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Facada ou fakeada?

Reportagem investigativa de Raimundo Rodrigues Pereira irá a fundo para descobrir o que realmente aconteceu

Neste último fim de semana, oito corpos de moradores do Complexo do Salgueiro, um aglomerado de moradias pobres de São Gonçalo, cidade vizinha a Niterói, foram encontrados num manguezal próximo. No sábado, um sargento da PM do Rio foi morto na região, numa operação de patrulhamento. Ao que tudo indica, a polícia do Rio fez mais uma operação de retaliação como outras recentes. O dado mais recente já aponta dez mortos, indicando tratar-se de mais uma chacina – e não de um confronto.

Vamos investigar essa história, com bom jornalismo, como se deve? O encarregado da investigação pelo 247 é o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, que esteve em apurações semelhantes no Complexo do Alemão e no Jacarezinho. Sua reportagem recente sobre a chacina do Jacarezinho pode ser lida neste link.

Raimundo Rodrigues Pereira é um dos mais renomados jornalistas brasileiros, que fundou, durante a ditadura militar, o jornal Movimento, um dos mais importantes veículos de resistência aos desmandos daquele período. Raimundo também já dirigiu as revistas Senhor e Retrato do Brasil.

Investimento: R$ 5 mil (cinco mil reais). Com estes recursos, Raimundo irá entrevistar parentes das vítimas, os policiais envolvidos no caso e as autoridades do governo do Rio de Janeiro. A reportagem será um libelo em defesa dos direitos humanos, especialmente das populações mais vulneráveis.

Acesse o projeto: https://www.catarse.me/salgueiro

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O projeto

Depois dos documentários "Walter Delgatti - O hacker que mudou a história do Brasil”, “A história secreta da Cloroquina”, “Bolsonaro e Adélio: uma fakeada no coração do Brasil” e "100 anos de Paulo Freire: obra e legado", todos financiados pelo público, o jornalista Joaquim de Carvalho e a TV 247 realizarão uma nova investigação jornalística.

O documentário "A Máquina de Fakeadas da Extrema Direita" investigará o mecanismo de produção e financiamento da máquina de fake news que levou Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

O uso da mentira como método por Bolsonaro chegou, inclusive, à Organização das Nações Unidas no dia 21 de setembro de 2021. No discurso de abertura da assembleia-geral, falando em nome do Brasil, Bolsonaro apresentou falsidades sobre a situação no País, principalmente na área do meio ambiente, e voltou a defender o uso de remédios ineficazes contra a covid-19.

A nova investigação não tirará Joaquim de Carvalho da apuração do caso da facada ou suposta facada. Pelo contrário. Há evidências de que um tema está ligado a outro. Afinal, já é fora de dúvida que a versão que prevaleceu durante três anos sobre o episódio em Juiz de Fora foi falsa e serviu a uma operação de propaganda eleitoral.

Adélio Bispo de Oliveira não era um militante de esquerda quando desembarcou na cidade de Juiz de Fora dois meses depois de dividir com Carlos Bolsonaro o mesmo espaço no Clube de Tiro .38, na Grande Florianópolis. Além disso, sua defesa serviu claramente aos interesses do bolsonarismo.

A origem da máquina de fakeadas pode estar fora do Brasil. Duas semanas antes do episódio em Juiz de Fora, em um encontro com Eduardo Bolsonaro em Nova York, Steve Bannon, o estrategista da campanha de Trump, disse que Bolsonaro sofreria um atentado.

Também já se sabe que, em 2018, a campanha da extrema direita no Brasil promoveu disparos em massa de fake news a partir do exterior. O caso de disseminação organizada de notícias falsas está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal e também por uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, paralisada por conta da pandemia.

A imprensa, sobretudo a independente, deve ir além da divulgação de fatos apurados pelos órgãos oficiais. É preciso fazer a investigação própria e cumprir uma de suas mais nobres missões: a busca da verdade.

Orçamento

Para fazer esse novo documentário, Joaquim de Carvalho e o cinegrafista Eric Monteiro viajarão a Brasília e a outras cidades onde a presença da reportagem seja necessária.

