
PONDERO
Olhei no céu um equinócio! Será utópico encontrar um ponto médio, entre os extremos opostos? Aposto que consigo: nem seco, nem úmido, nem quente, nem frio...
Sou aquele que transcende em um universo dividido, por isso acredito que o entendimento é possível quando sou o elo entre todos indivíduos.
Amenizo: com isso vibro! Na troca aprendo e ensino. No olhar do outro me percebo. Parece efeito placebo, mas no fundo é empatia!
Não que seja tudo um paraíso, mas lhe digo, pacífico: meus ouvidos são justiça e harmonia. Comungo dessa lenta evolução do mundo e descubro o que ainda não sei de mim mesmo.
Pondero entre pólos e hemisférios. Quem dera eu fosse cessar fogo.
Fim da guerra, acordo entre Israel e Gaza.
E onde houver discórdia que eu leve os esforços pra que tudo se equilibre. Que eu interrompa o estado de coma e desperte a consciência da mente.
Sou ponte. Sou quem trilha e pavimenta.
Sou câmbio de experiências que transpassa o tropeço
e traz a paz que oxigena.
Pena que a vida não é só coisa boa, fácil escolha, como cara e coroa, faces claras da moeda. Onde ataca a minha ética diplomática é na dúvida do sábio.
Por isso também me divido: inconstante e indeciso, como um advogado que hesita, entre anjos e diabos, com o punho que reluta ao estalo do martelo.
Atitude justa? Volúvel ou pura? Ver todas as partes razoáveis.
Pronto: mais um confronto fadado ao empate.
Quanta carga desnivelada e essa trena que me drena e me cobra o perfeito equilíbrio.
A honra de servir vem de Vênus, mas como decidir é difícil.
Sou quem se dedica a resolver o litígio. Fiel da balança no vento que dança. Sou um mártir no caos e um interno conflito.
Sou Libra!

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