Sobre
Sou Lírio Valente, nome artístico de Suellen Vico. Artista, atriz, performer, pesquisadora em Artes Integradas e advogada. Nasci em Mogi das Cruzes/SP, em 1995, e desenvolvo uma pesquisa que atravessa corpo, palavra, imagem, memória, feminino, erotismo, arquétipos e marcas sociais inscritas na pele.
Minha criação nasce do encontro entre dramaturgia, performance, escrita poética, fotografia, visualidade contemporânea e investigação simbólica. Interesso-me por obras que não apenas representam o corpo, mas que escutam suas fissuras, seus silêncios, suas forças e seus rituais de permanência.
Sou formada em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Londrina — UEL, em 2017, com DRT 32112/PR, e também em Direito pela Universidade de Mogi das Cruzes — UMC. Durante a graduação em Artes Cênicas, colaborei em pesquisas e experimentos como “Resquícios do corpo sonoro em Antonin Artaud e Klauss Vianna”, “Práticas da Encenação” e “Nós não conhecemos o paraíso”. Meu trabalho de conclusão de curso, “A linguagem sob forma de encantamento”, já apontava para uma investigação entre palavra, presença, rito e construção poética.
Atuei como performer e criadora em “Arbórea”, do Grupo Nós de Teatro, e sigo desenvolvendo projetos autorais que articulam cena, imagem e escrita. Entre eles estão Penumbra Molhada, pesquisa sobre erotismo, intimidade, sombra e linguagem, e Pele Febril, criação cênica e dramatúrgica sobre corpo, ferida, feminino, memória, rito e presença.
Entre 2024 e 2025, integrei exposições institucionais com o Coletivo Verve, ampliando minha investigação para o campo das artes visuais e da imagem. Também participei do projeto “Reencontros entre Flores, Frutos e Flores”, de Clara Trupi, experiência que fortaleceu minha relação com processos coletivos, presença cênica e criação atravessada por afetos.
Minha declaração como artista parte de uma pergunta que insiste:
como permanecer viva sem abandonar o próprio corpo?
Crio a partir dessa pergunta. Crio para transformar ferida em linguagem, silêncio em cena, memória em imagem, desejo em força e delicadeza em matéria viva. Minha pesquisa não busca separar arte e vida como se o corpo pudesse ser deixado do lado de fora da criação. Ao contrário: é o corpo que escreve, que lembra, que treme, que falha, que insiste.
A Lírio nasce desse território.
Um território onde o processo também é obra. Onde a palavra tem carne e a delicadeza também mostra os dentes.
