
A Vida da Criança em Situação de Risco…
Antes da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), as instituições existentes para acolhimento de crianças e adolescentes eram os antigos orfanatos, educandários ou colégios internos, amparadas pelo Código do Menor.
Durante décadas, essas instituições ficaram conhecidas como espaços de abandono, funcionando como grandes instituições fechadas, isolados da comunidade e atendendo muitas crianças ao mesmo tempo.
Nelas, as crianças e adolescentes permaneciam até completar 18 anos, não existindo portando nenhum trabalho para garantir a convivência familiar e comunitária.
Mas muita coisa mudou. Atualmente no Brasil cerca de 40 mil crianças e adolescentes estão em situação de acolhimento.
E o que isso quer dizer?
Que esses meninos e meninas se encontram provisoriamente sob tutela do Estado, morando em uma das 4 modalidades de Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes: Abrigos Institucionais, Casas Lares, Famílias Acolhedoras e Repúblicas Jovem.
A Jornada da Criança em Situação de Risco no Município de São Paulo…
De acordo com a ONG Visão Mundial, 77.290 crianças e adolescentes na cidade de São Paulo estão em situações de risco que incluem abusos, negligência e exploração.
O Município de SP tem em operação 136 Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes – SAICA, com 2.605 vagas.
Na cidade de São Paulo, existem apenas quatro Repúblicas Jovens, que recebem jovens entre 18 e 21 anos em situação de vulnerabilidade social, que cresceram ou não em abrigos. Juntas, as repúblicas disponibilizam um total de 48 vagas.
A crise dos 18 anos…
O aniversário de 18 anos costuma gerar nervosismo e ansiedade nos jovens. É neste momento que as portas do mundo adulto começam a se abrir.
Para os adolescentes em situação de acolhimento que permanecem em abrigos ou casas lares até os 18, chegar à maioridade traz um motivo a mais de ansiedade: poucos sabem onde irão viver depois disso.
De acordo com dados disponíveis no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), existem 653 adolescentes com 17 anos em instituições de acolhimento no Brasil.
Que passa na cabeça de um jovem acolhido quando completa 18 anos?
Que futuro terá este jovem?
Foi pensando nestas questões centrais que nasceu a ideia de criação do Celeiro.
Muito mais do que uma casa para o jovem morar até completar 21 anos, é um lugar de formação.
No Celeiro o jovem terá acesso a um plano de desenvolvimento individual, respeitando suas escolhas, potencialidades e aptidões e terá a possibilidade de estudar, de trabalhar, desenvolvendo sua autonomia para a entrada digna no mundo do trabalho.
Convênio com Escolas de idiomas e Escolas Técnicas darão ao jovem acolhido a oportunidade de se capacitar e ingressar no mundo do trabalho em melhores condições de acesso.
São os Pilares do Celeiro:
- Regate da Auto-estima
- Promoção de Autonomia
- Independência
Para tornar este sonho possível vamos precisar de toda ajuda!
