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ANDREI TARKÓVSKI reimpressão

Um achado valiosíssimo

Por aqui vamos continuar contando sobre nosso processo de edição do maravilhoso livro de Esfir Chub, Minha vida é o cinema: em plano aberto que verdadeiramente, traz joias raras para os pesquisadores e admiradores do cinema, do cinema soviético, mas também para a História Social e Política.

Há um trecho incrível em que a cineasta narra o encontro de uma foto encantadora e que, na certa, muitos de vocês já viram circulando por aí: a imagem de Lênin com um gato no colo em que se espelha a inequívoca ternura do líder bolchevique pelo bichano.

No livro, Chub vai contando como foi difícil buscar e encontrar documentos fílmicos do período imperial, mas também da Revolução de Outubro, para fazer seu filme O grande caminho (1927) que era, justamente para as celebrações dos dez primeiros anos dessa revolução. Diz ela:

“O exame desse material identificou um achado valiosíssimo: um negativo desconhecido de uma filmagem de V. I. Lênin, filmado em primeiro plano com um gato no colo (fragmentos mostrados pela primeira vez em O grande caminho).“

Acredito que nenhum de vocês sabia que essa “fotografia” quase esteve perdida e foi recuperada justamente devido aos esforços de Chub, a grande maga da mesa de montagem e grande diretora do período revolucionário.

Este relato da cineasta está no artigo “O primeiro trabalho”, publicado na revista Soviétski Ekrán (Moscou, 1928, n. 51). Chub narra as dificuldades de buscar e selecionar rolos e mais rolos de filmes dispersos pelo mundo, a dificuldade de recuperá-los e o que isso significa para a documentação histórica da URSS, de Lênin e da história política e social.

O artigo, publicado na revista Soviétski Ekrán (Moscou, 1928, n. 51), está incluído no livro Minha vida é o cinema: em plano aberto. Traduzido do russo para o português por Luis Felipe Labaki. São Paulo: Kinoruss, no prelo.

Mulheres de cinema, de música e de poesia

Por aqui nos entusiasmamos tanto com a produção do segundo volume de Minha vida é o cinema que, como contamos no último post, criamos uma conta no Spotify, a Kinoruss Edições [Sonora], onde nasceu a playlist Esfir Chub Musical.

À medida que temos um tempinho, vamos postando as músicas que subimos, que são indicações de leitores e/ou amigos e amigas. Você curte essa ideia?

Com isso, também buscamos aproximar você dessa arte sonora denominada "clássica" ou "erudita", em que o povo mais ao leste é simplesmente genial, lembrando aqui, de raspão, que não nos referimos apenas à Rússia, pois temos nomes como Béla Bartók, da Hungria; Antonín Dvořák, da República Tcheca e, talvez o mais conhecido, Frédéric Chopin, da Polônia, dentre muitos outros.

Na playlist Esfir Chub Musical, por enquanto, há apenas compositores e compositoras russas. E hoje vou citar uma mulher que, assim como Chub, foi invisibilizada, não apenas mundialmente, mas também em seu país de origem.

Trata-se de Iúlia Veissberg (1880-1942), que aparece na foto desse post. Ela foi uma das primeiras compositoras profissionais da Rússia. Formada por mestres como Max Reger, Engelbert Humperdinck e Rímski-Kórsakov de quem foi nora. Sua carreira sofreu abalos a partir da Revolução e ela acabou por ser silenciada. Em 1942, morreu de fome e exaustão durante o cerco a Leningrado.

Se sua música, que não era ouvida desde o início do século XX, nos chega hoje é porque a magnífica soprano Sarah Moulton Faux, além de interpretá-la foi a responsável por trazê-la de volta à cena, após exaustiva investigação das partituras e da vida de Iúlia Veissberg.

E os versos que Sarah canta nesta música, "Gulnara's Song, Op. 32”, de nossa playlist, são de Sofia Parnok (1885-1933), jornalista, tradutora e poeta, a "Safo russa”, grande amor de Marina Tsvetáeva (1892-1941). Assim, trazemos mulheres celebrando mulheres artistas, geniais, sensíveis, com obras ímpares.

Vale lembrar que foi nosso amigo Irineu Franco Perpétuo, crítico musical e tradutor do russo, quem nos presenteou com essa indicação tão especial. Agradecemos demais!

E você, conhecia essa música? Sabe alguma coisa sobre mulheres compositoras do leste europeu? Pois salve este post e siga-nos no Spotify para ouvir a nossa playlist atualizada.

Aproveito para lembrar que estamos disponibilizando artigos sobre nossa pesquisa e o mundo de nossos livros no Substack. Vale a visita!

Viva Esfir Chub! Obrigada ! ! !

Agradecemos a todas e todos que contribuíram com essa campanha tão linda e cheia de emoções!

Fechamos este ciclo de apoios, mas, a produção de nosso livro continua a todo vapor.

Continuem nos acompanhando por aqui e também no Instagram, onde fazemos posts mais curtos e ainda no Substack, onde recentemente começamos a publicar artigos com mais informações sobre o universo de nossa pesquisa e edições.

