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18ª Mostra Udigrudi Mundial de Animação

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O livro Super 8 Argentino contemporáneo: textos, conversaciones y entrevistas, escrito pelo realizador e jornalista Paulo Pécora, é uma obra fundamental para compreender a impressionante resistência e o renascimento do formato analógico no cinema independente da Argentina. Publicada em uma parceria entre a Universidad del Cine (UCINE) e a Editorial Biblos, a pesquisa mapeia a trajetória do formato desde 1965—ano de seu lançamento no mercado—até os dias atuais.

Em uma era dominada pela imaterialidade do pixel e pela busca pela alta definição digital, o livro surge como um manifesto afetivo e histórico sobre a permanência da película. Longe de ser um mero exercício de nostalgia, a obra investiga como um formato originalmente concebido para registros familiares e domésticos transformou-se em uma poderosa ferramenta de vanguarda, experimentação e resistência artística na Argentina.

Paulo Pécora adota uma dupla perspectiva altamente privilegiada: a de um jornalista investigativo rigoroso e a de um cineasta que vivencia e respira essa mesma cena. Ao longo de suas 312 páginas, o autor traça uma linha do tempo que conecta os pioneiros do formato no final dos anos 1960 — como Narcisa Hirsch e Claudio Caldini — a uma nova e vibrante geração de realizadores contemporâneos.

Por meio de uma rica seleção de textos, diálogos e entrevistas, descobrimos uma comunidade plural formada não apenas por cineastas, mas também por fotógrafos, pintores, músicos e poetas. Para esses artistas, o Super 8 não é uma limitação técnica, mas uma escolha estética consciente. Suas texturas, suas imperfeições cromáticas e a própria organicidade do suporte físico abrem caminhos únicos para narrativas de ficção, documentários íntimos e, sobretudo, o cinema experimental.

A edição de SUPER 8 ARGENTINO: traz as seguintes características:

- Prefácio exclusivo de Paulo Pécora para a nova edição brasileira;

- Edição ilustrada;

- Formato 14 x 21 cm;

- Papel Pólen;

- Cerca de 320 páginas;

- Capa normal (brochura)

Este livro apresenta pesquisas recentes realizadas no Brasil sobre o Cinema de Animação e suas interfaces com outras linguagens artísticas, especialmente com as artes digitais. Na primeira parte – Histórias da Animação – os capítulos percorrem aspectos históricos, como o relato do animador Marcos Magalhães sobre sua experiência como coordenador do primeiro Núcleo de Animação do Brasil em 1985, no Centro Técnico Audiovisual da Embrafilme, CTAV – RJ, até a criação do Festival Anima Mundi; ou a relação histórica entre animação e documentário presente em filmes pioneiros como The Sinking of the Lusitania (1918) do cartunista estadunidense Winsor McCay; ou ainda, Super Drags (2018), primeira animação original Netflix totalmente brasileira que é abordada no contexto do mercado de nicho. A segunda parte – Processos e Técnicas – traz artigo sobre o Movimento criativo na animação de personagem, tema ainda pouco abordado pela pesquisa científica no país; sobre a singularidade gráfica no desenho do animador Marcelo Marão e sobre um percurso histórico e procedimentos sobre filmes criados diretamente na película, dentre outros textos. Na terceira parte - Poéticas Tecnológicas – o artista visual Henrique Roscoe compartilha estratégias para produção de trabalhos audiovisuais ao vivo em que modos de fazer da Visual Music e da Arte Generativa estão presentes. A Arte Computacional Botânica e algumas relações entre dança, música e audiovisual são propostas nos últimos capítulos. Procura-se desta forma contribuir para a animação expandida, abrindo perspectivas e impulsionando novas pesquisas na área.