a história depois do fim
é esta que estamos vivendo
O projeto
Existem pequenos — e também grandes — fins do mundo acontecendo o tempo todo, em diferentes lugares do planeta. Há os fins do mundo provocados pela desigualdade social, pela violência, pelas mudanças climáticas, pela nossa relação com os outros animais e pela maneira como escolhemos ocupar e transformar o lugar onde vivemos.
Em 2024, durante um curso de escrita e pesquisa, a autora recebeu uma proposta: escrever um poema a partir do tema “Poemas Para o Fim do Mundo”. O exercício trazia várias indagações: o que fazer diante do fim? De que maneira o poema ensina a cair? E, assim como o Vermeer de Szymborska, o que não merece o fim do mundo?
A ideia era escrever um poema. Ela escreveu vários.
Com o tempo, esses poemas começaram a formar algo maior. O fim do mundo passou a funcionar como ponto de partida para pensar sobre o que existe antes dele — as relações humanas, os animais, a natureza, a política, a ciência, a solidão, o cotidiano e as pequenas coisas que insistimos em preservar mesmo quando tudo parece estar acabando.
Foi assim que nasceu a Plaquete Para o Fim do Mundo.
Apoiando o projeto, além de ajudar a viabilizar a produção do livro, você doa parte do valor a uma ONG com atuação voltada ao cuidado e resgate de animais em situação de abandono e vulnerabilidade. Assim, quanto mais longe chegarmos, mais longe também poderá chegar o seu apoio.

O livro
Durante quase três anos, esses poemas cresceram e se transformaram em uma obra que reúne literatura, zooliteratura, natureza, relações, solidão e cotidiano.
O fim do mundo, aqui, é também uma lente. Diante da possibilidade de que tudo termine, o que passa a importar? O que merece ser preservado? O que continuamos fazendo, amando, pesquisando, cuidando ou desejando quando sabemos que nada é permanente?
Animais aparecem como parte de um mundo compartilhado, enquanto imagens da ciência e da biologia se misturam às experiências mais ordinárias da vida.
Essa ideia também atravessa o projeto gráfico da plaquete. Em uma capa marcada por tons de rosa e pela sobreposição de diferentes camadas tipográficas, três círculos atravessam o papel por meio de uma faca de corte, criando vazios que se prolongam até o verso da orelha. Ali, uma imagem de uma placa de Petri revela uma cultura de fungos do gênero Sporothrix.
O corte, o vazio, a matéria orgânica e a imagem científica colocam em diálogo aquilo que desaparece e aquilo que continua crescendo.
Os poemas transitam entre diferentes tons: alguns são mais sérios, outros mais absurdos; há espaço para a ironia, para o humor e para as pequenas cenas do cotidiano. Porque talvez essa também seja uma forma de sobreviver ao fim: rir um pouco dele enquanto se tenta compreendê-lo.
Os brindes

Queremos que esse livro circule de formas além do tradicional. Por isso, a editora preparou um conjunto de brindes que serão enviados direto para sua casa.
📖 Agradecimento: Seu apoio também fará parte do livro. O nome de cada pessoa que contribuir para a campanha será impresso no miolo da Plaquete Para o Fim do Mundo, tornando os apoiadores parte da história de sua publicação.
🌱 Marcadores de página: Dois marcadores diferentes para acompanhar suas leituras durante (e quem sabe depois) do fim do mundo. Porque, mesmo diante do apocalipse, ainda precisamos saber onde paramos.
📚 Marcador de página com detalhe artesanal: Para quem acredita que um livro também é feito de pequenos gestos manuais, preparamos um marcador especial com acabamento artesanal. Uma peça única para acompanhar suas leituras e guardar, com cuidado, as páginas dos livros que sobreviverem ao fim.
🍄🟫 Arquivo Científico do Fim do Mundo: Um conjunto de cinco postais, cada um dedicado a uma espécie de fungo. Com informações biológicas e curiosidades sobre esses organismos, o Arquivo Científico do Fim do Mundo propõe uma pequena coleção zooliterária para acompanhar diferentes etapas imaginadas da catástrofe.
🌍 Ecobag: Uma ecobag para carregar tudo o que você precisar enfrentar no fim do mundo: seus livros, marcadores, postais e, se possível, suprimentos de sobrevivência.
