Jovens Talentos Brasileiros do Sumi-e – Tóquio 2027
Participação brasileira na Exposição de Arte das Crianças do Mundo – Tóquio 2027
20 crianças. 20 pinturas. Uma missão.
Ajude 20 crianças e adolescentes (até 16 anos) a aprender pintura sumi-e, produzir suas próprias obras e representar o Brasil em uma exposição no Japão.
Esta campanha é uma iniciativa da artista Hiromi Takano, com apoio institucional e divulgação do Instituto Sumi-e Brasil.
O objetivo é preparar 20 crianças e adolescentes brasileiros (até 16 anos) para criarem pinturas de sumi-e que representarão o Brasil na Art Exhibition by Children of the World (Exposição de Arte das Crianças do Mundo), em Tóquio, em janeiro de 2027, sob a orientação da artista Hiromi Takano.
Será emitido um certificado de participação para cada criança.
A exposição reúne obras de crianças e adolescentes de diferentes países e utiliza a pintura como instrumento para estimular sonhos e criatividade, contribuindo para a formação das novas gerações. Ao mesmo tempo, busca aproximar pessoas e culturas, promovendo a compreensão da diversidade de modos de vida existentes no mundo.
Sua origem remonta à Kanagawa Biennial World Children’s Art Exhibition, criada por ocasião do Ano Internacional da Criança de 1979. A primeira edição foi realizada em 1981, como parte da iniciativa “People-to-people Diplomacy” (Diplomacia entre os Povos), promovida pelo Governo da Província de Kanagawa. Desde então, a mostra ocorre a cada dois anos, reunindo a produção artística de crianças de diversas partes do mundo e utilizando a arte como meio de intercâmbio cultural.
É nesse contexto que surge o convite para a participação de 20 jovens brasileiros na edição de Tóquio, em janeiro de 2027.
Ao lado de obras de cerca de 700 crianças de mais de 30 países, suas pinturas levarão ao Japão não apenas uma arte de tradição japonesa, mas também a voz, a criatividade e o olhar de uma nova geração brasileira.
Para tornar essa participação possível, precisamos arrecadar R$ 31.000,00 para realizar 12 oficinas com as 20 crianças, produzir 20 pinturas e enviá-las ao Japão.
Conheça um pouco mais
Mas como essa missão surgiu? Por que o convite veio do Japão? E como uma arte de tradição japonesa encontrou no Cerrado uma nova forma de expressão?
Essa história não começou agora. É uma trajetória que liga Japão, Brasil e Cerrado por meio da pintura sumi-e — construída ao longo dos últimos nove anos.
Como Chegamos até Tóquio
Desde 2018, a artista Hiromi Takano dedica-se à pintura sumi-e. Ao longo desses anos, desenvolveu e aperfeiçoou sua técnica, tornando-se reconhecida no Brasil e no Japão, com homenagens e premiações.
Em 2025, apresentou a exposição Recortes do Cerrado, centrada no bioma brasileiro. O trabalho adapta a pintura sumi-e à temática nacional, conservando seus fundamentos clássicos. A partir dessa exposição, veio o convite para participar de uma mostra em Tóquio. A artista apresentou a obra Tamanduá-bandeira, que foi premiada e seguiu para nova exposição em Borja. O Cerrado ganhou o mundo.
O reconhecimento de sua arte e o interesse despertado pelo Cerrado levaram artistas japoneses a propor a realização de uma edição da exposição no Brasil. A proposta foi aceita e, em outubro deste ano, ocorrerá a mostra Arte Além das Fronteiras: Diversidades em Diálogo, com a participação de 80 artistas de 23 países e 89 obras.
Além disso, surgiu o convite para apresentar obras de 20 crianças brasileiras na Art Exhibition by Children of the World, em Tóquio, em janeiro de 2027.
A participação desses jovens abrirá caminho para outras. É uma chance de desenvolverem uma linguagem artística que, além de expressiva, promove autoconhecimento, quietude mental, atenção, foco e autoestima — competências essenciais tanto para a vida escolar quanto para a vida adulta.
Diante da data da exposição e da aproximação do término do ano letivo, há urgência em reunir as crianças e realizar as oficinas, para que as 20 obras sejam produzidas e enviadas a tempo.
Ao apoiar, você ajuda 20 estudantes do ensino fundamental do Distrito Federal a terem suas obras apresentadas em Tóquio e contribui para o intercâmbio artístico entre o Cerrado brasileiro e a tradição japonesa do sumi-e.
A Pintura Sumi-e
A pintura japonesa sumi-e reveste-se de beleza e força. Seus traços simples, mas decididos, expressam a comunhão com a terra: a pintura é também contemplação. Sua beleza está em revelar o mundo que se sente, mais do que o que se vê. A tinta preenche o papel, mas dialoga com o que ainda é possibilidade. O que não é preenchido também é pintura — nunca foi vazio, sempre foi potencial. Agora é arte.
O mesmo gesto que conduz o pincel conduz a mente. O praticante apura atenção, foco e concentração. Corpo, mente e espírito passam a agir de forma integrada. Essa é a força do sumi-e: um caminho de autoconhecimento.
Nascida nos mosteiros do budismo zen e difundida entre os samurais, a pintura reúne elementos centrais da identidade japonesa. Aprender essa arte é entrar em contato com o essencial da cultura do Japão. Atualizá-la para a realidade brasileira, preservando seus princípios, é manter viva sua força e torná-la um elemento enriquecedor da cultura nacional.
A participação das 20 crianças na exposição de Tóquio insere-se nesse percurso: o sumi-e chegou ao Brasil com os primeiros imigrantes japoneses (entre eles, os avós de Hiromi Takano); ganhou novas formas com a temática do Cerrado; e agora retorna ao Japão pela mão de uma nova geração brasileira, revelando sua vitalidade e renovação.
Participe dessa trajetória. Faça sua doação.
Para saber mais sobre o trabalho da artista Hiromi Takano, acesse os canais Sumie Brasil no YouTube e no Instagram. No YouTube estão os relatos do trabalho realizado com alunos de uma escola pública no Riacho Fundo (DF). No Instagram, você encontra um pouco da arte, das atividades e da história da artista.








