Você já parou para pensar em quantas coisas gosta porque realmente gosta e quantas aprendeu a gostar?
Eu venho de uma família grande, com várias irmãs. Cresci cercada de mulheres, personalidades, opiniões e maneiras diferentes de enxergar a vida. Mesmo sem perceber, fui absorvendo um pouco de cada uma delas.
Na adolescência, vieram os amigos, os livros, os filmes. Na vida adulta, a internet trouxe ainda mais referências. Pessoas mostrando suas conquistas, viagens, relacionamentos e uma vida que parecia tão interessante. O problema é que quase nunca víamos o que acontecia entre uma conquista e outra. As dúvidas, as dificuldades, as escolhas que não deram certo. Tudo parecia muito mais simples do que realmente era.
E assim vamos construindo uma ideia de quem queremos ser, muitas vezes sem perceber de onde ela veio.
Ao longo da minha vida, passei por momentos difíceis, emocionalmente, profissionalmente e nos meus relacionamentos. Muitos deles me fizeram questionar minhas escolhas e a direção que estava seguindo. Mas eu refletia por alguns dias e logo voltava à rotina. Havia sempre alguma coisa para resolver, um trabalho para fazer, um novo objetivo para alcançar. Eu nunca dava a essas perguntas a prioridade que mereciam.
Sempre ouvi mulheres dizendo que, depois dos 30 anos, muita coisa muda. Eu não entendia exatamente o que queriam dizer, até chegar aos 30.
Depois de tantas experiências pessoais e profissionais, comecei a perceber que já não conseguia aceitar certas situações, relações e condições que antes tolerava. Não porque tivesse me tornado uma pessoa diferente de repente, mas porque começava a reconhecer melhor o que precisava e o que queria.
E uma das perguntas mais difíceis passou a ser também uma das mais importantes: O que realmente importa para mim, independentemente das influências externa?
Ainda hoje me faço essa pergunta. Porque acredito que nossas prioridades mudam conforme vivemos, conhecemos pessoas e descobrimos novas partes de nós mesmas. E foi justamente dessa pergunta que surgiu a necessidade de ter uma ferramenta que me ajudasse a encontrar direção nas diferentes áreas da minha vida.
Eu queria conseguir olhar para além do trabalho, dos relacionamentos e das responsabilidades do dia a dia. Entender como estava me sentindo, o que estava deixando de lado e quais partes da minha vida precisavam de mais atenção.
Precisava de algo que me ajudasse a organizar meus pensamentos, fazer as perguntas certas e transformar minhas reflexões em pequenas ações.
Naquele momento, eu ainda não sabia que essa necessidade acabaria se transformando no Encontre seu Rumo. Mas foi ali que tudo começou.
Acredito que o primeiro passo para descobrir o que queremos é começar a questionar de onde vêm as nossas vontades.




Seja o primeiro a comentar
Faça o login para comentar.
Entrar