FELIZES COM O SUCESSO DA CAMPANHA DE FINANCIAMENTO COLETIVO, AGORA TEMOS APOCALIPSE: Ficção latino-americana, a origem PUBLICADO E DISPONÍVEL na
PRESTIGIEM AS PEQUENAS EDITORAS!
NOSSO VIRAR DE PÁGINAS DEPENDEM DE LEITORES ESPECIAIS COMO VOCÊ.
Entre meados do século XIX e as três primeiras décadas do século XX, cinco autores narraram o APOCALIPSE latino-americano, escritos em momentos críticos da história. O que eles não imaginaram é que, com isso, dariam início à mais criativa e contestadora das literaturas.
Roberto ARLT (Argentina) * Aluísio AZEVEDO (Brasil) * Leopoldo LUGONES (Argentina) * Joaquim Manuel de MACEDO (Brasil) * Amado NERVO (México)
APOCALIPSE foi pensado e organizado pelos professores Camilla Cattarulla e Giorgio de Marchis, ambos da Università degli Studi Roma Tre (Itália), também responsáveis pelo Prefácio e Posfácio desta obra (paratextos).
*
Em um mundo em que o fim do planeta Terra já se tornou quase rotina da imaginação, estampado em filmes, livros e jogos, o leitor contemporâneo se surpreenderá com Apocalipse -- Ficção Científica Latino-Americana, a origem.
Nesse livro, cinco autores latino-americanos imaginaram o FIM DO MUNDO e, com isso, além de escreverem narrativas que abordam a catástrofe total, realizaram um feito ainda maior: deram os primeiros passos para a criação, na América Latina, do gênero mais criativo e contestador, a Ficção Científica.
Como Camilla Catarulla e Giorge de Marchis apontam, o que ocorre entre o final do século XIX e o início do século XX, é que a maneira como se imaginavam as catástrofes era marcada pelo olhar do único sobrevivente que poderia contá-las. Essas narrativas, sejam vindas de lugares distintos da Europa, da África ou da América Latina, não retratavam o mesmo tipo de fim do mundo. Isso porque, na época, a ideia de desastre refletia tensões sociais concretas, surgidas após o desgastante e sofrido período de domínio colonial, e não era apenas um clichê repetitivo.
Como revelam os contos desta antologia, escrever sobre catástrofes pode simbolizar o difícil caminho da modernização e os conflitos na construção de uma identidade nacional.
OS CONTOS
Em "A Lua Vermelha", do escritor argentino Roberto Arlt, o contraste entre os arranha-céus e os modestos salões de dança evidencia a divisão entre as classes sociais. Nessa cidade, que funciona como metáfora do mundo, o conto ganha força no silêncio compartilhado entre os homens e os animais em fuga de suas jaulas.
Mais sobre Roberto Arlt, aqui.
*
Escrito quatro anos após a proclamação da República brasileira, o conto "Demônios", de Aluísio Azevedo, pode ser interpretado como uma distopia alegórica de tom sombrio. O Rio de Janeiro ali retratado surge como uma representação apocalíptica do desencanto diante das promessas frustradas desse novo regime.
Mais sobre Aluísio Azevedo, aqui.
*
No esplêndido conto do argentino Leopoldo Lugones, "A Chuva de Fogo", pedaços de metal incandescente começam a cair do céu, cumprindo uma profecia bíblica ou indicando um desastre industrial. O narrador, um homem rico e solitário, só considera fugir ao perceber o êxodo da população, e vacila.
Mais sobre Leopoldo Lugones, aqui.
*
Joaquim Manuel de Macedo inaugurou "O Fim do Mundo" (1857) com a passagem de um cometa em 13 de junho de 1857, data em que publicou sua história no Jornal do Commercio, tornando-se o primeiro exemplo de ficção científica tropical em língua portuguesa.
Mais sobre Joaquim Manuel de Macedo, aqui.
*
O escritor e diplomata mexicano Amado Nervo, referência do modernismo latino-americano, aborda em "A Última Guerra" um cenário apocalíptico típico da ficção científica distópica. O enredo narra a luta de mamíferos contra a humanidade para recuperar o domínio sobre a Terra, com o narrador figurando entre os raros humanos sobreviventes do violento conflito.
Mais sobre Amado Nervo, aqui.
Para entrar no clima, a pintura O Fim do Mundo (1851-1853), de John Martin, óleo sobre tela, compõe a página de abertura desse livro, edição especial em capa dura.
Com a ambientação preparada, contamos com o PREFÁCIO em um painel sobre os autores e o período em que viveram, elaborado pelos organizadores, os professores Camilla Cattarulla e Giorgio de Marchi. Além disso, eles também foram responsáveis pelas notas de rodapé, que oferecem esclarecimentos e aprofundamentos sempre que necessário.
Todos os contos são precedidos pela BIOGRAFIA DO AUTOR.
Liberamos a leitura das primeiras páginas do livro, inclusive do prefácio, que será enviado ao e-mail do apoiador tão logo se efetive a contribuição, uma forma de curtir imediatamente uma prévia até a chegada do livro.
O POSFÁCIO encerra os paratextos, sendo especialmente valioso para os leitores que desejam aprofundar-se na discussão literária sobre a origem do tema, as ideias centrais de cada autor e o contexto social e político da época.

Francesca Cricelli: “Ficção científica e Apocalipse: Argentina, Brasil e México” e “Utopias, distopias e catástrofes”
Sérgio Karam: “Chuva de Fogo” e “A Última Guerra”
Fábio Bortolazzo Pinto: “A Lua Vermelha”
O projeto gráfico ficou por conta da artista gráfica e editora de arte Thaís de Bruÿn Ferraz.
Úrsula Antunes, assistente editorial e preparadora do texto dessa obra. Além disso, acompanha como ninguém os percalços e necessidades exigentes do financiamento coletivo.
Mariana Elis, nas imprescindíveis revisões de texto e Pedro Henrique Andrade Silva nos mocapes.
E eu, Sandra Abrano, na criação do projeto editorial Clássicos Vintage, da edição da obra e coordenação da equipe.
É uma turma e tanto de pessoas criativas, especialistas em suas áreas, comprometidas com a produção e divulgação de ótimos livros!!
CRONOGRAMA:
JULHO / AGOSTO / SETEMBRO. Financiamento coletivo, diagramação e revisões finais
OUTUBRO. Impressão gráfica
NOVEMBRO. Remessa dos livros aos apoiadores
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS:
Título: Apocalipse -- Ficção científica latino-americana, a origem
ISBN: 978-65-85261-21-0
Autores: Roberto ARLT, Aluísio AZEVEDO, Leopoldo LUGONES, Joaquim Manuel de MACEDO, Amado NERVO
Organizadores: Camilla Cattarulla, Giorgio de Marchis
Tradutores: Fábio Bortolazzo Pinto, Francesca Cricelli, Sérgio Karam
Encadernação: Capa dura
Número de páginas: 160
Detalhes dos livros da coleção CLÁSSICOS VINTAGE:
O Doutor Negro, de Arthur Conan Doyle
A Ilha das Almas Selvagens, de H.G. Wells
Contemplação, de Franz Kafka
Escalas Melografiadas e Fábula Selvagem, de César Vallejo
Pavor Dentro da Noite, de João do Rio














