Graças aos apoiadores, já conquistamos cinco metas estendidas! O livro será impresso em papel pólen bold, com fitilho marcador, pintura trilateral e incluirá biografias das autoras, além de um conto extra traduzido diretamente do alemão por Úrsula Antunes. Obrigado a todos que apoiaram até aqui. Ajude-nos a divulgar o projeto para conquistarmos mais metas 🔥
Ao longo dos séculos, elas assombraram o imaginário coletivo.
Das histórias infantis até o meo real provocado pela intolerância religiosa, que condenou milhares de mulheres à forca e à fogueira, a figura da bruxa sempre despertou curiosidade, medo e inspiração, tornando-se um verdadeiro símbolo de subversão e poder feminino e com presença marcante na cultura pop, desde as histórias infantis até o cinema de horror.
Reunindo diferentes tradições e representações literárias dessas mulheres tão fascinantes quanto enigmáticas, a editora O Grifo orgulhosamente apresenta Dança das bruxas: contos de horror e feitiçaria escritos por mulheres, uma antologia que reúne histórias de bruxas escritas pela pena mágica de autoras dos séculos XIX e XX de países como Inglaterra, EUA, Itália, Espanha, Argentina, Irlanda, Portugal e Brasil.
Preparem-se: o sabá está chegando!
A edição será em capa dura, formato 23x16 cm, com aproximadamente 224 páginas em papel pólen bold. Conforme conquistarmos novas metas, melhorias podem ser adicionadas .
📖 Organização de Ismael Chaves
✍️ Tradução de Verena Cavalcante (inglês e espanhol) e Julia Lobão (italiano)
✍️ Apresentação da escritora e historiadora da arte Juliana Cunha
✍️ Posfácio da pesquisadora Gabriela Larocca sobre a bruxa no cinema
Assista à live sobre o projeto no canal Fantasticursos:
Jacket exclusiva e limitada apenas para os primeiros 200 apoiadores!
INGLATERRA
O Campo — Elinor Mordaunt (1872-1942)
As Bruxas de Auldearne — Eliza Lynn Linton (1822-1898)
Dionea — Vernon Lee (1856-1935)
A Satanista — Mary Crawford Fraser (1851-1922)
IRLANDA
A Curandeira — Lady Gregory (1852-1932)
ESTADOS UNIDOS
A Bruxa Caprusche — Elizabeth Fries Ellet (1818-1877)
Quando eu era bruxa — Charlotte Perkins Gilman (1860-1935)
ITÁLIA
A meia de Befana — Emma Perodi (1850-1918)
A feiticeira — Matilde Serao (1856-1927)
ESPANHA
Possessão — Emilia Pardo Bazán (1851-1921)
ARGENTINA
Ervas e alfinetes — Juana Manuela Gorriti (1818-1892)
PORTUGAL
A Feiticeira — Ana de Castro Osório (1872-1935)
BRASIL
A Mão do Diabo — Corina Coaraci (1858-1892)
Elinor Mordaunt era o pseudônimo de Evelyn May Clowes (1872–1942). Foi uma romancista prolífica e popular, nascida em Nottinghamshire, Inglaterra, mas que trabalhou na Austrália e na Grã-Bretanha nos primeiros trinta e cinco anos do século XX. O primeiro livro de Evelyn, The Garden of Contentment, foi publicado na Inglaterra em 1902, já sob o pseudônimo 'Elinor Mordaunt'. Em Melbourne, ela publicou um volume de esboços, Rosemary, That's for Remembrance (1909), e em 1911 apareceu On the Wallaby through Victoria, de EM Clowes, um relato interessante das condições naquele estado naquele período. Retornando à Inglaterra em 14 de julho de 1909, ela logo começou uma longa série de volumes de ficção. Ela mudou seu nome por escritura pública para Evelyn May Mordaunt em 1º de julho de 1915 e ganhou reputação como escritora de contos para revistas. Possivelmente seu melhor trabalho foi colocado em seus contos, muitas vezes mostrando um senso sombrio de tragédia e humor. Uma coleção deles apareceu em 1934, The Tales of Elinor Mordaunt. Ela também foi autora de Death it is, Judge Not, Hobby Horse, Roses in December, Tropic Heat, Here Too is Valour e Blitz Kids. Sua autobiografia, Sinabada, que relata muitas de suas fascinantes viagens por uma ampla variedade de países, incluindo os trópicos, foi publicada em 1938.