📍 Bottons: Duas estampas sortidas de bottons pra você colocar na mochila, na bolsa, na camiseta ou onde você quiser.
Arquivo biológico do fim do mundo
O Sporothrix é um tipo de fungo conhecido por causar a esporotricose, uma infecção que afeta a pele e os tecidos abaixo dela em humanos e animais. O impacto do fungo Sporothrix nos animais de rua é devastador e considerado um dos maiores desafios sanitários urbanos no Brasil. Os animais abandonados, em especial os gatos, são os mais impactados pelo fungo, e são também as principais vítimas do descaso público e das mudanças climáticas.
Há, portanto, dois fins do mundo que se encontram nesses poemas. O primeiro é o imaginado, aquele que pode chegar de uma vez e levar tudo consigo. O segundo já está acontecendo, lentamente e muitas vezes de forma invisível, nos corpos dos animais que sofrem, nas espécies ameaçadas.
Diante de tudo isso, falar sobre o fim do mundo se tornou, para a autora, uma maneira de falar sobre o presente. Ao longo do processo de escrita, o tema passou a atravessar sua própria trajetória como escritora e a maneira como ela observa o mundo. As questões que aparecem nos poemas se encontram com sua atuação na Medicina Veterinária e em seus interesses, aproximando a literatura de outros campos do conhecimento.
Cronograma:
Setembro: início da campanha de financiamento coletivo.
Outubro: diagramação do livro e ajustes finais.
Novembro: impressão do livro, dos brindes e acabamentos.
Dezembro: evento de lançamento e envio de kits.
A autora
Brígida tem 31 anos, nasceu em Conselheiro Lafaiete e escreve desde criança. Lê mais do que deveria, e nunca acha suficiente. Fez cursos de escrita criativa com alguns dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea, além de estudar dramaturgia e ópera para crianças. Apaixonada por animais, bordados e por toda forma de arte, escreve poemas, histórias e borda aquilo que as palavras, às vezes, não conseguem dizer.
Com o tempo, aprendeu que escrever era também uma maneira de entender a sua própria história. Fez vários cursos de escrita criativa e testou diferentes gêneros. Estudou Letras e, embora não tenha se formado, pôde desenvolver a sua leitura crítica sobre o mundo e a escrita.
As suas principais influências são: Ana Cristina César, Ana Martins Marques, Mar Becker, Carlos Drummond de Andrade, Suzana Nunes de Morais, Marília Garcia, Matilde Campilho, Donna Haraway, Maria Esther Maciel, entre vários outros.
Atualmente, é estudante de Medicina Veterinária, e encontrou na literatura uma forma de unir sua paixão pela escrita ao seu propósito com os animais. Plaquete para o fim do mundo é seu primeiro livro.
Quem somos
Em algum lugar das Gerais, cujo nome não é possível esquecer, não há muito tempo, surgiu um grupo editorial de livros em punho, com prosa elaborada, poesia veloz e leitores diversos.
Mas de tanto fazer livros, queimaram os miolos e ficaram todos loucos.
Com sede em Belo Horizonte, procuramos trilhar caminhos alternativos, com ou sem moinhos, para a produção editorial brasileira, valorizando os novos autores, a literatura clássica, as disciplinas humanas, os parceiros da cadeia editorial, como livrarias, distribuidoras, gráficas e os demais profissionais.
O Grupo Editorial Quixote é a parceira entre a Ophelia Edições e a Quixote Livraria. A Ophelia, uma editora jovem, um pouco sonhadora, dada a espalhar livros como se fossem flores, e a Quixote Livraria, uma livraria de rua tradicional, quixotesca em espírito e ímpeto, disposta a fazer os livros saírem andando em par com seu escudeiro mais fiel, o leitor. Juntos, vemos a cadeia literária como sustentável na medida em que a criação de livros flui juntamente com a formação de leitores, fugindo das soluções óbvias que querem determinar o que e como deve ser lido baseados em modelos dominantes, sem diversidade cultural e humana.
Buscamos criar oportunidades para novos autores lançarem suas primeiras obras, acompanhando todo o processo, desde a preparação do texto e a criação do objeto-livro até o lançamento e a distribuição.
Acompanhe também a publicação nas redes social da editora!
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