Em 2024, Brígida participou de um grupo de pesquisa com Ana Laura Estagueri, em que recebeu a proposta de escrever poemas sobre o fim do mundo.
A escrita, ao contrário do que às vezes pensamos, não é uma arte completamente solitária. Ao longo da história, grandes artistas trocaram experiências por meio de cartas, encontros, bailes e saraus. Por que seria diferente hoje?
No grupo, a autora passou por críticas construtivas, propostas e desafios. Uma das maiores dificuldades foi aprender a ser mais concisa. Escrever poesia exigiu que ela se desconstruísse, experimentasse diferentes estéticas e repensasse a maneira como queria dizer as coisas.
Colocar experiências no papel pode nos ajudar a enxergá-las com mais distância. Um término, uma mudança de profissão, uma frustração, uma pequena alegria… tudo pode se transformar em material para a escrita. Ao transformar aquilo que sentimos em palavras, conseguimos olhar novamente para acontecimentos que, até então, pareciam difíceis de compreender.
Ela também ficou mais corajosa: escrever é, entre outras coisas, se expor. Anos depois, aqueles poemas se reúnem nesta publicação. Plaquete para o fim do mundo nasceu de uma proposta de escrita e, ao longo de quase três anos, foi se transformando em uma coleção de poemas sobre tudo aquilo que existe antes da catástrofe: os animais, a natureza, a ciência, a política, as relações, a solidão e as pequenas cenas do cotidiano.
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