O fim do ano está chegando e, em meio ao turbilhão das últimas semanas, muita gente já começou a pensar em 2027.
Mas, a reta final de 2026 ainda promete boas leituras e é esse o convite que eu venho trazer aqui. Aliás, venho trazer uma novidade e um convite.
Vem ler Filosofia comigo!
Desde a leitura coletiva da Ilíada até agora, nosso Clube do Livro via Catarse, se voltou, exclusivamente, para a Literatura. Porém, é hora de dar um passo adiante e trazer para cá o Clube de Filosofia, que funcionava na minha plataforma de cursos, o Parthenon.
A partir de novembro, os assinantes do antigo plano Marginália (R$25) passam a ter acesso a leituras guiadas de grandes obras de Filosofia e não-ficção que nos ajudam a entender melhor o nosso mundo e a nós mesmos.
O que vamos ler no Clube de Literatura?
Macbeth: Um trio de bruxas encontra dois generais, Macbeth e Banquo, e em uma profecia, afirmam que o primeiro se tornará rei, ao contrário do outro. Esta visão de futuro desencadeia uma série de acontecimentos imprevistos, em uma violenta disputa pelo poder. Este é o início de Macbeth , uma das obras-primas da literatura mundial.
Memórias póstumas de Brás Cubas: Brás Cubas está morto. Mas isso não o impede de relatar em seu livro os acontecimentos de sua existência e de sua grande ideia fixa: lançar o Emplasto Brás Cubas. Deus te livre, leitor, de uma ideia fixa. O medicamento anti-hipocondríaco torna-se o estopim de uma série de lembranças, reminiscências e digressões da vida do defunto autor.
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O que vamos ler no Clube de Filosofia?
O mito de Sísifo: Este ensaio sobre o absurdo tornou-se uma importante contribuição filosófico-existencial e exerceu profunda influência sobre toda uma geração. Camus destaca o mundo imerso em irracionalidades e lembra Sísifo, condenado pelos deuses a empurrar incessantemente uma pedra até o alto da montanha, de onde ela tornava a cair, caracterizando seu trabalho como inútil e sem esperança. O autor faz um retrato do mundo em que vivemos e do dilema enfrentado pelo homem contemporâneo: “Ou não somos livres e o responsável pelo mal é Deus todo-poderoso, ou somos livres e responsáveis, mas Deus não é todo-poderoso.” Quando Camus publicou O mito de Sísifo , em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, o mundo parecia mesmo absurdo. A guerra, a ocupação da França, o triunfo aparente da violência e da injustiça, tudo se opunha de forma brutal e desmentida à ideia do universo racional. Os deuses que condenaram Sísifo a empurrar incessantemente uma pedra até o alto da montanha, de ela tornava a cair, caracterizaram um trabalho inútil e sem esperança que podia exprimir a situação contemporânea.
Eichmann em Jerusalém: Em 1960, seqüestrado num subúrbio de Buenos Aires por um comando israelense, Adolf Eichmann é levado para Jerusalém, para o que deveria ser o maior julgamento de um carrasco nazista depois do tribunal de Nuremberg. Mas, durante o processo, em vez do monstro sanguinário que todos esperavam ver, surge um funcionário medíocre, um arrivista incapaz de refletir sobre seus atos ou de fugir aos clichês burocráticos. É justamente aí que o olhar lúcido de Hannah Arendt descobre a "banalidade do mal", ameaça maior às sociedades democráticas. Numa mescla brilhante de jornalismo político e reflexão filosófica, Arendt investiga questões sempre atuais, como a capacidade do Estado de transformar o exercício da violência homicida em mero cumprimento de metas e organogramas.
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Como participar?
Serão 2 clubes separados, que você pode acessar pelo seu plano de assinatura:
▪ Clube de Literatura: no plano de R$15
▪ Clube de Literatura e Filosofia: no plano de R$25
Para participar, basta selecionar o plano que corresponde ao Clube do seu interesse.
E, se tiver alguma dúvida, meu email é: oi@fernandaoliveira.net
Vamos ler juntos nessa reta final do ano?