Elizabeth Fries Ellet (1818-1877) foi uma escritora, historiadora e poetisa americana. Ela foi a primeira escritora a registrar a vida de mulheres que contribuíram para a Guerra da Independência dos Estados Unidos. Nascida Elizabeth Fries Lummis, em Nova York, publicou seu primeiro livro, Poems, Translated and Original, em 1835. Casou-se com o químico William Henry Ellet e o casal mudou-se para a Carolina do Sul. Publicou vários livros e contribuiu para diversos periódicos. Em 1845, voltou para Nova York e assumiu seu lugar no cenário literário local. Seu conto, “A Bruxa Caprusche”, publicado em 1845, é considerado a primeira narrativa de ficção sobre bruxas escrito por uma mulher.
Eliza Lynn Linton (1822-1898) foi a primeira jornalista assalariada da Grã-Bretanha e autora de mais de 20 romances. Apesar de seu papel pioneiro como mulher independente, muitos de seus ensaios tinham um forte viés antifeminista. Em 1896, ela se tornou uma das primeiras mulheres a ser eleita para a Sociedade de Autores e foi a primeira mulher a servir no comitê da sociedade. Em 1861, publicou Witch Stories, uma coletânea de histórias da Inglaterra, Escócia e arredores, baseada em registros judiciais, sobre a acusação de bruxaria durante o delírio de bruxaria dos séculos XV e XVI.
Charlotte Perkins Gilman (1860-1935) foi uma grande romancista americana; também escritora de contos, poesia e não-ficção e uma palestra sobre reforma social.Ela era uma utopista feminista em uma época em que suas ações não condiziam com as atitudes das mulheres, e serviu de modelo para futuras gerações feministas por causa de seus conceitos não ortodoxos e seu estilo de vida. O seu trabalho mais famoso é seu conto semi-autobiográfico O Papel de Parede Amarelo.
Mary Crawford Fraser (1851-1922), geralmente conhecida como Sra. Hugh Fraser, foi uma escritora conhecida por suas várias memórias e romances históricos. Irmã do romancista Francis Marion Crawford, foi a autora de Palladia (1896), The Looms of Time (1898) e The Stolen Emperor (1904). Seu conto A Satanista (1912) é considerado pelo jornalista e escritor Peter Haining como uma das principais histórias que estabeleceu os padrões para a ficção ocultista dos anos 1960, “com suas cenas arrepiantes e descrições vívidas de uma missa negra”, e se reflete nas histórias de August Derleth e Dennis Wheatley.
Lady Gregory (1852-1932), nascida Isabella Augusta Persse, foi uma dramaturga e folclorista anglo-irlandesa. Com William Butler Yeats e Edward Martyn, co-fundou o Irish Literary Theatre e o Abbey Theatre, e escreveu numerosas obras curtas para as duas empresas. Lady Gregory produziu vários livros de recontagens de histórias retiradas da mitologia irlandesa. Nascida em uma classe que se identificava com o domínio britânico, voltou-se contra. Sua conversão ao nacionalismo cultural, como evidenciado por seus escritos, foi emblemática de muitas das lutas políticas que ocorreram na Irlanda durante sua vida. Lady Gregory é lembrada principalmente por seu trabalho por trás do Irish Literary Revival. Sua casa em Coole Park, no Condado de Galway, serviu como um importante ponto de encontro para figuras importantes do Renascimento. Suas peças caíram em desuso após sua morte e agora raramente são realizadas. Muitos dos diários e revistas que manteve durante a maior parte de sua vida adulta foram publicados, fornecendo uma rica fonte de informações sobre a história literária irlandesa durante as primeiras três décadas do século XX.
Vernon Lee, pseudônimo de Violet Paget (1856-1935), foi uma escritora britânica, atualmente reconhecida por seus trabalhos sobre estética e suas histórias de fantasmas. Ele também cultivou o romance e os livros de viagem, analisou a arte e a música italianas e debateu por meio do gênero ensaio. Feminista convicta, ela também professou ideias pacifistas durante a Primeira Guerra Mundial. Toda a sua obra, quarenta volumes, gira em torno da vida e da cultura da Itália, onde conviveu com as principais figuras literárias inglesas do século XIX.
Emma Perodi (1850-1918) foi uma escritora e jornalista italiana, mais conhecida por seus livros infantis. A partir de 1881, foi colaboradora e, a partir de 1887, diretora do Jornal Infantil (Giornale per i bambini), publicado em Roma. Sua obra mais conhecida é "As Histórias da Vovó" (Le novelle della nonna), uma coletânea de contos fantásticos ambientados no Casentino, publicada em fascículos entre 1892 e 1893. Embora pensada para crianças, algumas das histórias contêm elementos góticos que podem ser apreciados por adultos.
