O livro Além das montanhas azuis, traz nuances do ser sertanejo, desnuda as entranhas dos rincões, e a brasilidade presente no "recorte" Nordeste. Desvelando o Sertão como um espaço idílico de embate e sobrevivência. Um lugar aonde os fracos não tem voz, mas aprenderam fazer da resiliência, um grito de resistência. Um livro que foi escrito a partir do olhar de uma garotinha nascida no Sertão do Rio Grande do Norte, em meio ao declínio da cultura algodoeira, e o apogeu de mais uma grande seca no semiárido nordestino. Quando o preconceito e a solidão, se faziam presentes, ela se escondia em meio ao campo de algodão, sentada em uma pedra observava as montanhas azuladas; ali na imensidão do reino sépia, como costuma chamar a Caatinga, o bioma brasileiro cujo nome é de origem indígena, e significa "mata branca".