Adote um Educande
Contribua com a educação de uma criança negra e/ou indígena em vulnerabilidade social.
A Escola Afro-brasileira Maria Felipa, fundada em 2017, e o Instituto Afro-brasileiro Maria Felipa, criado em 2022, formam em Salvador (BA) um ecossistema dedicado à educação antirracista, decolonial e afrocentrada. Idealizada pela pesquisadora Bárbara Carine e consolidada em 2019 com a chegada de Maju Passos, a escola é a primeira instituição afro-brasileira registrada em território nacional. Em 2022, recebeu o Selo Escola Antirracista, concedido pela Defensoria Pública do Estado da Bahia, foi finalista do World's Best School Prizes e alcançou o 8º lugar no prêmio Educar com Equidade Racial e de Gênero. Em 2019, já havia sido finalista do prêmio "Sim à Igualdade Racial", categoria Educação, do ID_BR.
Impacto em números
• Mais de 1.000 crianças e mais de 10.000 educadores impactados diretamente desde 2017;
• Em 2026, 70% dos alunos matriculados estudam com bolsas integrais;
• Ensino trilíngue, em Português, Inglês e LIBRAS;
• Metodologia estruturada em quatro pilares: valorização da cultura negra na diáspora, desconstrução da centralidade eurocêntrica na educação, empoderamento da juventude negra e conhecimento dos legados civilizatórios, científicos e culturais da África.
• Atuação consolidada em duas cidades, Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ).

Nossa história
Em 2017, em Salvador - a cidade mais negra do mundo fora do continente africano, com 82,7% da população declarada negra (pretas e pardas) segundo o IBGE, a escritora e pesquisadora Bárbara Carine, mulher preta, doutora em ensino, filosofia e história das ciências, vivia o processo de adoção da filha Iana. Antes mesmo da chegada da menina, buscou uma escola que valorizasse a cultura do povo preto e a história dos povos indígenas, uma educação que enaltecesse a negritude do corpo da filha que estava por vir. Essa escola não existia. Bárbara decidiu, então, criar aquilo que faltava.
"Nós corpos pretos e famílias negras tem a humanidade destituída ao vivenciar uma educação eurocêntrica nos espaços escolares. Por isso, quis oferecer uma educação emancipadora e que valorize a diversidade. Não encontrei esta escola e decidi que minha filha não passaria por todas as violências que vivenciei na minha infância, na minha formação, consequentes do racismo estrutural. Quero que ela e outras crianças cresçam afirmando a coroa que carregam em suas cabeças".
Assim nasceu a Escola de Educação Infantil Afro-brasileira Maria Felipa, batizada em homenagem a Maria Felipa, mulher preta que combateu na Independência da Bahia. Em 2019, a escola recebeu sua primeira turma e passou a contar com Maju Passos, gestora cultural e dançarina, mãe do pequeno Ayo, como sócia da instituição. Hoje a escola é reconhecida como a primeira escola afro-brasileira registrada em território nacional e recebeu, em 2022, o Selo Escola Antirracista, concedido pela Defensoria Pública do Estado da Bahia.
A ação busca atingir a família como um todo, acolhendo-as e transformando-as na trajetória das crianças contempladas, ao trabalhar a identidade em comunidade. "Somos uma instituição privada e nossa mensalidade acaba atingindo grupos sociais privilegiados. Para alcançarmos crianças pretas e indígenas, moradoras de bairros periféricos e desassistidas de políticas públicas de Educação do Estado, desenvolve-se o Adote um Educande. Para isso, gostaríamos de mobilizar cidadãos que possam se engajar e fortalecer a educação de nossas crianças", pontua Maju Passos.
Com uma metodologia de ensino antirracista, afroafetiva e que valoriza as culturas africanas e indígenas, lutas de todes nós, é que temos convite aberto e contínuo a todes, por um mundo melhor, mais humano, que respeite e mantenha viva culturas ancestrais na mente, coração e dia a dia de todas as crianças que se tornarão adultos mais conscientes, esperançosos e formadores de opinião!
A EMF, que carrega o nome de Maria Felipa, mulher preta, combatente importante na Independência da Bahia, é um projeto que transforma sonho em realidade e constrói uma nova página na história do país ao compartilhar a busca de Bárbara com outras mães e pais, neste espaço escolar que resgata os conhecimentos ancestrais combatendo o eurocentrismo e a colonialidade do ser, do poder e do saber, inovando a educação com uma metodologia decolonial e afrocentrada, não se resumindo apenas a criança negra. “As crianças brancas também precisam compreender a humanidade do outro para entender que, assim como elas, pessoas negras e indígenas também são igualmente capazes de ocuparem esses espaços de poder”, completa Bárbara Carine.
Formas de contribuição
Seja você também uma memória ancestral na trajetória de nossas crianças. Faça parte do nosso projeto de responsabilidade social Adote um Educante!. Precisamos de sua colaboração para garantir uma educação que caiba todas/os/es!. Se engaje com a gente mensalmente, seja através de cartão de crédito, débito. PIX e transferências bancárias. São diversas formas de contribuir. Venha participar com a gente, precisamos de toda a sociedade.
O que sua contribuição institucional custeia
A manutenção da escola combina mensalidade paga por famílias que optam pelo modelo particular e o programa de bolsas integrais, hoje em 70% do corpo discente. Essa proporção só se sustenta porque apoiadores institucionais assumem, de forma direta, o custeio de vagas bolsistas. Sua contribuição institucional financia integralmente a permanência de uma ou mais crianças negras e indígenas em situação de vulnerabilidade social, cobrindo mensalidade, materiais didáticos, kits pedagógicos, atividades extraclasse, passeios e acolhimento psicopedagógico.
Apoie esta campanha e sustente um modelo que já funciona. Cada nova contribuição institucional amplia o número de vagas bolsistas em Salvador e no Rio de Janeiro.

Podemos contar contigo
A Escola Afro-brasileira Maria Felipa é a primeira escola afro-brasileira registrada no país: uma educação antirracista, decolonial e afrocentrada, com sede em Salvador, fundada em 2017 por Bárbara Carine e consolidada em 2019 com a chegada de Maju Passos. Em 2025, ao lado de Leandra Leal, a experiência chegou ao Rio de Janeiro, em Vila Isabel.
Manter essa escola de pé é uma tarefa coletiva. Hoje, 70% de nossas crianças estudam com bolsa integral, e cada bolsa existe porque alguém decidiu contribuir. A partir de R$5 por mês, você sustenta a permanência de uma criança negra ou indígena em vulnerabilidade social — mensalidade, material, alimentação do afeto e do conhecimento ancestral. Sem esse apoio, cadeiras se esvaziam; com ele, uma geração inteira aprende que carrega uma coroa na cabeça.
Entre no bando. Adote um Educande em Salvador, apoie uma criança bolsista no Rio e seja você também uma memória ancestral na trajetória de nossas crianças.
“Sozinhos vamos mais rápido, em bando vamos mais longe.” Provérbio Africano
Bárbara Carine, Maju Passos e Leandra Leal