Matilde Serao (1856-1927) foi uma escritora e jornalista italiana, da escola do naturalismo e da corrente literária italiana Verismo. Era filha do italiano Francesco Serao, advogado e jornalista, e de Paolina Borely, nobre grega de família decadente, descendente dos príncipes Scanavy de Trebisonda. Foi indicada para o Prêmio Nobel de Literatura em 1926, concorrendo com Grazia Deledda. Juntamente Edoardo Scarfoglio fundou em março de 1892 na cidade de Nápoles o jornal italiano Il Mattino.
Emilia Pardo Bazán (1851-1921), condessa de Pardo Bazán, foi uma nobre e aristocrata, romancista, jornalista, ensaísta, crítica literária, poetisa, tradutora, dramaturga, editora, catedrática e conferencista galega espanhola, introdutora do naturalismo em Espanha. Foi também uma das principais precursoras do feminismo e da luta pelos direitos das mulheres durante o século XIX e inícios do século XX, falando publicamente sobre a necessidade de reivindicar o direito e livre acesso à instrução e educação das mulheres para a obtenção de uma sociedade igualitária. Com o intuito de «recolher, arquivar e interpretar, se é possível, as preocupações, superstições, crenças, tradições e contos que a evolução da sociedade e a mão niveladora da civilização vai extinguindo e apagando por toda a parte», Emilia Pardo Bazán presidiu a sociedade El Folk-Lore Gallego em 1881, realizando um importante estudo sobre os costumes, mitos e tradições que caracterizavam o espírito e perfil histórico da cultura e do povo galego.
Juana Manuela Gorriti (1818-1892) foi uma renomada escritora argentina e impulsionadora de um importante movimento intelectual no Peru na segunda metade do século XIX. Paralelamente à dedicação ao ensino, editou El Álbum (Lima, 1874) e La Alborada (Lima, 1874-1875), ambos semanários femininos, que abordavam principalmente temas relacionados à literatura, às artes e à educação, mas também incluíam notas sobre modas e acontecimentos teatrais da época. Participou também de La Revista de Lima (Lima, 1859-1863, 1873), publicação de literatura e história fundada por José Antonio de Lavalle. Publicou Sonhos e Realidades (1865), Panoramas da Vida (1876), Miscelâneas (1878), Oásis na Vida (1888), A Terra Nativa (1889), entre outros.
Ana de Castro Osório (1872-1935) foi uma escritora, jornalista, pedagoga, feminista e ativista republicana portuguesa. Focou seus esforços na luta pela causa republicana e a igualdade de direitos entre homens e mulheres, refletindo muitas vezes esses mesmos ideais nas suas obras literárias, e assim tornando-se numa das mais reconhecidas pioneiras ativistas feministas em Portugal. Mudando-se para Lisboa, em 1905, escreveu "Às Mulheres Portuguesas", o primeiro manifesto feminista português, seguindo-se a sua integração no Grupo Português dos Estudos Feministas e ainda, em 1908, a fundação da organização e associação política Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (LRMP), em Lisboa.
Corina Coaraci (1858-1892), nascida Corina Alberta Henriqueta Lawe de Vivaldi, foi jornalista, filha da americana Mary Frances Lawe e do jornalista brasileiro Carlos Francisco Alberto de Vivaldi. Sua família transferiu-se para o Brasil, quando ela tinha dois anos de idade. Seu pai havia sido nomeado, por Lincoln, cônsul dos Estados Unidos em Santos (SP), radicando-se depois no Rio de Janeiro, como comerciante. A convite de José do Patrocínio, Corina entrou para a redação do jornal Cidade do Rio, onde passou a escrever a coluna semanal “A Esmo”, onde transitava por diversos temas, como roubos, assassinatos, infanticídios, notícias literárias e políticas. Também escreveu sobre a posição da mulher enquanto ser social e preconizava a ampliação legal dos direitos civis e políticos da mulher, equiparando seus direitos aos dos homens. Colaborou em vários periódicos, dentro e fora do Brasil, como Ilustração do Brasil, South American Mail, Illustração Popular, Folha Nova, Gazetinha, The New York Herald, Cidade do Rio, Correio do Povo e O Paiz. Escrevia com vários pseudônimos: Condessa Augusta, Froufrou, Léo Leone, ou simplesmente C. Sua atuação ocorreu exclusivamente por meio do jornalismo, não deixando nenhum livro para posteridade.
