Desde 2016, o Catarinas existe porque mulheres, pessoas LGBTQIAPN+, movimentos sociais e comunidades historicamente silenciadas precisavam de um jornalismo que não desviasse o olhar diante das violências, desigualdades e disputas de poder.
No estado mais conservador do Brasil, escolhemos enfrentar temas difíceis: violência de gênero, aborto legal, racismo, justiça reprodutiva, direitos indígenas, perseguição política, desinformação e ataques à democracia.
Dez anos depois da nossa fundação, vemos o machismo se reorganizar e se transformar também em produto lucrativo nas plataformas digitais. Na chamada "machosfera”, influenciadores masculinistas e grupos incels acumulam audiência disseminando misoginia, violência e desinformação como entretenimento.
Fazer jornalismo feminista em um país marcado pelo avanço conservador exige coragem, tempo, estrutura e sustentação coletiva.
Nosso compromisso editorial segue sendo produzir jornalismo feminista, crítico e independente para disputar narrativas sobre o presente e defender os direitos humanos.

O Catarinas impacta a vida das pessoas
Ao longo desses dez anos, o Catarinas produziu reportagens, podcasts, campanhas, cursos, coberturas especiais e projetos que fortaleceram debates fundamentais sobre direitos humanos e justiça social.
Vamos lembrar alguns momentos em que o jornalismo do Catarinas impactou diretamente a vida das pessoas?
Nossa cobertura sobre a menina de 11 anos persuadida a não acessar o aborto legal contribuiu para que a criança tivesse o direito garantido e pudesse recuperar sua infância. A repercussão do caso também ajudou a expor internacionalmente as violações de direitos humanos enfrentadas por meninas brasileiras diante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
Alguns anos depois, contamos a história de uma menina de 14 anos pressionada por uma rede antiaborto a seguir com a gestação sob promessas de apoio que nunca chegaram. Após a publicação da reportagem, uma rede de solidariedade se formou e a família recebeu auxílio financeiro.
Nossa defesa da infância também esteve presente na mobilização contra o PL 1904, que tentou equiparar o aborto após 22 semanas ao crime de homicídio, inclusive em casos envolvendo crianças estupradas, justamente aquelas que mais enfrentam dificuldades para acessar o procedimento dentro do tempo adequado. O Catarinas esteve entre os 10 perfis que mais engajaram o tema no Instagram e integrou uma mobilização histórica em defesa da vida das meninas.
Foi também o Catarinas, em parceria com o The Intercept Brasil, que contou o caso de Sonia Maria de Jesus, mulher negra e surda mantida por décadas em situação análoga à escravidão na casa de um desembargador em Santa Catarina. Após a repercussão do caso, o nome da esposa do magistrado foi incluído na Lista Suja do Trabalho Escravo.
Em 2021, revelamos como no primeiro feminicídio registrado em Santa Catarina durante a pandemia, a justiça catarinense decretou a liberdade do réu confesso, Nelson Pretzel. A decisão foi revertida, mas ele fugiu. Nossa reportagem trouxe o rosto de Nelson na capa e a repercussão fez com que ele fosse reconhecido por uma leitora no interior do Rio Grande do Sul, que chamou a polícia. Nelson foi condenado a 17 anos de prisão pelo feminicídio.
Esses são alguns exemplos de uma cobertura comprometida com os direitos humanos e com a coragem de abordar temas frequentemente silenciados pela mídia tradicional.

O trabalho nos bastidores
Cada reportagem publicada envolve investigação, entrevistas, análise de documentos, checagem de informações, cuidado com fontes, edição, revisão, acessibilidade, segurança digital e acompanhamento dos desdobramentos.
Jornalismo é trabalho especializado e responsabilidade pública.
Ao longo desses anos, resistimos a ataques virtuais, perseguições políticas e tentativas de criminalização do nosso trabalho.
Seguimos produzindo jornalismo independente porque existe uma rede de pessoas que entende que informação de qualidade nasce do apoio coletivo.
Mas, sem sustentação, não há mudança.
Esta campanha existe para garantir que o Catarinas siga produzindo jornalismo crítico, independente e feminista em um cenário cada vez mais hostil à democracia e aos direitos humanos.
Apoiar o jornalismo feminista é uma responsabilidade coletiva
O Catarinas sempre foi construído coletivamente.
Foi assim na campanha de financiamento que possibilitou nosso nascimento em 2016. Após 10 anos, precisamos que você continue nos fortalecendo.
Quando você apoia o Catarinas, fortalece:
um jornalismo que enfrenta o machismo;
a produção de informação crítica em tempos de desinformação;
a amplificação da presença de mulheres, pessoas LGBTQIA+, indígenas, negras e comunidades historicamente invisibilizadas;
Fortaleça o jornalismo que há 10 anos enfrenta o machismo. Apoie o Catarinas.


