A polícia mata preto pobre todo dia e pouca gente fica sabendo. No país que criou a terceira maior população carcerária do mundo, o Estado segue tentando enganar você dizendo que a solução é prender mais gente. Pagos com seu dinheiro, promotores e juízes mandam inocentes para a cadeia e ninguém liga. Você não vai saber o que acontece vendo os jornais de sempre ou pelo Whatsapp dos seus amigos. Se você se cansou das mentiras e quer saber o que acontece, você precisa da Ponte.
Ponte é um canal de informações sobre segurança pública, justiça e direitos humanos. Nossa missão é ampliar a voz de quem sofre abusos praticados pelo Estado e não é ouvido pelo restante da sociedade. Como fazemos? Com reportagens e denúncias sobre violência policial, de gênero, racismo e contra a população LGBT.
Não, a Ponte combate todos os bandidos que violam os direitos humanos, não importa se vestem chinelos, toga, farda ou gravata. Nosso trabalho é voltado para cobrar respostas do Estado quando um representante seu pratica abusos, quando um cidadão é acusado por um crime que não cometeu ou por violações básicas de direitos humanos. São casos e mais casos. Todos os dias.
Entre as coberturas da Ponte, a violência policial tem destaque desde sua fundação. Não há perseguição ou birra: más condutas são abordadas em reportagens. Quais? Seja quando um policial chama uma manifestante de "puta", executa jovens desarmados, bate em pessoas que deveria proteger ou, então, prende de forma incorreta alguém. Nosso trabalho já tirou inocentes da prisão, mostrou erros que mudaram para sempre vidas de várias famílias. Quando alguém morre, não há super-herói para salvar.
Casos de racismo, machismo e preconceito com a comunidade LGBT também estão entre nossos temas. O extermínio da população negra e pobre é a consequência fatal deste preconceito, mas o cotidiano revela pequenas violações a cada passo dado. Sendo você mulher, basta andar na rua de noite para o medo estar ao seu lado e, caso seja vítima de violência, sua própria palavra ser questionada. Ser gay, lésbica, trans? A luta contra olhares tortos, ofensas de estranhos nas ruas e agressões sem motivo ocorrem quando se menos espera.
Esta campanha busca sua ajuda. Somos uma associação sem fins lucrativos. Não buscamos lucro, mas precisamos de recursos para existir. Recursos que não podem vir de qualquer lugar, como venda de anúncios. Para escrever o que a gente escreve, precisamos ser livres. Independentes. Por isso, contamos com sua ajuda. Com você ao nosso lado, vamos construir uma estrutura para o nosso trabalho seguir a todo vapor.
Todo mundo tem contas. Ainda mais quando se trata de mídia independente. Os boletos parecem não ter fim... Sua ajuda é essencial para podermos sobreviver aos boletos. A primeira meta no Catarse Assinaturas envolve o básico: garantir mensalmente os pagamentos do nosso setor financeiro (nenhum boleto pode passar desapercebido, né?!), do contador, da advogada (os processos estão aí, alguém precisa nos defender, e não é o Batman...), servidor e host do site. É o primeiro passo para construir a Ponte.
Garantido o básico para a gente existir, chegou a hora de resistir. Precisamos de apoio: queremos caminhar em direção ao profissionalismo e garantir que todas as pessoas envolvidas diariamente na construção da Ponte recebam alguma remuneração. Assim, teremos condições de denunciar os abusos cometidos nesses tempos escuros, entender o que acontece e ajudar a vislumbrar caminhos e saídas. Venha segurar as nossas mãos.
O Catarse acaba de lançar a plataforma de assinaturas recorrentes. É uma plataforma nacional de financiamento coletivo que funciona de modo muito simples: se você gosta ou acompanha um projeto, pode dar um apoio mensal conforme sua possibilidade ou vontade.
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