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Ismael Chaves (organização) é editor, revisor, escritor e crítico literário, graduando em Letras pelo Centro Universitário Uninter. É editor do blog Escuro Medo e já publicou contos em algumas antologias, dentre elas O Novo Horror (2021, O Grifo), Carnificina 2 (2023, Carnage) e Predadores Noturnos (2023, Carnage). Foi finalista do V Prêmio ABERST de Melhor Narrativa Curta de Horror com o conto "Cordeiro de Deus". Co-escreveu o romance policial Decálogo (2023, Cinco Gatas) e é um dos organizadores da antologia O Novo Horror v.2 (2024, O Grifo). No Grifo, é o responsável pela pesquisa e curadoria dos selos Clássicos Ocultos e Salem, sendo organizador dos livros Missal para o Diabo: Contos e Poemas Assombrosos (2024) de Cruz e Sousa, Sertão: Edição Crítica (2025) de Coelho Neto, Medo Antigo: Uma antologia folk horror (2025), Góticas brasileiras (2025) e O Rei Fantasma (2025) de Coelho Neto.
Verena Cavalcante (tradução inglês e espanhol) é escritora, tradutora, preparadora e revisora de textos. Nasceu em São Paulo, mas foi criada no interior do estado, entre a mata atlântica e o cerrado, colecionando livros, invertebrados e fantasmas. Considerada uma das expoentes do chamado “gótico tropical”, escreveu os livros de contos Larva (Oito e Meio), O berro do bode (Penalux) e Inventário de predadores domésticos (Darkside Books). Em 2024, foi publicada em duas antologias de língua espanhola: Dantescas: Mujeres que descendieron a los infiernos (Fera), organizada por María Fernanda Ampuero, e Cabezas en la ventana (Elefanta), junto a grandes nomes da literatura latino-americana. Como nascem os fantasmas, seu primeiro romance, foi publicado em abril de 2025 pela Editora Suma.
Julia Lobão (tradução italiano) é formada pela UFRJ em Letras-Italiano. É Mestra e Doutora em Letras Neolatinas (Literatura Italiana) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em 2024 atuou como Visiting scholar na Università di Bologna (UniBo). Dentre as suas publicações recentes, destacam-se as seguintes traduções: Poesia Scapigliata (Ex Machina/Sebo Clepsidra, 2022); Os crisântemos, de Gabriele d’Annunzio (Melusine, 2022); A origem dos fósforos e O sonho místico, de Gabriele d’Annunzio (Raphus Press, 2022); O Vampiro, de Salvatore Taglioni (Sebo Clepsidra, 2024) e Lua em Foice: autoras italianas de ficção gótica, insólita e de horror (2023).
Juliana Cunha (apresentação) é escritora, produtora, curadora independente e mestre em artes pelo PPGARTES/UERJ. Foi uma das vencedoras do 2º Prêmio Afeigraf 2020, e vencedora do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica 2023 na categoria “Narrativa Curta de Horror”, com o conto “A devoradora”. Publicou contos independentes, em revistas literárias e em antologias. Notívagas (Ed. O Grifo, 2022) é seu livro de estreia.
Gabriela Larocca (posfácio) é historiadora e pesquisadora de cinema de terror. Doutora em História pela UFPR, há mais de dez anos trabalha com representação feminina no audiovisual e o uso do horror como fonte histórica. É produtora de conteúdo, podcaster, redatora e tradutora freelancer.
Daniel Gruber (coordenação editorial e projeto gráfico) é editor, escritor, professor e designer editorial. Fundador e editor-geral da O Grifo, é responsável pela coordenação-geral da editora e pelo projeto gráfico dos livros. É graduado em Comunicação, mestre em estudos culturais e doutor em Letras/Escrita Criativa. É autor, dentre outros livros, de A Floresta (2021) e A Noite do Cordeiro (2023) - este último finalista no Prêmio Jabuti. É um dos organizadores das antologias O Novo Horror, Anatomia das Sombras e O Novo Horror v.2. Ministra cursos sobre escrita de terror e mercado editorial. Foi finalista também do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica 2022 por A Floresta e vencedor na categoria projeto gráfico por O Novo Horror e A Noite do Cordeiro.
Mariana Elis (revisão) é profissional do texto. Edita, prepara e revisa textos de literatura gótica, de terror e congêneres desde que seu interesse pessoal atravessou a pesquisa acadêmica. Através do seu perfil no instagram, fala com escritores que desejam autopublicar.
Cronograma e prazos
ATENÇÃO: o prazo indicado para envio das recompensas é uma data estimada. Como se trata de um projeto ainda em execução, não há como precisar o prazo final, pois atrasos e contratempos podem ocorrer. Em todo caso, fique tranquilo, pois enviaremos e-mails frequentes aos apoiadores, atualizando sobre os cronogramas e prazos.
- Campanha: 29/05 a 29/06
- Tradução: novembro
- Preparação dos originais: dezembro
- Diagramação: fevereiro de 2026
- Revisão final e impressão: março de 2026
- Envios das recompensas: maio de 2026











