O livro Super 8 Argentino contemporáneo: textos, conversaciones y entrevistas, escrito pelo realizador e jornalista Paulo Pécora, é uma obra fundamental para compreender a impressionante resistência e o renascimento do formato analógico no cinema independente da Argentina. Publicada em uma parceria entre a Universidad del Cine (UCINE) e a Editorial Biblos, a pesquisa mapeia a trajetória do formato desde 1965—ano de seu lançamento no mercado—até os dias atuais.
Em uma era dominada pela imaterialidade do pixel e pela busca pela alta definição digital, o livro surge como um manifesto afetivo e histórico sobre a permanência da película. Longe de ser um mero exercício de nostalgia, a obra investiga como um formato originalmente concebido para registros familiares e domésticos transformou-se em uma poderosa ferramenta de vanguarda, experimentação e resistência artística na Argentina.
Paulo Pécora adota uma dupla perspectiva altamente privilegiada: a de um jornalista investigativo rigoroso e a de um cineasta que vivencia e respira essa mesma cena. Ao longo de suas 312 páginas, o autor traça uma linha do tempo que conecta os pioneiros do formato no final dos anos 1960 — como Narcisa Hirsch e Claudio Caldini — a uma nova e vibrante geração de realizadores contemporâneos.
Por meio de uma rica seleção de textos, diálogos e entrevistas, descobrimos uma comunidade plural formada não apenas por cineastas, mas também por fotógrafos, pintores, músicos e poetas. Para esses artistas, o Super 8 não é uma limitação técnica, mas uma escolha estética consciente. Suas texturas, suas imperfeições cromáticas e a própria organicidade do suporte físico abrem caminhos únicos para narrativas de ficção, documentários íntimos e, sobretudo, o cinema experimental.
A edição de SUPER 8 ARGENTINO: traz as seguintes características:
- Prefácio exclusivo de Paulo Pécora para a nova edição brasileira;
- Edição ilustrada;
- Formato 14 x 21 cm;
- Papel Pólen;
- Cerca de 320 páginas;
- Capa normal (brochura)


A 24ª edição da MUMIA - Mostra Udigrudi Mundial de Animação a ser realizada em dezembro de 2026 reafirma sua vocação histórica de diálogo com as urgências do nosso tempo ao eleger a diversidade sexual como tema central. Em sintonia com as transformações sociais e com a potência política da animação como linguagem livre e experimental, a mostra propõe uma curadoria que valoriza narrativas plurais, corpos dissidentes e imaginários que desafiam normas e padrões. Ao abrir espaço para diferentes identidades de gênero e orientações afetivas, a MUMIA fortalece seu compromisso com a inclusão, a representatividade e a defesa da liberdade de expressão, consolidando-se como um território de resistência estética e cultural no cenário da animação contemporânea.