Como vocês já perceberam, o livro sofreu um novo atraso em seu cronograma. Então, em primeiríssimo lugar, pedimos as mais sinceras desculpas por todo esse transtorno. Somos infinitamente gratos pela confiança depositada no projeto e estamos empenhados ao máximo em correspondê-la através de uma edição que esteja atenta aos mínimos detalhes. UMA INTRODUÇÃO AO CINEMA UNDERGROUND AMERICANO é uma obra seminal e queremos fazer jus a tudo que ela representa. A esta altura podemos afirmar: nossa edição será superior, inclusive, à original norte-americana.
Queremos, nesse comunicado, atualizá-los de tudo que diz respeito ao livro, de modo absolutamente transparente. Como vocês verão, a maioria das notícias é muito boa.
Após mudança de residência e sérios problemas de saúde em família, Sheldon Renan finalmente concluiu seu emocionante PREFÁCIO EXCLUSIVO à nossa edição. Como um pequeno aperitivo, deixamos logo abaixo um trecho para que possam entender o grau de intimidade que Sheldon imprimiu neste texto inédito.
A meticulosa tradução de Carlos Primati também chegou ao fim. Uma ampla pesquisa norteou seu trabalho, resultando em notas explicativas e correções de dados e datas. Primati finaliza, no momento, um apêndice exclusivo, catalogando os filmes com os quais o livro se relaciona.
Uma grande pesquisa de imagens foi feita para ilustrar UMA INTRODUÇÃO AO CINEMA UNDERGROUND AMERICANO. Posto que os filmes underground se tratam de uma produção apartada da grande indústria, é possível imaginar quão complexo foi este trabalho.
E é com grande prazer que compartilhamos com vocês, em primeiríssima mão, a capa exclusiva que o artista gaúcho JACA criou para UMA INTRODUÇÃO AO CINEMA UNDERGROUND AMERICANO. Esperamos que sua felicidade ao vislumbrá-la pela primeira vez seja tão grande quanto a nossa. Jaca, a partir de seu estilo originalíssimo, criou uma capa em total conexão com o livro de Sheldon Renan.
Tão logo a cuidadosa revisão de texto chegue ao fim – o que está próximo – e nosso designer finalize a diagramação, o livro entrará em gráfica. Isso acontecerá, sem falta, ainda em dezembro. Logo, nossa previsão mais segura é que UMA INTRODUÇÃO AO CINEMA UNDERGROUND AMERICANO esteja nas mãos de nossos apoiadores em fevereiro de 2022.
Por fim, uma notícia realmente excelente. Dia 16/12/2021 (quinta-feira), às 20h, no canal de youtube da MMarte Produções, teremos uma LIVE DE PRÉ-LANÇAMENTO COM O PRÓPRIO SHELDON RENAN, dentro da programação da 13ª CRASH – Mostra Internacional de Cinema Fantástico (www.mostracrash.com). Simplesmente imperdível!
Mais uma vez, pedimos desculpas pelo atraso. Esperamos ter trazido aqui os devidos esclarecimentos, bem como novidades que ajudem a segurar a ansiedade e a insatisfação por ainda não estarem com UMA INTRODUÇÃO AO CINEMA UNDERGROUND AMERICANO em mãos. Um grande abraço e, qualquer questão, é só entrar em contato.
Sávio Leite & MMarte Produções
E fiquem agora com um trechinho do novo prefácio de Sheldon Renan.
Este livro teve início em 19 de janeiro de 1965, enquanto eu observava Andy Warhol rodar Drink, seu terceiro filme sonoro, numa escadaria próxima a seu estúdio particular, chamado The Factory, na East 47th Street em Manhattan. Andy estava fazendo filmes havia apenas oito meses e tentava encontrar uma maneira de reinventar a mídia. Eu tinha escrito o artigo de uma página “Movies, Kissies & Drunkies” para a Monitor, uma obscura revista que ninguém lia. Mas Andy leu e adorou, e mandou dizer que gostaria que eu escrevesse o texto daquele que seria o primeiro livro sobre sua obra. Larguei meu emprego de redator de publicidade para passar os próximos três meses acompanhando Andy, indo a festas com ele, entrevistando seus amigos e vendo-o rodar mais dois filmes underground: Vinyl e Bitch.
No final, optei por expandir meu foco além de Andy Warhol para explorar toda a nova geração de cineastas americanos que estavam declarando independência da indústria cinematográfica. Eles queriam fazer filmes pessoais em vez de comerciais. Também estavam experimentando com a expansão dos filmes para novos âmbitos visionários. Mas não era fácil encontrá-los e nem mesmo seus filmes. Estavam trabalhando essencialmente na obscuridade, isolados regionalmente, muitas vezes invisíveis até mesmo uns aos outros.
O maior problema, no entanto, era que eu, na verdade, não entendia nada sobre realização cinematográfica, sobre a história do cinema ou sobre crítica de filmes.
Quando comecei a pesquisar os filmes que estavam disponíveis para exibição, descobri que eram incrivelmente diversos em termos de técnica e conteúdo. Stan Brakhage tinha uma visão completamente diferente daquela de Jordan Belson; os irmãos Whitney e Andy Warhol pareciam estar vivendo em planetas diferentes. Cada cineasta exigia uma reavaliação radical sobre o que o cinema poderia ser. E, diferentemente de hoje, havia poucos recursos para auxiliar nesse processo. De fato, era por isso que este livro era necessário.