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Jean-Marie Ragon

Post fixado
Lançada a Campanha JEAN-MARIE RAGON!

https://catarse.com.br/jmragon

Iniciado na Loja Les Amis du Nord em Bruges, que na época era administrada como um departamento da França.

Pertenceu à Loja Le Phœnix do Grande Oriente da França e ao Rito de Memphis-Misraim, bem como à Ordem do Templo de Bernard-Raymond Fabré-Palaprat.

Fundou e presidiu a célebre Loja parisiense Les Vrais Amis, que mais tarde se tornou Les Trinosophes, a qual gozou, graças a ele, de certo renome. Ocupou o cargo de Venerável Mestre desta Loja por muitos anos, a partir de 1817.

Trabalhou arduamente para distinguir entre a história real das várias sociedades maçônicas e aquela vaga história tradicional que, em grande medida, se contradiz.

Foi autor de diversas obras maçônicas de grande influência.

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QUEM FOI JEAN-MARIE RAGON

de "Enciclopédia Maçônica" - Albert Gallatin Mackey

Um dos mais notáveis ​​escritores maçônicos da França. Seus contemporâneos não hesitavam em chamá-lo de "o maçom mais erudito do século XIX". Nasceu no último quarto do século XVIII, muito provavelmente em Bruges, na Bélgica, onde, em 1803, foi iniciado na Loja Réunion des Amis du Nord e, posteriormente, participou da fundação da Loja e do Capítulo Vrais Amis, na mesma cidade. Ao mudar-se para Paris, continuou sua dedicação à Maçonaria e fundou, em 1805, a célebre Loja Les Trinosophes. Nessa Loja, ministrou, em 1818, um ciclo de palestras sobre iniciações antigas e modernas. Vinte anos mais tarde, a pedido da Loja, essas palestras foram repetidas e publicadas em 1841 sob o título de "Curso Filosófico e Interpretativo das Iniciações Antigas e Modernas".

Essa obra foi impressa com a permissão expressa do Grande Oriente da França, mas, três anos depois, tal órgão condenou a segunda edição por conter conteúdo adicional. Rebold atribui esse ato a paixões mesquinhas da época. Contudo, vinte e cinco anos depois, o Grande Oriente prestou ampla reparação ao honrar a memória de Ragon. De 1818 a 1819, foi editor-chefe do periódico publicado nesses anos sob o título "Hermes, ou Arquivos Maçônicos". Em 1853, publicou "Ortodoxia Maçônica", uma obra rica em informações históricas, embora algumas de suas afirmações estejam imprecisas. Em 1861, publicou "Cobridor Geral da Maçonaria, ou Manual do Iniciado", um livro que não se limita apenas aos detalhes dos Graus, mas que é enriquecido com muitas notas valiosas e interessantes. Ragon faleceu em Paris por volta do ano de 1866.

No prefácio de sua obra "Ortodoxia...", havia anunciado a intenção de coroar seus trabalhos maçônicos escrevendo uma obra intitulada "Os Esplendores Iniciáticos", na qual propunha apresentar uma visão exaustiva dos Antigos Mistérios, dos Colégios Romanos de Arquitetos e de seus sucessores — as corporações de construtores da Idade Média — e da instituição da Maçonaria Moderna ou Filosófica no início do século XVIII. Esse conteúdo constituiria o primeiro volume.

Os três volumes seguintes deveriam abranger a história da Ordem e de todos os seus Ritos em cada país. O quinto volume seria dedicado à investigação de outras associações secretas, mais ou menos ligadas à Maçonaria, e o sexto e último volume conteria um manual geral de todos os ritos e graus conhecidos. Tal obra teria sido uma contribuição inestimável para o estudioso da Maçonaria, mas, infelizmente, Ragon iniciou-a tardiamente. Não viveu para concluí-la e, em 1868, o manuscrito inacabado foi adquirido pelo Grande Oriente da França, junto aos seus herdeiros, pela quantia de mil francos.

O manuscrito acabou sendo discretamente depositado nos arquivos daquela instituição, pois, como se admitiu, não se encontrou na França nenhum maçom com competência suficiente para suprir suas lacunas — ou o material faltante — e prepará-lo para publicação. A teoria de Ragon sobre a origem da Maçonaria sustentava que sua ideia primitiva residia nas iniciações dos Antigos Mistérios, mas que sua forma atual devia-se a Elias Ashmole, que a teria concebido no século XVII.