Sou Lissandra Martins Souza — mas quem assina esta história é Ayla. Escolhi esse pseudônimo não para me esconder, mas para separar dois territórios que sempre convivi de perto: o rigor técnico da não ficção e a liberdade da narrativa literária — e para brincar com a ideia de que Ayla, Evelyn e as mulheres que atravessam este livro são, de certa forma, descendentes umas das outras. Enfermeira obstetra há quase trinta anos, atuei em partos hospitalares e domiciliares e fui a primeira profissional da categoria a atuar em Brasília, onde ajudei a criar e coordenar o primeiro curso de residência em enfermagem obstétrica da cidade. Hoje aposentada da linha de frente, sigo formando novas parteiras e palestro sobre neurociência do parto em congressos nacionais e internacionais. O Livro de Horas de Evelyn Stanton é minha estreia na ficção — e é, sem dúvida, a filha mais direta de tudo que vivi com as mãos.
