O Instituto AzMina é uma organização sem fins lucrativos que nasceu em 2015 para enfrentar a desigualdade de gênero no Brasil por meio da comunicação, tecnologia e narrativas feministas.
Sabemos que direitos não são garantidos apenas por leis. Eles dependem do acesso à informação de qualidade, da produção de conhecimento e de tecnologias e da capacidade de disputar narrativas.
Há 11 anos, produzimos, com a Revista AzMina, jornalismo investigativo sobre os direitos das mulheres, violência de gênero e saúde sexual e reprodutiva a partir de uma perspectiva interseccional e feminista, que considera raça, classe, território e outros marcadores sociais. Enquanto parte da cobertura tradicional trata esses temas de forma superficial ou estereotipada, nós produzimos reportagens sensíveis e aprofundadas, sempre de forma gratuita. Porque acreditamos que informação de qualidade pode ser uma ferramenta de mobilização, proteção e garantia de direitos.
Diante da realidade da violência de gênero, desenvolvemos o PenhaS, uma ferramenta criada para ajudar mulheres a encontrar informação, orientação e apoio em situações de violência doméstica. O aplicativo, disponível para Android e iOS, reúne orientação, serviços e caminhos possíveis de proteção, com foco em autonomia e acesso a direitos. Além disso, realizamos outras atividades formativas e buscamos ampliar o alcance e conscientização sobre o tema.
Também acompanhamos como decisões políticas afetam a vida de mulheres, meninas e pessoas LGBTQIAPN+. Para isso, desenvolvemos a Quitér.IA, nossa IA feminista capaz de monitorar, interpretar e classificar projetos de lei relacionados a esses direitos. A tecnologia integra o projeto Elas no Congresso, que desde 2019 monitora a atividade parlamentar em Brasília.
A transformação cultural também faz parte da nossa atuação. Na frente de literatura e cultura, realizamos o Clube do Livro AzMina, um encontro bimensal que lê e discute obras de autoras mulheres e pessoas LGBTQIAPN+. O clube conta com a mediação do projeto História Guardada para criar um espaço de leitura e troca com a comunidade.
E com o Guardiãs do Futuro, nosso primeiro filme documentário, abordamos a crise climática a partir da experiência de mulheres do Recife. O curta-metragem, que entre 2026 e 2027 estará circulando por festivais e cineclubes, mostra como os impactos do aquecimento global, do desmatamento e das enchentes atravessam as pessoas de maneiras diferentes, principalmente quando fazemos o recorte de gênero, raça e território.
Embora atuem de formas diferentes, todas essas iniciativas têm um objetivo em comum: ampliar o acesso à informação, fortalecer direitos e construir uma sociedade mais justa para mulheres, meninas, pessoas negras e LGBTQIAPN+.
Nada disso acontece por acaso.
Manter uma organização independente significa sustentar uma equipe que produz jornalismo investigativo, desenvolve soluções tecnológicas com perspectiva feminista, monitora legislações e políticas públicas, e cria conhecimento acessível para milhares de pessoas.
As doações individuais ajudam a garantir que esse trabalho continue existindo com autonomia, sem barreiras de acesso e comprometido exclusivamente com o interesse público.
Ao apoiar o Instituto AzMina, você ajuda a manter vivas iniciativas que informam, protegem e ampliam direitos.