Nesta edição contamos com a participação de parceiras e parceiros que nos honram com sua competência, seriedade e comprometimento com a pesquisa e com as artes do livro: Erivoneide Barros, Fernanda Heitzman, Karla Holanda, Lúcia Monteiro, Luis Felipe Labaki, Neide Jallageas, Paulo Angerami e Rodrigo Alves do Nascimento. Também Priscila Marques esteve conosco na primeira etapa do projeto.

E tivemos o apoio da Numa Editora, parceira na divulgação de mulheres que trabalham com cinema e de Joyce Pais, do Clube das Diretoras (o "Diretoras" já diz tudo, não é mesmo?).

No caminho da campanha nos entusiasmamos com as músicas que ouvíamos e relacionávamos com Chub e criamos uma playlist colaborativa. Convidamos você a participar. É a "Esfir Chub Musical" no canal KINORUSS EDIÇÕES [SONORA] no Spotify que você acessa aqui: https://sptfy.bio/esfirchubmusical. Se quiser colaborar com nossa playlist, envie um link para nós em editora@kinoruss.com.br com a sua escolha sonora e umas três linhas contando para nós sobre a conexão que você faz desse som escolhido com Esfir Chub. Vamos ficar felizes em postar a sua música !

E se você souber de qual filme retiramos a sequência desse post, conte para nós !

NOVO LIVRO de Esfir Chub na Kinoruss: Neste 2º volume, o quadro se amplia 🎞️

!! ESTÁ NO AR: a nova campanha do 2º livro de Esfir Chub no Catarse!

Capa de "Minha vida é o cinema: em plano fechado" e "Minha vida é o cinema: em plano aberto", de Esfir Chub.🌟 Destaque inédito no mundo:

A Kinoruss tem a honra de ser a primeira editora do planeta a publicar este livro de artigos, roteiros e cartas de Esfir Chub, com tradução direta do russo, assinada por Luis Felipe Labaki. Na própria Rússia, esses textos foram editados apenas uma vez, em 1972 e, desde então, nunca mais. Ou seja: ao apoiar esta campanha, você está colaborando para um resgate histórico editorial sem precedentes em escala global.

E mais: a obra inclui 5 ensaios de pesquisadoras e pesquisadores contemporâneos que se debruçam sobre a arte e princípios estéticos e políticos de Chub, para demonstrar o que as invenções dessa incrível cineasta tem a ver com as práticas audiovisuais do momento em que vivemos e com o lugar da mulher na História do Cinema, mas também na contemporaneidade.

Paulo Angerami, designer da edição brasileira dos livros de Esfir Chub, tomou como paleta de formas e cores as capas das Revistas Arquitetura Moderna (Sovremniénnaia Arkhitektura), assinadas por Aleksei Gan (companheiro de Chub) e em especial a de nº 2.

Capa de "Minha vida é o cinema: em plano aberto", de Esfir Chub.Originalmente, o livro autobiográfico de Chub, Minha vida é o cinema, foi publicado na União Soviética em 1959 (com projeto gráfico de Varvára Stepánova) e em 1972, em edição ampliada, com artigos, roteiros e cartas da cineasta. Depois disso, praticamente desapareceu, e nunca foi traduzido para nenhuma outra língua.

Em 2019, a Kinoruss iniciou o processo editorial da obra completa. O primeiro volume, Minha vida é o cinema: em plano fechado, reuniu as memórias da autora e foi lançado em 2022, traduzido por Priscila Marques.

Agora, em 2026, o segundo volume, Minha vida é o cinema: em plano aberto traz esse mergulho no processo criativo de Chub: uma coletânea organizada com artigos teóricos e de crítica, roteiros que nunca foram filmados e cartas pessoais e profissionais de Chub — exatamente nesta ordem, acrescido dos 5 ensaios contemporâneos.

É uma obra inigualável e inédita em todo mundo.

Apoie nossa iniciativa!

📘 Além disso, nessa campanha temos recompensas incríveis, além do livro que será publicado. Uma delas é uma versão fac-similar da revista Tela Soviética (Soviétskii Ékran) e outra é o livro Mulheres de cinema, organizado por Karla Holanda (@karla.holanda1), editado pela Numa Editora (@numaeditora).

Confira em: www.catarse.com.br/chub2 

Se puderem apoiar, ficaremos muito felizes. E, se não for possível contribuir neste momento, compartilhar a campanha já ajuda enormemente a fazer com que o trabalho de Chub alcance novos leitores.

No fim das contas, fica a pergunta: como é possível que uma obra tão original, tão consistente e tão atual continue tão pouco conhecida? A resposta, a partir de agora, depende de nós. 

Muito obrigada!

Editora Kinoruss.

Olá, pessoal.
Esperamos que estejam bem! :)

Você que apoiou a campanha de financiamento de reimpressão do livro ANDREI TARKÓVSKI 90 ANOS, saiba que todas as recompensas já foram enviadas.

O número de rastreio dos Correios pode ser consultado abaixo. A listagem está indexada pelo CEP e o seu primeiro nome.

*Lembramos que o prazo estimado de entrega é determinado pelos Correios e não por nós. E se você mora em casa ou não tem portaria, fique atento.

É importante ressaltar que, se o pacote for devolvido em razão de informações incorretas ou carteiro não atendido, o custo do reenvio será cobrado.

Agradecemos imenso o apoio de cada um de vocês: muito obrigada! <3

Grande abraço,
Editora Kinoruss.