Oi, eu sou o Estevão Ribeiro, criador da tirinha Os Passarinhos e sou da opinião de que escrever e desenhar, viver de arte neste país, é um ato de resistência. Escrever e expor coisas como a luta de classes, o preconceito social ou pela cor da pele, os deslizes do cotidiano, convidando a parte opressora a fazer sua autocrítica é algo impopular, mas ainda assim necessário.
Por isso criei a Rê Tinta, uma personagem que, apesar do orgulho a cor da pele, ela precisa ser extremamente forte para enfrentar o mundo em que vive.
Através das tiras e, futuramente, livros e cartilhas, a Rê tem como objetivo jogar um pouco de luz em assuntos importantes para a população em geral, sendo ela negra ou branca.
A Rê Tinta é publicada desde o final de julho no Instagram e no Facebook, e além de entreter, ela tem como objetivo dar visibilidade aos problemas que as pessoas de pele negra encontram simplesmente por serem quem são.
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Renata Tinta da Silva, Rê Tinta, é uma menina de 10 anos, pertencente à classe média, com pontos de contato com as classes média alta e a pobreza. Seus pais, Beto (jornalista) e Jane (historiadora), são fonte de conhecimento e formação pensamento crítico da menina.
Objetivo
A tira em quadrinhos tem como objetivo abordar questões envolvendo identidade do povo brasileiro, sobretudo suas raízes africanas e seus reflexos na sociedade, como o preconceito, violência, educação, mas com a visão otimista e empoderada de uma menina que vê a beleza do seu tom de pele e nos seus cabelos.
Personagens ocasionais
Sebastião
Branco, 9 anos. É o ponto de contato de Renata com a classe média, e ele reflete a educação recebida pelos pais e pela internet, sendo às vezes, sem perceber, preconceituoso. As questões abordadas em suas participações são sobre comportamento e preconceito.
Lorena
Parda, 10 anos. Detesta ser chamada de negra, prefere ser morena. Sonha em atingir a idade para pintar o cabelo de loiro. As questões envolvidas em suas participações, além de comportamento e preconceito, são autoimagem e a militância.
Genilda (Gegê)
Preta, gorda e empoderada aos 10 anos. Assim como não aceita que uma pessoa seja julgada pela sua cor, Gegê está atenta à violência verbal cometida contra pessoas gordas, e luta contra isso com a confiança de quem se ama demais, sendo uma inspiração para quem a cerca.

