. Lovecraft. Contém também um texto inédito de não ficção de Lovecraft, “Cães e gatos”.
foto: @paragrafocult

A Diário Macabro é uma editora dedicada inteiramente a gêneros literários que desde sempre nadaram contra a corrente: o fantástico, o terror em todas as suas vertentes, e a ficção científica.
Além da revista, publicamos traduções dentro desses gêneros, entre elas, lançamos O enigma de outro mundo, de John W. Campbell e A cidade dos amaldiçoados, de John Wyndham, duas obras que inspiraram filmes de John Carpenter. Além disso, publicamos diversas antologias temáticas e HQs. Todo nosso material pode ser encontrado em nossa loja virtual: https://diariomacabro.lojaintegrada.com.br/
Nossa equipe fixa é formada por: Nathalia Sorgon Scotuzzi, que cuida da parte editorial e técnica; Pedro H. S. Andrade, responsável por toda a parte gráfica da editora; Jordan Florio de Oliveira, nosso especialista em marketing; e Úrsula Antunes, nossa super-revisora.
Não sabe como funciona um financiamento coletivo? O processo é muito simples! Confira a seguir!
1. Leia a descrição da campanha e confira as recompensas. Elas são opções de pacotes de produtos que você irá levar pra casa.
2. Selecione a que mais agradar você e clique nela; em seguida, confira o valor e clique em "continuar".
3. Siga os passos indicados pelo Catarse para realizar seu cadastro e concluir o apoio.
4. Caso o projeto não alcance a meta, não sendo assim financiado, você receberá seu dinheiro de volta integralmente. Caso a meta seja atingida, nós teremos um prazo para produzir as recompensas e enviar até você (:
5. Atente-se ao prazo: o livro apenas é produzido após o fim da campanha, levando alguns meses para chegar até você. Como o financiamento é a única forma de levantarmos fundos para o projeto, não podemos produzir o livro antes de seu término.
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ATENÇÃO: O frete é grátis para todo o território nacional. Envios para fora do Brasil deverão incluir um valor a mais para o frete. Entre em contato com a gente para conferir o valor, caso seja a sua situação: editoradiariomacabro@gmail.com

