Uma equipe também cuidará da montagem e finalização de todo o conteúdo. Os recursos arrecadados neste projeto de crowdfunding serão usados, portanto, na cobertura dessas despesas.

Por isso, contamos mais uma vez com o apoio de todos vocês e, desde já, externamos nossos agradecimentos. Muito obrigado!

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Apoie esta produção da TV 247 no centenário de Paulo Freire

A TV 247 e o site Brasil 247 realizam neste mês de setembro de 2021 a Semana Paulo Freire, para comemorar o centenário de nascimento do educador e filósofo brasileiro, um dos intelectuais mais citados em estudos científicos na área de ciências humanas em todo o mundo.

Apesar de sua obra, que inclui clássicos como a Pedagogia do Oprimido, ser um patrimônio da humanidade, Paulo Freire virou alvo recorrente da extrema direita brasileira.

Certamente, os que o atacam desconhecem sua obra e por isso hostilizam o grande educador que se tornou um fetiche da extrema direita.

Por quê?

A resposta é complexa, e é preciso formulá-la, mas com certeza está ligada à natureza de seus conceitos, a de que a educação é, sobretudo, uma ferramenta de emancipação popular, com autonomia do saber por parte do educando.

A extrema direita vê a educação como ferramenta de dominação, um meio para dotar o educando de técnicas que permitam a superexploração do trabalho, nada além disso.

Por isso mesmo, o atual ministro da educação, Milton Ribeiro, defende uma política educacional que restrinja o acesso às universidades, como se estas devessem servir apenas às classes média e alta.

Tive o privilégio de realizar uma das entrevistas que os editores de Paulo Freire consideram uma das mais importantes.

Era repórter do jornal O Estado de S. Paulo, empresa de comunicação que era um de seus maiores críticos, e especialista na cobertura de Educação quando acertei com ele a entrevista.

Paulo Freire colocou apenas uma condição: que a conversa fosse num almoxarifado da Secretaria de Educação. Fiz as perguntas que quis e os principais trechos da entrevista foram publicadas pelo jornal — talvez a contragosto dos proprietários do Estadão.

Poucos dias depois, em editorial, o jornal voltou a criticar o educador, mas a entrevista já estava publicada, com grande repercussão.

Neste encontro, pude testemunhar o compromisso de Paulo Freira com um Brasil verdadeiramente independente, o que só será possível com o povo plena e adequadamente educado, em que o saber seja uma construção que nasça de baixo e atinja seus pontos mais altos.

Está na hora de rever os conceitos de Paulo Freire e jogar holofotes sobre sua rica biografia, desde sua experiência na pequena cidade de Angicos, no Rio Grande do Norte.

Freire e sua equipe alfabetizaram 380 trabalhadores e estabeleceram um modelo que seria levado para todo o país. Uma das aulas foi prestigiada pelo presidente da República na época, João Goulart.

O projeto foi abortado por tanques do Exército, que em 1964 participaram do assassinato da democracia no País.

Freire foi preso e rotulado como comunista e subversivo. Mais tarde, exilou-se no Chile e depois morou na Inglaterra e Suíça, onde escreveu obras que foram publicadas em diversas línguas, inclusive hebraico.

Mas não em português, inicialmente, pois seu nome era proscrito no Brasil e não havia espaço na ditadura de Salazar, em Portugal. Ainda assim, formatou cursos em países de língua portuguesa no continente africano.

Freire recebeu 35 títulos de doutor honoris causa na Europa e no continente americano, assim como o Prêmio da Unesco da Educação para a Paz.

Este gigante da Pedagogia precisa ser conhecido e, principalmente, reconhecido em sua terra.

É o que nos propomos a fazer e, para isso, peço a sua colaboração no projeto de crowdfunding que estamos levantando.

Orçamento

Os recursos serão usados para custear o documentário e a realização da Semana Paulo Freire e sua obra, com entrevistas na TV 247.

Desde já, muito obrigado a todos vocês.

Joaquim de Carvalho

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