Quando pensamos na Segunda Guerra Mundial, quase sempre imaginamos soldados, aviões, trincheiras e cidades devastadas.
Mas havia outra guerra acontecendo.
Uma guerra silenciosa.
Ela acontecia dentro dos hospitais.
Nas enfermarias.
Nas maternidades.
Enquanto o mundo discutia fronteiras e exércitos, milhares de mulheres davam à luz em um sistema que, muitas vezes, pouco perguntava sobre seus medos, seus desejos ou suas escolhas.
Foi durante minhas pesquisas que percebi algo que me acompanhou durante toda a escrita deste romance: algumas das histórias mais importantes daquele período nunca ocuparam as primeiras páginas dos livros de História.
Não eram generais.
Não eram políticos.
Eram enfermeiras, parteiras, médicas e mulheres comuns que continuavam cuidando da vida enquanto tudo ao redor parecia desmoronar.
Foi desse encontro entre fatos históricos e imaginação que nasceu O Livro de Horas de Evelyn Stanton.
Mais do que reconstruir uma época, eu queria acompanhar uma mulher que acreditava profundamente na ciência, mas que também compreendia que o cuidado não podia existir sem humanidade.
Queria contar uma história sobre conhecimento transmitido entre mulheres.
Sobre escolhas difíceis.
Sobre coragem silenciosa.
Sobre aquilo que permanece vivo mesmo quando o tempo tenta apagar.
Talvez seja por isso que este romance nunca tenha sido, para mim, apenas uma narrativa ambientada na Segunda Guerra Mundial.
Ele sempre foi uma história sobre memória.
Sobre legado.
E sobre as pessoas que continuam acendendo pequenas luzes justamente quando o mundo parece mergulhar na escuridão.
Porque algumas histórias não sobrevivem apenas por terem acontecido.
Elas sobrevivem porque alguém decidiu contá-las.
Nos próximos dias, quero compartilhar um pouco mais sobre a mulher que nasceu dessa pesquisa. Afinal, antes de existir um romance, existiu uma personagem que começou a ocupar meus pensamentos todos os dias. E foi assim que conheci Evelyn Stanton.
#FicçãoHistórica, #MulheresNaHistória #HumanizaçãoDoParto.







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