Entrevista, pesquisa, observação e checagem também podem ganhar forma em desenhos, cores e enquadramentos. No jornalismo em quadrinhos de Carol Ito, essas ferramentas se encontram para contar histórias reais sobre direitos humanos, gênero e desigualdade.
HQ-Repórter: Reportagens em quadrinhos de Carol Ito reúne trabalhos produzidos pela jornalista e quadrinista ao longo de mais de uma década. Com campanha de financiamento coletivo no Catarse, a publicação independente terá 128 páginas totalmente coloridas e recupera reportagens que circularam em revistas, sites e outros espaços da imprensa brasileira.
Histórias reais, narrativas em quadrinhos
A coletânea passa por temas como racismo, sistema prisional, drogas, redução de danos e diversidade. Entre os trabalhos estão Mulheres da Craco, Prisões de dentro, Nada será como antes, Perigo amarelo, Quebrando aquários, Parada LGBT+ 2016 e A cidade ideal das mulheres.
O volume também inclui Três mulheres da Craco, publicada originalmente pela revista Piauí e vencedora do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria Arte, em 2022.
Reunidas em livro, essas reportagens permitem acompanhar parte da trajetória de Ito e conhecer diferentes possibilidades de uma linguagem que combina apuração jornalística e narrativa gráfica.
Da apuração à página desenhada
Além das reportagens, HQ-Repórter vai apresentar bastidores dos trabalhos. A proposta é mostrar aspectos do processo de apuração e da transformação de histórias reais em quadrinhos: como entrevista, pesquisa e checagem se articulam com desenho, cor, enquadramento e composição.
O livro terá projeto gráfico do Estúdio Inko Criativo, prefácio da jornalista Juliana Sayuri e posfácio do HQ-repórter Augusto Paim, autor de Pequeno manual da reportagem em quadrinhos.
Quem cria
Carol Ito é jornalista, quadrinista e ilustradora, especialista em jornalismo em quadrinhos. Publica tirinhas na revista Tpm desde 2020 e atualmente é chargista da Folha de S.Paulo.
Ao longo da carreira, colaborou com veículos como Piauí, Agência Pública, Trip, Tpm, O Grito e Revista Morel, com trabalhos voltados especialmente a direitos humanos, gênero e questões sociais. Em 2022, além de receber o Prêmio Vladimir Herzog por Três mulheres da Craco, integrou a lista Forbes Under 30 Brasil.
É autora das HQs Inteiro pesa mais do que metade e Siriricas Tristes e outras (in)felicidades, coeditora e artista de Boy Dodóy e foi a primeira mulher a desenhar charges ao vivo no Roda Viva.






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